sábado, 3 de dezembro de 2011


ARTIGO: A POLÊMICA NOVELA DO ESTALEIRO EISA EM ALAGOAS

ROBERTO RAMALHO É JORNALISTA, ADVOGADO, RELAÇÕES PÚBLICAS, ARTICULISTA, E FUNCIONÁRIO PÚBLICO

DURANTE A COMEMORAÇÃO DO DIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA NA MANHÃ DA TERÇA-FEIRA (15.11.11), O GOVERNADOR TEOTONIO VILELA FILHO (PSDB), REAGIU COM INDIGNAÇÃO AO SER QUESTIONADO, SOBRE OS RECURSOS PARA A INSTALAÇÃO DO ESTALEIRO EISA EM ALAGOAS. AFIRMOU ELE BASTANTE IRRITADO COM UMA PERGUNTA FEITA POR UM RADIALISTA: “É INCRÍVEL COMO TORCEM CONTRA O ESTALEIRO” E. MOSTRANDO-SE IRRITADO DISSE: “ESTAMOS AQUI PARA COMEMORAR O “DIA DA PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA”, COMPLETOU DURANTE EVENTO NA CIDADE DE MARECHAL DEODORO.

MESMO NÃO TENDO APRESENTADO DETALHES SOBRE O FINANCIAMENTO DO EMPREENDIMENTO QUE DEVERIA JÁ TER SIDO INSTALADO NO PONTAL DO CURURIPE, EM FACE DE SUA INCOMPETÊNCIA E DE SEUS ASSESSORES DIRETOS, E QUE ESTARIA ORÇADO EM CERCA DE R$ 1,5 BILHÃO, O GOVERNADOR TEOTONIO VILELA AFIRMOU QUE O EMPRESÁRIO GERMAN EFROMOVITCH HAVIA LHE GARANTIDO QUE A CONSTRUÇÃO DO ESTALEIRO NO ESTADO SERIA FEITA NO INÍCIO DO PRÓXIMO ANO (SIC!).

SOBRE O FATO DE O GOVERNADOR PERDER O FINANCIAMENTO SOCICITADO À MARINHA MERCANTE POR ESTE TER EXPIRADO, EXPLICOU QUE O FINANCIAMENTO APENAS TERIA SIDO CANCELADO, MAS LEMBROU QUE PODERÁ SER FEITO UM NOVO PEDIDO, COMO TERMINOU ACONTECENDO, SE ESTABELECENDO UM NOVO PRAZO PARA QUE O PROVÁVEL ESTALEIRO EISA POSSA PARTICIPAR DA LICITAÇÃO PARA A FABRICAÇÃO DE NAVIOS.

ASSIM SE JUSTIFICOU O GOVERNADOR: “O CANCELAMENTO DA AUTORIZAÇÃO DE FINANCIAMENTO PARA O ESTALEIRO EISA PELO FUNDO DA MARINHA MERCANTE OCORREU PORQUE EXPIROU O PRAZO DESSA SOLICITAÇÃO. O EMPRESÁRIO GERMAN EFROMOVICH JÁ ESTÁ PROVIDENCIANDO UM NOVO PEDIDO. ISSO FAZ PARTE DO PROCESSO BUROCRÁTICO EXIGIDO PELO FUNDO. O FINANCIAMENTO É JUNTO AO BNDES E PARTE DOS RECURSOS EMPREGADOS NO EISA ALAGOAS VIRÁ DAS PRÓPRIAS EMPRESAS DE GERMAN”, DIVULGOU EM NOTA NA AGÊNCIA ALAGOAS.

AINDA SOBRE O ASSUNTO, EM NOTA DIVULGADA NO PORTAL OFICIAL DO GOVERNO, O GOVERNADOR TEOTONIO VILELA COMENTOU A DEMORA PARA A CONCESSÃO DA LICENÇA AMBIENTAL: “A DOCUMENTAÇÃO RESTANTE EXIGIDA AO EISA PELO IBAMA, PARA QUE SEJA DADA A LICENÇA AMBIENTAL, DEVERÁ ESTAR SENDO ENCAMINHADA ATÉ O FINAL DE JANEIRO DE 2012. A CONSTRUÇÃO DA OBRA EM CORURIPE ESTÁ PROGRAMADA PARA INICIAR TÃO LOGO ESSA LICENÇA SEJA CONCEDIDA. ACREDITO QUE ISSO OCORRERÁ NO PRIMEIRO TRIMESTRE DO PRÓXIMO ANO”.

