Artigo - O pedido do candidato a presidência da República, o miliciano-fascista, Flávio Bolsonaro, ao presidente dos EUA, Donald Trump, e Marco Rubio, Secretário do Departamento de Defesa dos EUA, para considerar as facções como organizações terroristas. Roberto Ramalho é advogado, colunista do Portal RP-Bahia e jornalista
1. Introdução
Com a interferência do candidato
miliciano-fascista e de extrema-direita, Flávio Bolsonaro, o
governo dos Estados Unidos classificou oficialmente o PCC e
o Comando Vermelho como organizações terroristas estrangeiras.
A medida ocorreu após uma reunião entre o senador e miliciano-fascista, e
candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro ao presidente
norte-americano Donald Trump, quando o parlamentar entregou um
pedido formal pela designação dos grupos. A articulação gerou debates intensos
e uma série de análises sobre segurança pública e relações internacionais.
Flávio Bolsonaro (PL) comemorou, nesta 5ª feira – 28
de maio de 2026 -, que os Estados Unidos vão classificar PCC (Primeiro
Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho)
como “ Artigo - O pedido do miliciano-fascista Flávio Bolsonaro a
Donald Trump e ao Departamento de Justiça dos EUA para considerar as facções
como organizações terroristas. Roberto Ramalho é advogado, colunista do Portal
RP-Bahia e jornalista
1. Introdução
Com a interferência do candidato
miliciano-fascista e de extrema-direita, Flávio Bolsonaro,
o terroristas”. A medida foi anunciada um dia após
encontro do senador com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio,
descendente de cubanos e um dos maiores violadores dos ‘Direitos
Humanos’ e fascista.
Marco Rubio é um dos maiores
incentivadores de uma provável e possível invasão à CUBA, que sofre
há décadas de um boicote dos EUA, o que com que o país não consiga importar o
basicamente necessário para a população da ilha.
Em post no X, Flávio Bolsonaro escreveu “grande
dia” em resposta à postagem de anúncio de Marco Rubio.
Afirmou o candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro quando
esteve com Donald Trump aos jornalistas após a reunião: “Eu
fui exatamente fazer esse pedido expresso a ele para que ele declare PCC
e CV como organizações ‘terroristas’, que são o que elas são”.
Meios de Comunicação dos Estados
Unidos destacaram
possíveis impactos políticos, econômicos e diplomáticos da decisão. Além disso,
a imprensa dos EUA também noticiou o temor do governo
brasileiro de que a medida abra espaço para sanções e questionamentos sobre
soberania.
O Portal de notícias da Globo, g1, fez referência as declarações de
algumas Agências Internacionais de notícias sobre o assunto. Entre elas a Associated
Press
A agência Associated
Press destacou que a classificação do PCC e do Comando
Vermelho como organizações terroristas ocorre às vésperas da disputa
presidencial brasileira. A reportagem também relembrou críticas de Lula à
medida, vista pelo presidente como interferência externa.
Afirmou a Associated Press num
trecho da sua matéria: "Lula, que busca a reeleição e tenta reforçar
suas credenciais no combate ao crime, se opôs abertamente à classificação de
criminosos como terroristas, enquanto apoiadores de Bolsonaro no
Congresso instaram publicamente Trump a adotar medidas mais enérgicas
contra as gangues". A
reportagem também afirma que a segurança pública deve ganhar peso na eleição
presidencial. Segundo a AP, especialistas avaliam que nem Jair
Bolsonaro nem Lula tiveram grande sucesso no combate aos dois grupos
criminosos.
O canal de notícias de
direita, Newsmax, afirmou
que as facções brasileiras receberão duas classificações diferentes dos EUA:
Organizações Terroristas Estrangeiras e Terroristas Globais Especialmente
Designados.
