domingo, 14 de junho de 2026

Artigo – O merecido título de Doutor Honoris Causa ao padre Júlio Lancellotti, um verdadeiro cristão, defensor dos pobres, dos humildes e dos marginalizados. Roberto Ramalho é jornalista e colunista do Portal RP-Bahia

Padre Júlio Lancellotti recebendo o título de Doutor Honoris Causa da UFJF

A UFJF concedeu ao padre Júlio Lancellotti o título de Doutor Honoris Causa, a mais alta honraria da instituição.

Reconhecido nacionalmente pela defesa da população em situação de rua e pelo combate à fome, Padre Lancellotti foi homenageado em cerimônia no Cine-Theatro Central, na quarta-feira, dia 10 desse mês e ano.

A proposta foi apresentada pela Faculdade de Serviço Social e aprovada por unanimidade pelo Conselho Superior (Consu) da UFJF, em reconhecimento às mais de quatro décadas de dedicação de padre Júlio aos direitos humanos e à justiça social.

O Padre Júlio Lancellotti é uma das maiores referências do Brasil na luta pelos direitos humanos e na defesa das pessoas em situação de vulnerabilidade. Como pároco na cidade de São Paulo, ele dedica sua vida a amparar os marginalizados, enfrentando diariamente o preconceito e a pobreza. Pedagogo, o religioso foi um dos fundadores da Pastoral da Criança e um dos formuladores do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Antes da cerimônia na noite da quarta-feira, 10, quando iria receber o título de doutor honoris causa pela UFJF, o padre Júlio Lancelotti se reuniu à tarde com a reitora Girlene Alves e integrantes da Administração Superior da instituição. O religioso também concedeu entrevista à imprensa.

A cerimônia começou às 19h, no Cine-Theatro Central, com entrada ao público em geral.  Em sua fala à imprensa, Padre Lancelotti destacou a questão climática, relembrou as tragédias vividas por Juiz de Fora e chamou a atenção para os possíveis impactos do fenômeno El Niño no país.

Ao falar sobre os desafios da crise climática e social, enfatizou que a sociedade não deve buscar respostas apenas para a geração atual.

Afirmou ele: “Nós sofremos as consequências das gerações anteriores e deixaremos consequências para outras gerações. Nossa ação deve ser de resistência, resiliência e de uma transformação histórica. Mesmo que nós não vejamos as respostas, não deixaremos de lutar”.

E concluiu: “Todo nosso conhecimento esmorece diante da sede”, frisou. O religioso também enfatizou a importância da criação de espaços de acolhimento para a população em situação de rua. Ao comentar políticas públicas, defendeu estratégias mais diversas para atender a diferentes necessidades.

“Às vezes a política pública dá só uma resposta para todos. Precisamos diversificar essas políticas segundo a necessidade das pessoas”, destacou.

Padre Júlio também comentou sobre a homenagem recebida, classificando o momento como de “muita gratidão e surpresa” diante da responsabilidade, que considera grande.

Seu trabalho social e de evangelização destaca-se por ações concretas e posturas firmes:

Amparo aos Marginalizados: É o principal rosto da Pastoral do Povo de Rua de São Paulo, onde atua distribuindo alimentos, kits de higiene e prestando assistência direta a quem mais precisa.

Enfrentamento à Aporofobia: Ficou nacionalmente conhecido por denunciar e combater a "arquitetura hostil" — estruturas instaladas nos espaços públicos com o objetivo de afastar moradores de rua.

Legado Institucional: Sua luta inspirou a criação da Lei Padre Júlio Lancellotti (Lei Federal 14.489/2022), que proíbe o emprego de materiais, estruturas e técnicas que dificultem ou impeçam o acesso e a permanência da população de rua nos espaços públicos.

Defesa da Infância e Direitos: O religioso também foi um dos fundadores da Pastoral da Criança e ajudou a formular o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Para conhecer mais sobre a sua trajetória e os princípios humanitários que norteiam o seu sacerdócio, você pode ler o perfil detalhado publicado pela Agência PUC-SP. 

sábado, 13 de junho de 2026

Em jogo equilibrado, Brasil empata com Marrocos em 1 a 1 na estreia de seu grupo. Próxima partida será na sexta-feira, às 21h30, contra o Haiti. Roberto Cavalcanti é jornalista

Vini Jr, autor do gol de empate

Brasil empatou com o Marrocos na partida de estreia pela Copa doMundo da Fifa realizado nos Estados Unidos.

O confronto abriu o Grupo C do Mundial e foi disputado no Estádio MetLife, em Nova York/Nova Jersey, diante de um público de 80.663 torcedores. O gol marroquino aconteceu aos 20 minutos do primeiro tempo após um erro de marcação da seleção brasileira. Brahim Díaz deu um belo passe em profundidade para Ismael Saibari, que encobriu o goleiro Alisson para abrir o placar.

A reação veio com aos 31 minutos da etapa inicial, quando Vinícius Júnior fez uma jogada individual pela ponta esquerda, cortou para o meio e acertou um chute forte no ângulo do goleiro Yassine Bounou. O chute teve uma velocidade de 113 km.