HÁ, HÁ, HÁ! MAIS UMA LADAÍNHA CONTADA PELO GOVERNADOR TEO VILELA. TODA VEZ QUE ELE VAI A BRASÍLIA BEIJAR A MÃO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, ELE ACABA AMARELANDO E NÃO TEM CORAGEM DE PEDIR PARA QUE ELA MANDE O PRESIDENTE DO IBAMA KURT TRENNEPHOL A CONCEDER A LICENÇA AMBIENTAL DEFINITIVA.

SE FOSSE COMIGO EU SÓ SAIA DE BRASÍLIA QUANDO ELE RECEBESSE ESSA AUTORIZAÇÃO, OU SEJA, A LICENÇA DEFINITIVA.

TODOS OS OUTROS ESTADOS ONDE OS ESTALEIROS ESTÃO SENDO CONSTRUÍDOS COMO É O CASO DE PERNAMBUCO, SANTA CATARINA, ESPÍRITO SANTO E RIO GRANDE DO SUL, AS OBRAS JÁ ESTÃO A PLENO VAPOR, E DENTRO DE POUCOS MESES ESSES ESTALEIROS ESTARÃO LANÇANDO SEUS NAVIOS NOS MARES DO BRASIL E DO MUNDO.

SE ELE TIVESSE A CORAGEM DE ME LEVAR, E COMO EU CONHEÇO O CURT, GARANTO QUE ARRANCARIA DELE ESSE LICENCIAMENTO, POIS ARGUMENTOS EU TENHO PARA CONVENCÊ-LO. E EMBORA SEJA ADVOGADO E ESPECIALISTA EM DIREITO AMBIENTAL, NÃO COBRARIA NENHUM TOSTÃO DO GOVERNO DO ESTADO, APENAS MINHA PASSAGEM AÉREA, MINHA HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO.

PORÉM, COMO NÃO SOU CONHECIDO POR ELE, NÃO SOU CONSIDERADO JURISTA, E NEM SOU AMIGO DO REI, POUCO ELE ESTÁ SE IMPORTANDO COM ISSO.

TAMBÉM TEM O FATO DE EU SER UM CRÍTICO DE SEU GOVERNO, EMBORA RECONHEÇA QUE ELE TEM REALIZADO BOAS AÇÕES E É UM POLÍTICO ESFORÇADO. O PROBLEMA É QUE ELE NOMEOU MAIS DE CINCO MIL PESSOAS PARA EXERCER CARGO DE COMISSÃO E A TOTALIDADE É TOTALMENTE DESPRAPARADA E INCOMPETENTE, E É INDICAÇÃO DE POLÍTICOS AMIGOS DELE.

SOBRE O PRESIDENTE DO IBAMA, CURT TRENNEPHOL

CURT TRENNEPHOL É ADVOGADO, E ANTES DE ASSUMIR A PRESIDÊNCIA DO IBAMA, OCUPOU VÁRIOS CARGOS DENTRO DO ÓRGÃO AMBIENTAL DESDE 1990 E SEMPRE FOI CONSIDERADO UM EXCELENTE TÉCNICO, E UMA AUTORIDADE EM DIREITO AMBIENTAL.

EMBORA TENHA PRATICAMENTE JOGADO FORA METADE DE SUA REPUTAÇÃO COM A CONCESSÃO DO LICENCIALENTO DEA USINA DE BELO MONTE, O PRESIDENTE DO IBAMA PARACE NÃO TER LIGADO MUITO PARA O ASSUNTO, APÓS CONCEDER ENTREVISTA AO PROGRAMA “60 MINUTOS” DA TV AUSTRALIANA RECENTEMENTE.

PERGUNTADO PELA JORNALISTA ALLISON LANGDON SE SEU TRABALHO NÃO ERA CUIDAR DO MEIO AMBIENTE ELE SAIU COM ESSA PÉROLA: “NÃO, MEU TRABALHO É MINIMIZAR OS IMPACTOS AMBIENTAIS”.

AI A JORNALISTA AUSTRALIANA FOI MAIS INCISIVA E QUESTIONOU O PRESIDENTE DO IBAMA SOBRE QUEM CUIDA DO MEIO AMBIENTE NO BRASIL, SE O ÓRGÃO RESPONSÁVEL POR ISSO NÃO O FAZ.