De acordo com a Newsmax, Rubio afirmou
que as gangues eram duas das 'organizações criminosas mais violentas do Brasil'
e que sua influência e redes se estendiam por toda a região e até os Estados
Unidos. A reportagem também declarou que o governo Lula tentou
evitar a classificação do PCC e do CV como organizações
terroristas estrangeiras por temer possíveis consequências econômicas e
militares.
Já a agência Bloomberg destacou que a decisão dos EUA deve
reacender tensões entre Donald Trump e o presidente Lula, além de
ampliar o peso do debate sobre segurança pública na eleição brasileira.
Segundo a Agência de Notícias
Bloomberg, o governo brasileiro considera a designação como uma medida que
poderia abrir caminho para os EUA justificarem uma ação militar em seu
território, especialmente em meio aos frequentes ataques aéreos contra supostos
narcotraficantes no Caribe, afirmando que a medida pode gerar incertezas no
sistema financeiro do país, enquanto bancos e empresas tentam entender os
impactos práticos da classificação das facções como organizações terroristas.
2. Veja os detalhes do cenário,
impactos e onde encontrar os estudos sobre o tema. O Impacto da Classificação
A designação das facções como
terroristas globais permite o uso de sanções rigorosas pelos EUA, incluindo os
seguintes, a saber:
Bloqueio financeiro: Congelamento imediato de ativos
e contas ligadas a indivíduos ou empresas associadas.
Controle de transações: Proibição do fornecimento de
qualquer apoio material, logístico ou financeiro.
Impacto geopolítico: Possibilidade de intervenção
dos Estados Unidos no Brasil, reforçada pela maior
atuação de inteligência em termos de espionagem.
3. Posicionamentos Políticos. A visão
e o ponto de vista do governo Lula e da oposição fascista
3.1 - Oposição/Direita:
Apoiadores da medida afirmam que o
crime organizado atingiu proporções transnacionais, utilizando o Brasil para
lavagem de dinheiro, e defendem o alinhamento com a política americana de "tolerância
zero".
3.2 – Resposta do Governo Federal:
O Palácio do Planalto criticou à
medida, argumentando que a classificação pode ferir a soberania nacional e
servir de pretexto para intervenções militares ou sanções econômicas ao país. A
posição dos EUA em considerar as facções como organizações terroristas criou um
grande mal-estar no governo brasileiro.
4. Estudos e Artigos de Referência
Especialistas em direito internacional
e segurança pública têm discutido amplamente o peso dessa manobra.
De acordo com reportagem da Agência
Brasil - www.agenciabrasil.ebc.com.br – de 04 de novembro de 2025, os
estudiosos apontam que o crime organizado que busca o lucro – como as
organizações que movimentam bilhões com o tráfico de drogas – tem natureza
distinta do terrorismo, que sempre tem um objetivo político por trás.
O jurista e professor do direito
Walter Maierovitch enfatizou que são fenômenos distintos e que é preciso
diferenciar método terrorista de terrorismo.
Afirmou o jurista Walter
Maierovitch: “As pessoas não técnicas fazem confusão em distinguir
terrorismo com método terrorista. Por exemplo, um vizinho, depois de desavença,
joga uma bomba na casa do litigante. Isso é método terrorista e não terrorismo.
No direito internacional, a distinção é feita e existe a Convenção das Nações
Unidas que contempla o crime organizado”.
A Agência Brasil na mesma reportagem também
entrevistou a coordenadora do núcleo de estudos de terrorismo e crime
transnacional da PUC Minas Rashmi Singh que explicou que o
aumento do número de grupos/indivíduos designados como terroristas pelos EUA tem
legitimado ações políticas e militares norte-americanas no mundo. De acordo com
a professora da PUC Minas, a discussão desse tema no Brasil revela
a influência dos EUA no “seu quintal”, uma vez que
estaríamos internalizando a política atual do presidente de Donald
Trump, que vem sendo usada para justificar as ações militares no Caribe.
