Artigo – A mutação do vírus da família
influenza H3N2 que está incomodando e alertando a comunidade científica internacional. Roberto Ramalho é Jornalista e servidor aposentado da UNCISAL.
Com Organização Mundial da Saúde, Organização Pan-americana de da Saúde (OPAS),
Ministério da Saúde e Portal g1
1.Introdução
Embora menos comum em humanos do que
variantes como a H3N2 (recentemente monitorada no Brasil
como "Gripe K") ou a H1N1, suas mutações são
acompanhadas de perto por autoridades do
Ministério da Saúde devido ao potencial de salto entre
espécies.
2. Causas das Mutações
Deriva Antigênica (Antigenic Drift): Pequenas alterações genéticas
contínuas que ocorrem durante a replicação do vírus, mudando suas proteínas de
superfície (HA e NA) e permitindo que ele "escape" do sistema
imunológico.
Reorganização (Reassortment): Troca de material genético entre
diferentes subtipos de vírus influenza quando infectam o mesmo hospedeiro,
podendo criar novas cepas com potencial pandêmico.
Barreira de Espécies: Mutações específicas (como a
substituição de aminoácidos PB2-E627K) facilitam a adaptação do vírus de
aves para mamíferos, aumentando o risco de transmissão aérea em humanos.
3. Efeitos no Organismo
Os sintomas costumam surgir entre 1 a 10
dias após a exposição e podem variar de leves a graves:
Sintomas Comuns: Febre alta, tosse seca, dor de
garganta, dores musculares (mialgia), dor de cabeça e fadiga extrema.
Sintomas Específicos: Conjuntivite (olhos vermelhos e
irritados) e distúrbios gastrointestinais, como náuseas, vômitos e
diarreia.
Complicações: Em casos graves, pode evoluir para
pneumonia, dificuldade respiratória aguda (falta de ar) e sepse.
4. Como Combatê-lo
O combate baseia-se em prevenção
rigorosa e tratamento precoce:
Vacinação: É o método mais eficaz. Mesmo que
a vacina anual seja focada em outras cepas (como H3N2), ela pode
oferecer algum grau de proteção cruzada e reduz a gravidade da doença.
Medicamentos Antivirais: O uso de inibidores de
neuraminidase, como o Osetalmivir (Tamiflu), é eficaz se iniciado
preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.
Prevenção e Higiene:
Evitar contato direto com aves
silvestres ou de criação doentes/mortas.
Lavar as mãos frequentemente e usar
álcool em gel.
Utilizar máscaras em ambientes com
suspeita de circulação viral ou se estiver com sintomas respiratórios.
Cuidados de Suporte: Hidratação abundante e uso de
analgésicos/antitérmicos sob orientação médica para controlar os
sintomas.
Para orientações oficiais atualizadas,
consulte o Portal de Saúde do Governo Federal.
5. O QUE É SUBCLADO?
Subclado é uma subdivisão
de um mesmo vírus, definida por pequenas mudanças genéticas acumuladas ao longo
do tempo. Essas variações não caracterizam um vírus novo, mas podem afetar
sua circulação e a resposta do organismo.
De acordo com o ministério, o caso do
Pará está associado a viagem internacional e teve a amostra analisada pela Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz). Já as três ocorrências no Mato Grosso do Sul
tiveram amostras processadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.
Em ambos os estados, os
Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) identificaram o vírus e
encaminharam o material para sequenciamento, conforme os protocolos de
vigilância.
6. Quais as características da gripe K?
“Não há nenhum sintoma diferente ou
característico desse subclado”, afirma o pediatra e infectologista Renato
Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. “O quadro
clínico é o de uma síndrome gripal típica.”
Diretor da mesma entidade, Juarez
Cunha reforça que também não foi observada mudança na duração da doença.
“Em geral, os sintomas duram de três a sete dias, como ocorre em outras gripes.
Até o momento, não há indicação de que esse vírus provoque quadros mais
prolongados.” “Existem pessoas que têm quadros
leves e outras que evoluem com sintomas mais importantes, independentemente do
subtipo do vírus”, diz Juarez Cunha.
“Febre alta e prolongada,
falta de ar, cansaço intenso, prostração ou piora clínica são sinais de alerta”, explica Kfouri. Em crianças
pequenas, idosos e pessoas com comorbidades, a recomendação é buscar avaliação
médica logo no início dos sintomas.
6. O essencial sobre a chamada “gripe K”,
segundo o Portal g1.
- Não
é uma nova doença, mas uma variação do vírus influenza A (H3N2).
- Os
sintomas não mudaram e são os mesmos da gripe comum.
- Não
há sinais de maior gravidade associados ao vírus até agora.
- Austrália
e Nova Zelândia não registraram aumento de mortes ligado ao subclado K.
- A
diferença observada foi a duração da temporada de gripe, que se estendeu
mais que o normal.
- Grupos
de risco continuam os mesmos, como idosos, crianças e pessoas com doenças
crônicas.
- Antivirais
seguem eficazes, principalmente quando usados no início dos sintomas.
- Testes
rápidos ajudam no diagnóstico precoce da influenza.
- A
vacinação continua recomendada, sobretudo para evitar casos graves.
- Vigilância
e cobertura vacinal são a principal resposta neste momento.
7. Vigilância intensificada
A intensificação da vigilância ocorre após alerta epidemiológico da
Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde
(OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe associadas
ao subclado K em países do hemisfério norte. O ministério afirma, no entanto,
que, até o momento, não há evidências de maior gravidade dos casos no Brasil.
8. Conclusão
De acordo com o Ministério
da Saúde, as vacinas ofertadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe,
inclusive as causadas pelo subclado K.
Segundo ainda o Ministério da Saúde, os grupos mais vulneráveis são os mesmos já contemplados como prioritários nas campanhas de imunização. A pasta também destaca que a baixa adesão à vacinação contribui para a maior circulação do vírus.
A comunidade científica internacional prevê que haverá uma nova Pandemia e seria resultante de um dos vírus da família Influenza que está passando por mutações, podendo ser a variante da gripe do porco ou a variante proveniente das aves.
Referências
Organização Mundial da
Saúde.
Organização Pan-americana
de da Saúde (OPAS).
Ministério da Saúde.
E Portal g1.