SUA RESPOSTA FOI DE QUE O PAÍS PRECISA DE ENERGIA E QUE NENHUMA TRIBO SERIA ATINGIDA E QUE NENHUM RIO IRIA SECAR.

COMO SE SABE, O PROJETO DA USINA DE BELO MONTE SERÁ RESPONSÁVEL PELA SAÍDA DE NO MÍNIMO 20 MIL PESSOAS DA REGIÃO EM CONSTRUÇÃO ONDE SE SITUARÁ A HIDRELÉTRICA E QUE APROXIMADAMENTE 100 KILOMETROS DE RIO IRÃO SECAR.

MAS O PIOR DA ENTREVISTA ESTAVA POR VIR QUANDO SEM SABER QUE O MICROFONE ESTAVA LIGADO DISSE:

CURT TRENNEPLHOL: “VOCÊS TEM OS ABORÍGEMES NA AUSTRÁLIA E NÃO OS RESPEITAM”.

FOI ENTÃO QUE A JORNALISTA ALLISON LANGDON RESPONDEU: “ENTÃO VOCÊ VAI FAZER COM OS INDÍGENAS BRASILEIROS O QUE NÓS FIZEMOS COM OS ABORÍGENES”?

E O DR. CURT TRENNEPHOL SAIU-SE COM A SEGUINTE RESPOSTA: “SIM, SIM!”

AI A JORNALISTA E ENTREVISTADORA ALLISON LANGDON, PERGUNTOU: “VOCÊ VAI?”

CURT TRENNEPHOL RESPONDEU: “SIM!”

TÁ VENDO GOVERNADOR TEO VILELA, COMO É POSSÍVEL CONSEGUIR A LICENÇA AMBIENTAL DO ESTALEIRO EISA?

SÓ PORQUE IREMOS DESTRUIR UM PEDAÇO DE MANGUE, QUE O GRUPO SINERGY GARANTE QUE CONSTRUIRÁ UM OUTRO CINCO VEZES MAIOR, ELES NÃO QUEREM CONCEDER A LICENÇA AMBIENTAL, MAS PARA CONSTRUIR UM EMPREENDIMENTO DEVASTADOR, COMO É A USINA DE BELO MONTE, JÁ AUTORIZARAM TUDO.

SEJA HOMEM COM H MAIÚSCULO GOVERNADOR, E EXIJA QUE A LICENÇA DO ESTALEIRO SEJA CONCEDIDA.

O QUE É QUE VOSSA EXCELÊNCIA ESTÁ ESPERANDO?

SE NÃO TEM CORAGEM, ME LEVE PARA FALAR COM ELE QUE NUM PISCAR DE OLHOS ELE MUDA DE IDEIA.

“ALAGOAS PRECISA DESSE EMPREENDIMENTO PARA TIRAR O ESTADO DO MARASMO EM QUE VIVE E QUE SE SUSTENTA DA “CARIDADE” E “BENEVOLÊNCIA” DOS USINEIROS”, GRUPO QUE VOSSA EXCELÊNCIA FAZ PARTE.

A ÉPOCA DAS CAPITANIAS HEREDITÁRIAS JÁ SE PASSOU HÁ MUITO TEMPO. ACORDE PARA A REALIDADE QUE O CERCA E EXONERE OS INCOMPETENTES DE SEU GOVERNO.