Disse a jurista sobre o assunto: “Mas a grande maioria dos
países e instituições internacionais se absteve de rotular suas próprias
organizações criminosas locais – como gangues britânicas ou a ‘Ndrangheta
[máfia] italiana’ – como organizações terroristas. Não apenas para evitar
a pressão e uma possível intervenção dos EUA, mas também devido à série de
problemas que tal designação acarretaria”.
5. Diferenças entre terrorismo e
facções, segundo a jurista Rashmi Singh
Ainda na reportagem da Agência Brasil,
a especialista em estudos sobre terrorismo, Rashmi Singh, enfatizou
que facções criminosas não podem ser equiparadas ao terrorismo, pois cada tipo
de crime requer respostas específicas e adequadas.
Afirmou a especialista: “Criminosos
são motivados principalmente por lucros, enquanto terroristas são, em última
análise, movidos por objetivos políticos, como mudança de regime ou concessões
políticas. Isso significa que grupos terroristas não usam o crime para ganhar
dinheiro para seus objetivos? Claro que não. Mas o objetivo final deles é
sempre político e não financeiro”.
A especialista Rashmi Singh cita,
como exemplo, a remoção de lideranças de movimentos insurgentes ou terroristas,
o que pode enfraquecê-los, já que esses grupos dependem de figuras carismáticas
para manter a coesão do grupo.
Disse ela: “Em contrapartida, eliminar
os chefes de organizações criminosas pode intensificar o derramamento de
sangue, à medida que facções rivais se enfrentam para controlar mercados
lucrativos e rotas de tráfico. Novamente, isso não significa que não haja
sobreposições ou que, em alguns casos e lugares, não exista uma ligação entre
crime e terrorismo – mas crime e terrorismo ainda são duas coisas muito
diferentes”.
6. O Conceito de Terrorismo e de
Facções Criminosas
No âmbito do direito internacional e
na legislação brasileira (Lei 13.260/2016), existem diferenças
fundamentais entre esses dois conceitos.
Terrorismo: Caracteriza-se pela prática de
atos de violência com a finalidade de provocar terror social ou pânico
generalizado. Geralmente, é motivado por razões ideológicas, políticas,
religiosas ou xenofóbicas.
Facções Criminosas: São organizações com estrutura
hierárquica focadas essencialmente no lucro e no controle territorial, e não em
uma agenda ideológica. Seus principais meios de atuação são o tráfico de drogas
e armas, extorsão e lavagem de dinheiro.
6. Conclusão
A designação dos Estados Unidos
considerando o Comando Vermelho e o PCC como organizações
terroristas globais pode levar criar um motivo para que o governo
norte-americano possa invadir o Brasil quando assim quiser e desejar em
qualquer época.
De acordo com o Departamento de Estado
americano, as facções estão entre as organizações criminosas mais violentas do
Brasil e mantêm redes ilícitas que ultrapassam as fronteiras do país.
O governo dos EUA também pretende
incluir os grupos na lista de organizações terroristas estrangeiras a partir de
5 de junho.
Considero que chegou a hora e o
momento do governo brasileiro se afastar dos Estados Unidos e se aproximarem
cada vez mais dos países que fazem parte dos BRIC’S, sobretudo, da Rússia, da
China, da Índia e os novos países que agora fazem parte da organização.
Sempre desconfiei da postura de Donald
Trump e de seu governo. Infelizmente, Lula acreditou em face dos elogios do
presidente dos EUA ao presidente do Brasil nos encontros recentes,
principalmente o ocorrido em território americano recentemente.
Com certeza, as relações entre o
Brasil e os Estados Unidos devem ‘azedar’, podendo haver um afastamento da
relação do governo Lula com o governo de Donald Trump.
Referências e Fontes de Informação
Site
Google.
Agência
Brasil.
Portal
de Notícia g1.
Associated
Press.
O
canal de notícias de direita, Newsmax.
Agência
de Notícias Bloomberg.
Nenhum comentário:
Postar um comentário