Artigo – A ação inaceitável, deplorável e detestável das Forças Armadas de Israel contra ativistas que levavam alimentos para o povo palestino da Faixa de Gaza. Roberto Jorge é advogado e jornalista. Com Agências Internacionais EFE, Lusa e AFP.
Cento e setenta e cinco (175) ativistas da flotilha Global Sumud, com 58 embarcações, que visava romper o bloqueio naval israelense à Faixa de Gaza, foram detidos na quinta-feira em cerca de 20 barcos em águas internacionais perto de Creta.
Mais uma vez a marinha
Israelense afronta o Direito Internacional ao agir em águas internacionais.
Embora Israel tenha libertado todos os
ativistas na Grécia após ter chegado a um acordo com as autoridades gregas, prendeu
Thiago Ávila, ativista brasileiro, e Saif Abu
Keshek, cidadão espanhol de origem palestina, que chegaram na
manhã de sábado a Ashkelon após permanecerem outros dois dias sob custódia
naval.
Diversas entidades de direitos humanos
e o próprio governo da Espanha definiram a manobra das autoridades israelenses
como um "SEQUESTRO", por executarem a operação em águas
internacionais e a cerca de 1.200 quilômetros de Gaza.
A organização Adalah afirmou que seus
advogados se reuniram com os ativistas detidos na prisão de Shikma, em
Ashkelon. O ativista brasileiro Thiago Ávila relatou aos advogados ter sofrido “UMA
BRUTALIDADE EXTREMA” quando os barcos foram interceptados.
Disse ele: "Foi
arrastado de bruços pelo chão e foi agredido tão brutalmente que perdeu os
sentidos duas vezes”, acrescentou
a ONG. Ainda de acordo com a organização, o brasileiro contou que, desde que
chegou a Israel, ficou "isolado e com os
olhos vendados".
O ativista Saif Abu Keshek cidadão
espanhol de origem palestina, também foi "amarrado
pelas mãos e teve os olhos vendados",
sendo "obrigado a permanecer deitado
de bruços no chão desde o momento de sua detenção" até a chegada a Israel, informou o grupo.
A justificativa do
governo israelense, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores de
Israel para a detenção dos ativistas é a de que Abukeshek e Ávila têm ligação
com o grupo de esquerda marxista Frente Popular para a Libertação da Palestina
(FPLP), o segundo mais importante dentro da Organização para a Libertação da
Palestina, depois do Fatah.
Após a notícia ter se espalhado de que
os cidadãos seriam levados a Israel em vez de serem libertados na Grécia, como
o restante dos ativistas da Flotilha, os governos do Brasil e da Espanha já
exigiram ontem sua libertação imediata.
A Corte de Israel prorrogou prisão de
Thiago Ávila, que foi torturado por militares, segundo a advogada. Um tribunal
israelense autorizou, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a detenção do
brasileiro Thiago Ávila e de outro ativista espanhol-palestino, integrantes de
uma flotilha que seguia para Gaza. Eles são acusados por Israel de terem
vínculos com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, informou uma ONG
à AFP.
O
governo do presidente Lula já deveria ter rompido relações diplomáticas com o
Estado judaico-sionista FASCISTA DE Israel, cujo primeiro-ministro é o genocida
e assassino de velhos, mulheres e crianças palestinas, Benjamin Netanyahu.