PREÇOS CAEM ATÉ 20% APÓS ANÚNCIO DO PACOTE DO GOVERNO
Governo anuncia medidas para aumentar o crédito e incentivar o consumo no Natal. Comércio age com rapidez e reduz o valor dos eletrodomésticos. Para exorcizar o fantasma da estagnação econômica, sustentar o PIB em 2012 e segurar a inflação, o Palácio do Planalto deu sinal verde à onda de consumo neste fim de ano. Além de facilitar o acesso e baratear os financiamentos, o governo reduziu impostos de geladeiras, fogões, máquinas de lavar e até do pão e das massas. A União deixará de arrecadar R$ 7,6 bilhões. Governo reduz impostos de eletrodomésticos e do crédito e dá estímulos a investidores para garantir crescimento de 5% em 2012. O governo providenciou ontem os ingredientes que faltavam para turbinar o Natal dos brasileiros. O Ministério da Fazenda anunciou um amplo pacote de medidas tributárias que reduziu o imposto sobre eletrodomésticos da linha branca e alimentos, por um lado, e abriu as torneiras do crédito ao consumo e aos investimentos, na outra ponta. De uma só vez, a pasta chefiada por Guido Mantega reduziu as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fogões, geladeiras e máquinas de lavar (veja o quadro) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos às pessoas físicas e para operações no mercado financeiro. Mais que reforçar as vendas de fim de ano, o objetivo da presidente Dilma Rousseff é iniciar 2012 com o pé no acelerador — o Produto Interno Bruto (PIB) ficou estagnado no terceiro trimestre deste ano — e garantir crescimento da economia de pelo menos 5% no segundo ano de mandato. Correio Braziliense - 02/12/2011.
Segundo o Correio Braziliense, as desonerações devem custar aos cofres públicos renúncia fiscal de R$ 7,56 bilhões, mas a estimativa do governo é de que a expansão da atividade, decorrente do pacote, compense as perdas de arrecadação. A fórmula é praticamente a mesma adotada no fim de 2008, quando o ex-presidente Lula pediu aos brasileiros para consumir sem medo. Na época, com o mundo em ruínas por causa da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, o recado funcionou. Não por acaso, está sendo repetido agora. "O consumidor deve pesquisar, pechinchar. Mas pode gastar sem susto, porque seu emprego está garantido. Os trabalhadores podem confiar. Se pararem de comprar, as empresas também param de investir", destacou Mantega. O pacote faz parte de uma estratégia do governo para blindar o país dos efeitos externos da crise e impulsionar o mercado interno, que dá claros sinais de enfraquecimento. Além da redução de imposto para a linha branca, da ordem de 10 pontos percentuais, também foram anunciados o corte no IPI da palha de aço, de 10% para 5%, e a isenção da alíquota sobre o papel sintético. O PIS/Cofins das massas alimentícias foi derrubado de 9,25% para zero, e a isenção da farinha de trigo e do pãozinho, que venceria no fim deste ano, foi prorrogada para dezembro de 2012. Mas não foi só.
Financiamento
De acordo com Correio Braziliense, para baratear o crédito e fazer com que as prestações caibam no bolso, a Fazenda reduziu de 3% ao ano (0,0082% ao dia) para 2,5% ao ano (0,0068% ao dia) a carga de IOF sobre os empréstimos e financiamento aos consumidores. A revisão do encargo complementa a ação do Banco Central, que liberou os bancos, há 20 dias, das amarras impostas no fim do ano passado, quando a inflação era uma grande ameaça ao país. As instituições ficaram com mais dinheiro em caixa para emprestar em até 60 meses. O BC também promoveu, anteontem, o terceiro corte seguido de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), para 11% ao ano.
O assessor econômico da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Altamiro Carvalho, explicou ao Correio Braziliense, que o pacote tem caráter preventivo, ao contrário do adotado em 2009, já diante da queda na atividade. "As medidas do governo tentam evitar a paralisação do comércio no início de 2012. O consumo tem sido uma das principais molas de propulsão da economia interna e dos investimentos. O governo agiu cedo e terá um resultado melhor", analisou. O economista lembrou ainda que a queda do IPI para a linha branca derruba, indiretamente, a carga de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Ele é cobrado sobre o valor do produto já com o IPI e é um dos tributos mais pesados para a indústria atualmente", emendou. O mercado financeiro, fonte de recursos para as empresas na hora de investir, também foi agraciado com o conjunto de desonerações. Entre elas, o corte de 2% para zero no IOF que incide sobre as aplicações de estrangeiros em ações na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) e sobre a compra de títulos de empresas privadas, com duração superior a quatro anos. "As medidas mostram a preocupação do governo com a crise externa e tentam proteger o mercado interno por meio do estímulo ao crédito e da redução dos juros. No comércio, o reflexo é imediato e, para o restante da economia, os frutos serão colhidos no primeiro semestre do ano que vem", previu o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
Inflação
Na visão do economista, o aquecimento no comércio não deve pressionar a inflação, mesmo com a Selic mais baixa, uma vez que o corte de impostos ocasiona a redução dos preços. O efeito final, prevê Rosa, será o aquecimento da economia e a possibilidade de o BC continuar reduzindo os juros. "A reação da atividade, sobretudo da indústria, ficará mais evidente no meio de 2012, quando os resultados do corte da taxa básica serão mais perceptíveis", completou.
Segundo apurou o Correio Braziliense, embora as previsões para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano estejam próximas do teto da meta, de 6,5%, o ministro Mantega afirmou que o quadro é favorável. "A inflação está sob controle. Podemos dar uma acelerada (no consumo), até porque há um compromisso dos setores beneficiados de que manterão os empregos. E também de que a redução de tributos e o barateamento dos preços serão repassados para a ponta (aos clientes)", justificou. O governo aposta todas as fichas que a inflação fechará 2012 próxima do centro da meta, de 4,5%. Mantega garantiu que o governo fará a sua parte, mantendo o equilíbrio dos gastos. "Em 2011, gastamos menos do que recebemos. Em 2012, continuaremos da mesma forma", assegurou. Dirigindo-se aos empresários presentes, o ministro reforçou que, em contrapartida, a indústria deve aumentar a produção para atender ao mercado interno e não demitir. "Senão, o importador toma o lugar de vocês", ameaçou.
Impacto pequeno
Contrária ao discurso do governo, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) considerou que as medidas de desoneração e redução dos encargos financeiros sobre os empréstimos terão pouco impacto no bolso do consumidor. "Não devem estimular muito as compras nem o endividamento, porque o efeito (nas taxas de juros) é muito pequeno", comentou o vice-presidente da entidade, Miguel de Oliveira. Para ele, aqueles que quiserem se beneficiar da redução terão que pesquisar muito os preços antes de adquirir qualquer produto. "É necessário ter cuidado, principalmente na linha branca (geladeira, fogão e máquinas de lavar), para ver se os comerciantes vão mesmo repassar a redução do imposto", recomendou.

COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO

SUGIRO AOS MEUS LEITORES QUE AINDA NÃO COMPREM NADA AGORA. DEIXEM PARA COMPRAR – ASSIM COMO VOU FAZER – APÓS A PASSAGEM DO ANO, EM RAZÃO DO COMÉRCIO TER QUE DESOVAR OS ESTOQUES E AI FAZER AS FAMOSAS “LIQUIDAÇÕES” DE INÍCIO DE ANO.

NESSE SENTIDO, IRÃO COINCIDIR AS LIQUIDAÇÕES COM A ENTRADA REALMENTE EM VIGOR DA REDUÇÃO DO IPI. AI SIM O CONSUMIDOR FINAL SERÁ BENEFICIADO.

O CONSUMIDOR FINAL PRECISA APRENDER A COMPRAR O QUE PRECISA NO MOMENTO CERTO E OPORTUNO, E SABER O QUANTO PODERÁ GASTAR.


PREÇOS CAEM ATÉ 20% APÓS ANÚNCIO DO PACOTE DO GOVERNO
Governo anuncia medidas para aumentar o crédito e incentivar o consumo no Natal. Comércio age com rapidez e reduz o valor dos eletrodomésticos. Para exorcizar o fantasma da estagnação econômica, sustentar o PIB em 2012 e segurar a inflação, o Palácio do Planalto deu sinal verde à onda de consumo neste fim de ano. Além de facilitar o acesso e baratear os financiamentos, o governo reduziu impostos de geladeiras, fogões, máquinas de lavar e até do pão e das massas. A União deixará de arrecadar R$ 7,6 bilhões. Governo reduz impostos de eletrodomésticos e do crédito e dá estímulos a investidores para garantir crescimento de 5% em 2012. O governo providenciou ontem os ingredientes que faltavam para turbinar o Natal dos brasileiros. O Ministério da Fazenda anunciou um amplo pacote de medidas tributárias que reduziu o imposto sobre eletrodomésticos da linha branca e alimentos, por um lado, e abriu as torneiras do crédito ao consumo e aos investimentos, na outra ponta. De uma só vez, a pasta chefiada por Guido Mantega reduziu as alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fogões, geladeiras e máquinas de lavar (veja o quadro) e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para empréstimos às pessoas físicas e para operações no mercado financeiro. Mais que reforçar as vendas de fim de ano, o objetivo da presidente Dilma Rousseff é iniciar 2012 com o pé no acelerador — o Produto Interno Bruto (PIB) ficou estagnado no terceiro trimestre deste ano — e garantir crescimento da economia de pelo menos 5% no segundo ano de mandato. Correio Braziliense - 02/12/2011.
Segundo o Correio Braziliense, as desonerações devem custar aos cofres públicos renúncia fiscal de R$ 7,56 bilhões, mas a estimativa do governo é de que a expansão da atividade, decorrente do pacote, compense as perdas de arrecadação. A fórmula é praticamente a mesma adotada no fim de 2008, quando o ex-presidente Lula pediu aos brasileiros para consumir sem medo. Na época, com o mundo em ruínas por causa da quebra do banco norte-americano Lehman Brothers, o recado funcionou. Não por acaso, está sendo repetido agora. "O consumidor deve pesquisar, pechinchar. Mas pode gastar sem susto, porque seu emprego está garantido. Os trabalhadores podem confiar. Se pararem de comprar, as empresas também param de investir", destacou Mantega. O pacote faz parte de uma estratégia do governo para blindar o país dos efeitos externos da crise e impulsionar o mercado interno, que dá claros sinais de enfraquecimento. Além da redução de imposto para a linha branca, da ordem de 10 pontos percentuais, também foram anunciados o corte no IPI da palha de aço, de 10% para 5%, e a isenção da alíquota sobre o papel sintético. O PIS/Cofins das massas alimentícias foi derrubado de 9,25% para zero, e a isenção da farinha de trigo e do pãozinho, que venceria no fim deste ano, foi prorrogada para dezembro de 2012. Mas não foi só.
Financiamento
De acordo com Correio Braziliense, para baratear o crédito e fazer com que as prestações caibam no bolso, a Fazenda reduziu de 3% ao ano (0,0082% ao dia) para 2,5% ao ano (0,0068% ao dia) a carga de IOF sobre os empréstimos e financiamento aos consumidores. A revisão do encargo complementa a ação do Banco Central, que liberou os bancos, há 20 dias, das amarras impostas no fim do ano passado, quando a inflação era uma grande ameaça ao país. As instituições ficaram com mais dinheiro em caixa para emprestar em até 60 meses. O BC também promoveu, anteontem, o terceiro corte seguido de 0,5 ponto percentual na taxa básica de juros (Selic), para 11% ao ano.
