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Jornalista envolvido e preocupado com questões sociais e políticas que afligem nossa sociedade, além de publicar matérias denunciando pessoas ou entidades que praticam atos contra o interesse público e agindo, sempre, em defesa da sociedade.

terça-feira, 16 de outubro de 2018

Artigo - O perigo do consumo do Açaí. Roberto Ramalho, jornalista e servidor da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal).
www.ditoconceito.blogspot.com.br.
Em matéria de destaque de domingo (14.10.18) na Folha de São Paulo com o título: "Associada ao açaí, doença de Chagas avança e dobra em sete anos no país", resolvi escrever sobre o assunto.
Trata-se de um assunto bastante preocupante. A fruta é muito boa, têm vitaminas, sais minerais, ferro e demais suplementos ao ser tomado de modo natural
A doença de Chagas atinge, sobretudo, os estados do Pará, da Amazônia e estados próximos. Porém, a fruta é muito consumida em todo o território nacional em forma de sorvete, suco, bolo, doces e pudins.
Foi no Norte de Minas, uma região endêmica para a doença, que o Dr. Chagas descobriu, em 1909, a origem da doença, exatamente no vizinho município de Lassance, a 241 km de M. Claros. 
A extensa matéria não desfaz completamente os temores de contaminação pelo consumo da fruta e seus derivados. Afirma o trecho da reportagem da Folha de São Paulo: “O bicho” a que Maria (uma pessoa contaminada) se refere é o parasita Trypanosoma Cruzi, presente nas fezes do barbeiro, e causador da doença. A transmissão clássica, a vetorial, ocorre pela picada do inseto. A partir dos anos de 1970, o controle do vetor reduziu esse tipo de transmissão no país. “Atualmente, predomina a via oral, em que a infecção ocorre por meio de alimentos contaminados com as fezes do barbeiro ou com partes do inseto triturado”. 
A matéria não é clara para desfazer o temor de que o consumo do açaí, em qualquer de suas formas, possa transmitir a doença. Porém, a reportagem diz, que "a diretora do Instituto de Medicina Tropical da USP, Ester Sabino, afirma, no entanto, que não há um risco de epidemia nacional, porque o consumo do açaí fresco é restrito ao Norte. Os números nunca vão ser tão altos quanto foram na forma vetorial clássica.”
De forma ainda inconclusiva, embora já seja comprovado que o açaí contaminado pelo protozoário Trypanozoma Cruzi transmite a doença de Chagas, cabe a quem consome tomar as devidas precauções.
Embrionariamente o risco está no consumo "do açaí fresco", típico para os moradores do Norte do Brasil. Entretanto, é importante afirmar que, diante do alerta da matéria jornalística, que as autoridades de todo o País expliquem para a população em geral se o alto consumo de açaí por toda a parte traz efetivo risco de contaminação pela temida Doença de Chagas.
É uma preocupação que precisa ser comunicada pelo Ministério da Saúde. Sabe-se que existe uma grande rede de comerciantes que comercializam a fruta em forma de sorvetes, sucos, doces, pudins, bolos, entre outras maneiras.
Todo cuidado é pouco. E a prevenção e ainformação são fundamentalmente importantes nesse contexto.

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