Artigo – A
anulação da Sindicância do Conselho Federal de Medicina pelo ministro Alexandre
de Moraes em face das mentiras contra médicos da Polícia Federal em relação ao
tratamento de Jair Bolsonaro na sede da PF em Brasília. Roberto Ramalho é
Advogado, Jornalista e Colunista do Portal RP-Bahia.
Moraes
afirmou que é “flagrante a legalidade e a ausência de competência
correicional do Conselho Federal de Medicina (CFM) em relação
à Polícia Federal (PF)”, além de destacar que há “claro desvio
de finalidade na determinação, bem como total ignorância dos fatos”.
Ao
contestar a sindicância instaurada pelo Conselho Federal de Medicina (CFM,
Moraes citou relatório médico elaborado pela Polícia Federal (PF) que detalha
as condições de saúde do ex-presidente na cela da superintendência da
corporação.
Na decisão,
o ministro Alexandre de Moraes afirma que “não houve, portanto,
qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, que atuou
correta e competentemente, conforme, inclusive, corroborado pelos exames
médicos realizados no custodiado na data de hoje, no Hospital DF Star, que não
apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia
anterior”. E prosseguiu, afirmando: “Diante do exposto, nos
termos do artigo 21 do RiSTF, declaro a nulidade da determinação do
Conselho Federal de Medicina quanto à ‘instauração imediata de sindicância para
apurar denúncia relacionadas às condições de atendimento médico prestado ao ex
presidente Jair Bolsonaro (PL)’, vedando qualquer procedimento no
âmbito dessa autarquia, em âmbito nacional ou estadual, com esse objeto, em
virtude de sua flagrante ilegalidade e desvio de finalidade”.
Alexandre de
Moraes ainda barrou qualquer procedimento da autarquia, em âmbito nacional ou
local, com esse objetivo e determinou que a Polícia Federal ouça
o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, sobre a medida que
tinha sido anunciada. Moraes ainda determinou que o diretor do Hospital
DF Star encaminhe ao Supremo todos os exames médicos e laudos
referentes aos exames feitos por Bolsonaro nesta quarta em até 24 horas.
O CFM havia
afirmado que a autonomia do médico assistente é soberana na definição da
conduta terapêutica, não podendo sofrer qualquer tipo de interferência externa.
Moraes
fundamentou muitíssimo bem sua decisão ao afirmar que há "ilegalidade e
ausência de competência" do CFM em relação à Polícia Federal.
"Demonstrando claramente o desvio de finalidade da determinação, além da
total ignorância dos fatos."
Não houve
qualquer omissão ou inércia da equipe médica da Polícia Federal, disse
Moraes. Segundo o ministro, a atuação da equipe foi corroborada pelos exames
médicos realizados hoje no Hospital DF Star, que "não
apontaram nenhum problema ou sequela em relação ao ocorrido na madrugada do dia
anterior".
CFM havia
determinado que o Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal apurasse os
fatos. O órgão federal disse ter recebido denúncias formais que "expressam
inquietação quanto à garantia de assistência médica adequada" a Bolsonaro.
"Além disso, declarações públicas de relatos sobre intercorrências
clínicas causam extrema preocupação à sociedade brasileira", disse em
nota.
Saúde do
ex-presidente demanda monitoramento contínuo e imediato, diz o conselho. O CFM
afirmou que "deve ser assegurada assistência médica com múltiplas
especialidades pelo estado brasileiro, inclusive em situações de urgência e
emergência.".
Conselho
Federal de Medicina, em nota afirmou o seguinte:
Em
obediência ao disciplinado em lei e ao Código de Processo Ético-Profissional, o
CFM determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, a imediata
instauração de sindicância para apuração dos fatos.
Presidente
do CFM é apoiador de Bolsonaro. Em 2018, José Hiran da Silva Gallo publicou um
artigo comemorando a vitória de Bolsonaro na eleição, intitulado "a
esperança venceu o medo". O texto foi divulgado no site do Conselho
Regional de Medicina de Rondônia, onde ele ocupava o cargo de
diretor-tesoureiro na época.
Gallo
também defendeu o então presidente na pandemia de covid-19. "Pessoalmente,
entendo ser um equívoco atribuir ao presidente Jair Bolsonaro a culpa absoluta
por essa catástrofe. Se ele cometeu deslizes na comunicação dessa crise, por
outro lado, não se pode ignorar que seu Governo se desdobrou para aumentar a
oferta de leitos de internação e de UTI", declarou. O CFM é
aquele Conselho cretino infestado até hoje de lideranças bolsonaristas que não
se manifestou durante a pandemia contra todas as afirmações feitas por Jair
Bolsonaro, e nunca pediu vacina, nunca condenou com veemência a apologia ao uso
de cloroquina, ivermectina e outras medicações ineficientes.
Foi também
o CFM que se insurgiu contra os médicos cubanos, no programa maravilhoso criado
por Dilma Rousseff, o Mais Médicos.
Trata-se de um
Conselho que se preocupa apenas com os lucros que a medicina proporciona -
altíssimos, aliás. Nunca com a vida humana. Por fim, é um antro de
bolsonaristas. E não tem moral nenhuma pra pedir sindicância a favor de quem
tentou dar golpe de Estado.
Concluindo,
pergunto: O Conselho Federal de Medicina vai se manifestar sobre o
estado de saúde dos demais presos em todo o Brasil ou somente do Bolsonaro? E
esta é uma posição do presidente do CFM ou do próprio CFM?
Mais uma vez parabéns ao paladino da democracia, Alexandre de Moraes!”

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