O assessor econômico da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio-SP), Altamiro Carvalho, explicou ao Correio Braziliense, que o pacote tem caráter preventivo, ao contrário do adotado em 2009, já diante da queda na atividade. "As medidas do governo tentam evitar a paralisação do comércio no início de 2012. O consumo tem sido uma das principais molas de propulsão da economia interna e dos investimentos. O governo agiu cedo e terá um resultado melhor", analisou. O economista lembrou ainda que a queda do IPI para a linha branca derruba, indiretamente, a carga de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Ele é cobrado sobre o valor do produto já com o IPI e é um dos tributos mais pesados para a indústria atualmente", emendou. O mercado financeiro, fonte de recursos para as empresas na hora de investir, também foi agraciado com o conjunto de desonerações. Entre elas, o corte de 2% para zero no IOF que incide sobre as aplicações de estrangeiros em ações na Bolsa de Valores de São Paulo (BM&FBovespa) e sobre a compra de títulos de empresas privadas, com duração superior a quatro anos. "As medidas mostram a preocupação do governo com a crise externa e tentam proteger o mercado interno por meio do estímulo ao crédito e da redução dos juros. No comércio, o reflexo é imediato e, para o restante da economia, os frutos serão colhidos no primeiro semestre do ano que vem", previu o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa.
Inflação
Na visão do economista, o aquecimento no comércio não deve pressionar a inflação, mesmo com a Selic mais baixa, uma vez que o corte de impostos ocasiona a redução dos preços. O efeito final, prevê Rosa, será o aquecimento da economia e a possibilidade de o BC continuar reduzindo os juros. "A reação da atividade, sobretudo da indústria, ficará mais evidente no meio de 2012, quando os resultados do corte da taxa básica serão mais perceptíveis", completou.
Segundo apurou o Correio Braziliense, embora as previsões para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano estejam próximas do teto da meta, de 6,5%, o ministro Mantega afirmou que o quadro é favorável. "A inflação está sob controle. Podemos dar uma acelerada (no consumo), até porque há um compromisso dos setores beneficiados de que manterão os empregos. E também de que a redução de tributos e o barateamento dos preços serão repassados para a ponta (aos clientes)", justificou. O governo aposta todas as fichas que a inflação fechará 2012 próxima do centro da meta, de 4,5%. Mantega garantiu que o governo fará a sua parte, mantendo o equilíbrio dos gastos. "Em 2011, gastamos menos do que recebemos. Em 2012, continuaremos da mesma forma", assegurou. Dirigindo-se aos empresários presentes, o ministro reforçou que, em contrapartida, a indústria deve aumentar a produção para atender ao mercado interno e não demitir. "Senão, o importador toma o lugar de vocês", ameaçou.
Impacto pequeno
Contrária ao discurso do governo, a Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac) considerou que as medidas de desoneração e redução dos encargos financeiros sobre os empréstimos terão pouco impacto no bolso do consumidor. "Não devem estimular muito as compras nem o endividamento, porque o efeito (nas taxas de juros) é muito pequeno", comentou o vice-presidente da entidade, Miguel de Oliveira. Para ele, aqueles que quiserem se beneficiar da redução terão que pesquisar muito os preços antes de adquirir qualquer produto. "É necessário ter cuidado, principalmente na linha branca (geladeira, fogão e máquinas de lavar), para ver se os comerciantes vão mesmo repassar a redução do imposto", recomendou.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO

SUGIRO AOS MEUS LEITORES QUE AINDA NÃO COMPREM NADA AGORA. DEIXEM PARA COMPRAR – ASSIM COMO VOU FAZER – APÓS A PASSAGEM DO ANO, EM RAZÃO DO COMÉRCIO TER QUE DESOVAR OS ESTOQUES E AI FAZER AS FAMOSAS “LIQUIDAÇÕES” DE INÍCIO DE ANO.

NESSE SENTIDO, IRÁ COINCIDIR AS LIQUIDAÇÕES COM A ENTRADA REALMENTE EM VIGOR DA REDUÇÃO DO IPI. AI SIM O CONSUMIDOR FINAL SERÁ BENEFICIADO.

O CONSUMIDOR FINAL PRECISA APRENDER A COMPRAR O QUE PRECISA NO MOMENTO CERTO E OPORTUNO, E SABER O QUANTO PODERÁ GASTAR.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Governador Teo Vilela se recusa a fazer concurso público para UNCISAL

Dezenas de estudantes, professores e funcionários da UNCISAL protestaram nessa quarta-feira pela falta de médicos, funcionários administrativos e a possibilidade de ocorrer o fechamento de diversos cursos da Instituição.
A Reitora da entidade, Rozângela Wyszomirska afirmou que a única saída é a realização do concurso público para o preenchimento das vagas disponíveis, mas a última resposta do governador Teotonio Vilela em relação ao assunto foi de que o projeto esbarra na Lei de Responsabilidade Fiscal. 
Disse a Magnífica Reitora: “Estamos numa situação muito delicada. Tem que haver concurso para suprir todas as carências. Sem isso, os cursos tecnológicos correm sério risco de fechar e fica difícil abrir novos cursos”, relatou Rozângela, ressaltando que a necessidade da universidade hoje é de mais 280 professores e 750 funcionários para o setor administrativo.
A reitora afirmou, ainda, que se não houver concursos serão prejudicados serviços na Maternidade Escola Santa Mônica, no Hospital Escola Portugal Ramalho, no Hospital Escola Doutor Hélvio Auto, Serviço de Verificação de Óbitos, Centro de Patologia e Medicina Laboratorial e o Centro de Cirurgia Experimental e Biotério. De acordo com ela, o último certame realizado para a universidade foi em 2002.
A Uncisal mantém atualmente cerca de 200 professores contratados temporariamente. As contratações expiram em janeiro e não serão mais renovadas porque são consideradas ilegais, embora necessárias para o funcionamento da Instituição. Disse ela: “Com isso, se não houver concurso público, alguns cursos terão que ser fechados e outras unidades serão afetadas”, disse a reitora.
A contratação de professores e funcionários da universidade é feita através da Fundação de Apoio a Uncisal (Fepesa). Recentemente, segundo a reitora, a Uncisal foi impedida pela Justiça de contratar funcionários sem a realização de concurso público.
Atualmente, a Uncisal conta com os cursos de Medicina, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Enfermagem, Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Tecnologia em Processos Gerenciais, Tecnologia em Radiologia e Tecnologia em Sistemas Biomédicos.