domingo, 3 de maio de 2026

Artigo – A ação inaceitável, deplorável e detestável das Forças Armadas de Israel contra ativistas que levavam alimentos para o povo palestino da Faixa de Gaza. Roberto Jorge é advogado e jornalista. Com Agências Internacionais EFE, Lusa e AFP.

Cento e setenta e cinco (175) ativistas da flotilha Global Sumud, com 58 embarcações, que visava romper o bloqueio naval israelense à Faixa de Gaza, foram detidos na quinta-feira em cerca de 20 barcos em águas internacionais perto de Creta.

Mais uma vez a marinha Israelense afronta o Direito Internacional ao agir em águas internacionais.

Embora Israel tenha libertado todos os ativistas na Grécia após ter chegado a um acordo com as autoridades gregas, prendeu Thiago Ávila, ativista brasileiro, e Saif Abu Keshek, cidadão espanhol de origem palestina, que chegaram na manhã de sábado a Ashkelon após permanecerem outros dois dias sob custódia naval.

Diversas entidades de direitos humanos e o próprio governo da Espanha definiram a manobra das autoridades israelenses como um "SEQUESTRO", por executarem a operação em águas internacionais e a cerca de 1.200 quilômetros de Gaza.

A organização Adalah afirmou que seus advogados se reuniram com os ativistas detidos na prisão de Shikma, em Ashkelon. O ativista brasileiro Thiago Ávila relatou aos advogados ter sofrido “UMA BRUTALIDADE EXTREMA” quando os barcos foram interceptados.

Disse ele: "Foi arrastado de bruços pelo chão e foi agredido tão brutalmente que perdeu os sentidos duas vezes”, acrescentou a ONG. Ainda de acordo com a organização, o brasileiro contou que, desde que chegou a Israel, ficou "isolado e com os olhos vendados".

O ativista Saif Abu Keshek cidadão espanhol de origem palestina, também foi "amarrado pelas mãos e teve os olhos vendados", sendo "obrigado a permanecer deitado de bruços no chão desde o momento de sua detenção" até a chegada a Israel, informou o grupo.

A justificativa do governo israelense, por intermédio do Ministério das Relações Exteriores de Israel para a detenção dos ativistas é a de que Abukeshek e Ávila têm ligação com o grupo de esquerda marxista Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), o segundo mais importante dentro da Organização para a Libertação da Palestina, depois do Fatah.

Após a notícia ter se espalhado de que os cidadãos seriam levados a Israel em vez de serem libertados na Grécia, como o restante dos ativistas da Flotilha, os governos do Brasil e da Espanha já exigiram ontem sua libertação imediata.

A Corte de Israel prorrogou prisão de Thiago Ávila, que foi torturado por militares, segundo a advogada. Um tribunal israelense autorizou, neste domingo (3), prorrogar por dois dias a detenção do brasileiro Thiago Ávila e de outro ativista espanhol-palestino, integrantes de uma flotilha que seguia para Gaza. Eles são acusados por Israel de terem vínculos com uma organização sancionada pelos Estados Unidos, informou uma ONG à AFP.

O governo do presidente Lula já deveria ter rompido relações diplomáticas com o Estado judaico-sionista FASCISTA DE Israel, cujo primeiro-ministro é o genocida e assassino de velhos, mulheres e crianças palestinas, Benjamin Netanyahu.

 

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