OAB-Alagoas realizou evento intitulado
os 20 anos da Lei Maria da Penha: um marco de transformação, resistência e
proteção às mulheres. Roberto Ramalho é advogado e colunista do Portal RP-Bahia.
A programação contou com
dois grandes eixos temáticos, debates sobre violência digital, mecanismos
jurídicos e institucionais, além do lançamento do Observatório Alagoano de
Violência Digital de Gênero.
Maria da Penha Maia
Fernandes é a farmacêutica brasileira que se tornou o principal símbolo nacional
da luta contra a violência doméstica e o feminicídio.
O evento teve como
mediadoras Edâmara Araújo, Laryssa Moura e Helena Barros, nos três eixos, com a
participação da advogada e diretora da AMDA Nívea Rocha, da Promotora de
Justiça do MPAL, Adiane Dantas Menezes, da Delegada da Polícia Civil de Alagoas
e titular da Delegacia Especializada do Atendimento à Mulher de Arapiraca,
Daniela Teixeira, da Juíza de Direito e integrante da Coordenadoria Estadual
das Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar, Eliana Machado, da
Sargento da Patrulha da Maria da Penha, atuando no enfrentamento à violência doméstica
e de gênero, Cammilla Marques, Com a
participação da advogada, Procuradora Estadual e Vice-Presidente da AMADA, Carolina
Guerreiro, da Professora-Doutora da UFAL, pesquisadora nas áreas de gênero,
violência doméstica e direitos humanos, Marli Araújo, da advogada criminalista
e presidenta da Comissão da Promoção da Igualdade Racial da OAB-AL, Mayara Heloise
Cavalcanti, da advogada e Coordenadora Jurídica do Centro de Defesa dos
Direitos da Mulher, Vanessa Cavalcante, a advogada e Secretária Municipal para
as Políticas Públicas de Arapiraca, Paula Tainá Silva Tenório Cavalcante, da
Psicóloga Clínica e Organizacional e Doutora em Linguística, Cristiane Souza, da
jornalista e Diretora de Jornalismo da Eufêmea, e da advogada, Mestre em Gestão
Pública e Liderança e Superintendente do Fecomércio de Alagoas, Francielly Rodrigues.
Nos três eixos foram
abordadas questões jurídicas, sociológicas, antropológicas, psicológicas e
josnalísticas, em todos os campos do saber envolvendo a violência doméstica, o
Feminicídio, o racismo, a misogenia – há um projeto a ser aprovado pelo
Congresso Nacional engavetado considerando a misogenia como crime comparado ao
racismo – os traumas psicológicos que a vítima, quando sobrevive a agressão,
passa, precisando de terapia e proteção dos entes federativos, de casas de
apoio à mulher, que na sua grande
maioria não tem emprego e salário, em face de ter vivido com o ex-companheiro e
ter as despesas da casa bancada por ele, precisando da ajuda social,
psicológica, humanitária, enfim, tudo que o ESTADO (União, Estados e
municípios) puder fazer no sentido financeiro e em tudo que for necessário no
combate à violência doméstica.
Sem dúvida,
o lançamento
do Observatório Alagoano de Violência Digital de Gênero é e será um marco no
combate ao Feminicídio e à violência doméstica e de gênero.
Caso
sofra ou presencie alguma situação
de violência,
denuncie! Ligue 180 ou 190.
Antes no
último bloco foi oferecido um Coffe-Break aos participantes pelo SESC-SENAC de
excelente qualidade.
Parabéns a OAB-Alagoas e a todos que participaram desse magnífico evento que contou com aproximadamente 400 inscritos.

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