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segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Artigo – A mutação do vírus da família influenza H3N2 que está incomodando e alertando a comunidade científica internacional. Roberto Ramalho é Jornalista e servidor aposentado da UNCISAL. Com Organização Mundial da Saúde, Organização Pan-americana de da Saúde (OPAS), Ministério da Saúde e Portal g1

1.Introdução

Embora menos comum em humanos do que variantes como a H3N2 (recentemente monitorada no Brasil como "Gripe K") ou a H1N1, suas mutações são acompanhadas de perto por autoridades do Ministério da Saúde devido ao potencial de salto entre espécies. 

2. Causas das Mutações

Deriva Antigênica (Antigenic Drift): Pequenas alterações genéticas contínuas que ocorrem durante a replicação do vírus, mudando suas proteínas de superfície (HA e NA) e permitindo que ele "escape" do sistema imunológico.

Reorganização (Reassortment): Troca de material genético entre diferentes subtipos de vírus influenza quando infectam o mesmo hospedeiro, podendo criar novas cepas com potencial pandêmico.

Barreira de Espécies: Mutações específicas (como a substituição de aminoácidos PB2-E627K) facilitam a adaptação do vírus de aves para mamíferos, aumentando o risco de transmissão aérea em humanos. 

3. Efeitos no Organismo

Os sintomas costumam surgir entre 1 a 10 dias após a exposição e podem variar de leves a graves: 

Sintomas Comuns: Febre alta, tosse seca, dor de garganta, dores musculares (mialgia), dor de cabeça e fadiga extrema.

Sintomas Específicos: Conjuntivite (olhos vermelhos e irritados) e distúrbios gastrointestinais, como náuseas, vômitos e diarreia.

Complicações: Em casos graves, pode evoluir para pneumonia, dificuldade respiratória aguda (falta de ar) e sepse. 

4. Como Combatê-lo

O combate baseia-se em prevenção rigorosa e tratamento precoce:

Vacinação: É o método mais eficaz. Mesmo que a vacina anual seja focada em outras cepas (como H3N2), ela pode oferecer algum grau de proteção cruzada e reduz a gravidade da doença.

Medicamentos Antivirais: O uso de inibidores de neuraminidase, como o Osetalmivir (Tamiflu), é eficaz se iniciado preferencialmente nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas.

Prevenção e Higiene:

Evitar contato direto com aves silvestres ou de criação doentes/mortas.

Lavar as mãos frequentemente e usar álcool em gel.

Utilizar máscaras em ambientes com suspeita de circulação viral ou se estiver com sintomas respiratórios.

Cuidados de Suporte: Hidratação abundante e uso de analgésicos/antitérmicos sob orientação médica para controlar os sintomas. 

Para orientações oficiais atualizadas, consulte o Portal de Saúde do Governo Federal.

5. O QUE É SUBCLADO? 

Subclado é uma subdivisão de um mesmo vírus, definida por pequenas mudanças genéticas acumuladas ao longo do tempo. Essas variações não caracterizam um vírus novo, mas podem afetar sua circulação e a resposta do organismo.

De acordo com o ministério, o caso do Pará está associado a viagem internacional e teve a amostra analisada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Já as três ocorrências no Mato Grosso do Sul tiveram amostras processadas pelo Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo.

Em ambos os estados, os Laboratórios Centrais de Saúde Pública (Lacen) identificaram o vírus e encaminharam o material para sequenciamento, conforme os protocolos de vigilância.

6. Quais as características da gripe K?

“Não há nenhum sintoma diferente ou característico desse subclado”, afirma o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações. “O quadro clínico é o de uma síndrome gripal típica.”

Diretor da mesma entidade, Juarez Cunha reforça que também não foi observada mudança na duração da doença. “Em geral, os sintomas duram de três a sete dias, como ocorre em outras gripes. Até o momento, não há indicação de que esse vírus provoque quadros mais prolongados.” “Existem pessoas que têm quadros leves e outras que evoluem com sintomas mais importantes, independentemente do subtipo do vírus”, diz Juarez Cunha.

“Febre alta e prolongada, falta de ar, cansaço intenso, prostração ou piora clínica são sinais de alerta”, explica Kfouri. Em crianças pequenas, idosos e pessoas com comorbidades, a recomendação é buscar avaliação médica logo no início dos sintomas.

6. O essencial sobre a chamada “gripe K”, segundo o Portal g1.

  • Não é uma nova doença, mas uma variação do vírus influenza A (H3N2).
  • Os sintomas não mudaram e são os mesmos da gripe comum.
  • Não há sinais de maior gravidade associados ao vírus até agora.
  • Austrália e Nova Zelândia não registraram aumento de mortes ligado ao subclado K.
  • A diferença observada foi a duração da temporada de gripe, que se estendeu mais que o normal.
  • Grupos de risco continuam os mesmos, como idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
  • Antivirais seguem eficazes, principalmente quando usados no início dos sintomas.
  • Testes rápidos ajudam no diagnóstico precoce da influenza.
  • A vacinação continua recomendada, sobretudo para evitar casos graves.
  • Vigilância e cobertura vacinal são a principal resposta neste momento.

7. Vigilância intensificada

A intensificação da vigilância ocorre após alerta epidemiológico da Organização Pan-Americana da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS), que aponta aumento de casos e de internações por gripe associadas ao subclado K em países do hemisfério norte. O ministério afirma, no entanto, que, até o momento, não há evidências de maior gravidade dos casos no Brasil.                                              

8. Conclusão

De acordo com o Ministério da Saúde, as vacinas ofertadas pelo SUS protegem contra formas graves da gripe, inclusive as causadas pelo subclado K.

Segundo ainda o Ministério da Saúde, os grupos mais vulneráveis são os mesmos já contemplados como prioritários nas campanhas de imunização. A pasta também destaca que a baixa adesão à vacinação contribui para a maior circulação do vírus.   

A comunidade científica internacional prevê que haverá uma nova Pandemia e seria resultante de um dos vírus da família Influenza que está passando por mutações, podendo ser a variante da gripe do porco ou a variante proveniente das aves.                                                              

Referências

Organização Mundial da Saúde.

Organização Pan-americana de da Saúde (OPAS).

Ministério da Saúde.

E Portal g1.                                                                                                                                                  

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