No intervalo, o técnico Carlo Ancelotti mexeu na equipe sacando Casemiro e Ibañez em face de ambos terem recebido cartão amarelo para as entradas de Fabinho e Danilo.

Na metade do segundo tempo, acionou Luiz Henrique e Matheus Cunha, mas o placar não se alterou.

As estatísticas finais do jogo indicam que o Brasil teve 51% de posse de bola contra 49% do Marrocos, em um confronto de muito equilíbrio tático. Com o resultado, as duas seleções somam 1 ponto na tabela de classificação da chave.

O próximo Compromisso da Seleção Brasileira será na próxima sexta-feira, 19 de junho, às 21h30 (horário de Brasília), quando enfrentará o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

Resumo do jogo

A seleção brasileira sofreu com a intensidade marroquina na etapa inicial e encontrou dificuldades para criar no segundo tempo. A equipe de Carlo Ancelotti evitou a derrota, mas saiu de campo com a sensação de que poderia ter produzido mais e o primeiro tempo da estreia do selecionado brasileiro na Copa do Mundo esteve longe de ser tranquilo.  Escalado com Lucas Paquetá pela direita, Vini Jr pela esquerda e a dupla Igor Thiago e Raphinha centralizada, o Brasil sofreu nos minutos iniciais diante de um Marrocos mais intenso e organizado. Os africanos dominaram os dez primeiros minutos, com duas finalizações, uma para fora e outra bloqueada pela defesa brasileira. A primeira boa chegada da equipe de Carlo Ancelotti veio em jogada individual de Vini Jr, que venceu a marcação pela esquerda e cruzou para Igor Thiago, mas o atacante não conseguiu cabecear em direção ao gol. A superioridade marroquina foi premiada aos 21 minutos. Em um lançamento em profundidade, Gabriel Magalhães falhou na tentativa de interceptação e deixou Saibari livre para sair cara a cara e encobrir Alisson para abrir o placar para o Marrocos. Do outro lado, Paquetá fazia um primeiro tempo abaixo do esperado, acumulando erros nas saídas de bola e dificultando a construção ofensiva brasileira.

Mesmo sem grande atuação coletiva, o Brasil encontrou o empate aos 32 minutos. Bruno Guimarães deu um belo passe para Vini Jr, que dominou, cortou o defensor e bateu colocado para fazer 1 a 1. Já nos acréscimos, Paquetá pareceu despertar na partida ao iniciar uma boa jogada pela esquerda. O meia encontrou Douglas Santos, que cruzou para a área, e o jogador do Flamengo tentou um voleio para virar o placar, mas parou na defesa de Bono. O empate acabou sendo o retrato de um primeiro tempo equilibrado após um início de amplo domínio marroquino.

Depois de um primeiro tempo movimentado, a partida perdeu intensidade no segundo tempo do jogo. O Marrocos já não conseguia repetir a pressão dos minutos iniciais e dava sinais claros de desgaste físico, enquanto o Brasil mantinha mais a posse de bola, mas encontrava enormes dificuldades para transformar o domínio territorial em chances reais de gol. Logo na volta do intervalo, Carlo Ancelotti promoveu duas mudanças por precaução: Casemiro e Ibañez, ambos amarelados, e  deram lugar a Fabinho e Danilo. Aos 16 minutos, o treinador voltou a mexer na equipe, sacando Lucas Paquetá e Igor Thiago para as entradas de Matheus Cunha e Luiz Henrique. Mesmo com as alterações, a Seleção brasileira seguiu esbarrando na forte marcação do time marroquino. Raphinha, discreto durante os 90 minutos, pouco conseguiu produzir ofensivamente sendo uma decepção.

FICHA TÉCNICA DE BRASIL 1 X 1 MARROCOS

Copa do Mundo 2026 - Grupo C

Data e hora: sábado, 13 de junho de 2026, às 19h (de Brasília)

Local: Estádio MetLife Stadium, em Nova Jersey (EUA)

Público: 80.663 presentes

Gols: Saibari (21'/1ºT) e Vini Jr (32'/1ºT);

Cartões amarelos: Casemiro e Ibañez (BRA);

BRASIL (Técnico: Carlo Ancelotti). Time - Alisson; Ibañez (Danilo), Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro (Fabinho), Bruno Guimarães (Danilo Santos) e Lucas Paquetá (Luiz Henrique); Raphinha, Vini Jr e Igor Thiago (Matheus Cunha).

MARROCOS (Técnico: Mohamed Ouahbi). Time - Yassine Bounou; Achraf Hakimi, Chadi Riad, Issa Diop e Noussair Mazraoui (Salah Eddine); Ayyoub Bouaddi, Neil El Aynaoui e Azzedine Ounahi (El Mourabet); Brahim Díaz (Talbi), Ismael Saibari (Rahimi) e Bilal El Khannouss (Amaimouni).

Árbitro: Slavko Vinčić (SLO)

Assistentes: Tomaž Klančnik (SLO) e Andraž Kovačič (SLO)