sexta-feira, 8 de julho de 2016

Decisão monocrática de ministro do STJ solta empresários corruptos Cachoeira, Cavendish e Adir Assad. 

Roberto Ramalho é jornalista.

Em decisão tomada agora à noite, o ministro Nefi Cordeiro do Superior Tribunal de Justiça, determinou, em uma liminar, que o contraventor Carlinhos Cachoeira, os empresários Fernando Cavendish  e Adir Assad e de outros dois presos na semana passada na Operação Saqueador, sejam libertados da Polícia Federal. 

Eles foram presos na semana passada na Operação Saqueador, da Polícia Federal.

Eles são réus em ação penal e acusados de lavagem de R$ 370 milhões que teriam sido desviados de contratos de obras públicas realizadas pela construtora Delta.

O Poder Judiciário brasileiro deixa muito a desejar, sobretudo com uma decisão monocrática de um magistrado.

E quem termina pagando a conta é o cidadão brasileiro honesto e que termina sofrendo com tudo isso.

Decisão do ministro do STJ foi infeliz.
Urgente e exclusivo! Ataque mata cinco policiais durante protesto em Dallas, no Texas, e Obama diz que nada justifica. 

Roberto Ramalho é jornalista.

Aproveitando-se de uma marcha contra a morte de dois negros pela polícia, um em Louisiana e outro em Minnesota, franco-atiradores abriram fogo e mataram cinco agentes. Ao todo, 11 agentes foram baleados. Seis estão feridos.

Em seu discurso na Polônia onde está participando de uma reunião da OTAN, Barack Obama disse que os policiais já têm um trabalho muito difícil e lamentou a morte de profissionais que garantiam a segurança de um protesto legítimo e pacífico.

De acordo com a imprensa americana, três pessoas foram detidas e um suspeito que estava armado dentro de uma garagem foi morto após uma negociação com a polícia. Ele chegou a trocar tiros e disse que tinha diversas bombas implantadas no local.

O número de mortos e de feridos ainda pode aumentar. Até o momento ainda não há nenhuma confirmação sobre feridos ou mortos em relação aos participantes do protesto.

Esse foi o pior atentado ocorrido após o assassinato do presidente Kennedy em 1963.

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Deputado federal Eduardo Cunha renuncia à presidência da Câmara, após ouvir Temer, advogados e amigos políticos. 

Roberto Ramalho é jornalista.

O deputado federal Eduardo Cunha renunciou à presidência da Câmara na tarde dessa quinta-feira. 

Ele convocou uma entrevista coletiva para ler uma carta em que anunciou sua saída. Sua decisão teve como base o fato dele e sua família passarem a sofrer perseguição em razão das denúncias feitas recentemente. 

Ao ler o documento, o peemedebista chegou a chorar e fez duras críticas ao governo petista. Eduardo Cunha alegou que deixa o comando da Câmara dos Deputados para ajudar a restaurar o país. 

O parlamentar estava afastado do cargo pelo STF desde o dia 5 de maio. Com a renúncia, o presidente em exercício Waldir Maranhão tem até cinco sessões para fazer novas eleições.

Como se sabe, o deputado do PMDB vinha sendo pressionado por aliados para tomar a decisão como estratégia para evitar a cassação e salvar seu mandato. Ele é acusado de ter mentido à CPI da Petrobras sobre ter contas não declaradas no exterior.

O deputado Pauderney Avelino, líder do DEM, afirmou que a renúncia de Cunha vira uma página tumultuada na história da Câmara dos Deputados e que a casa deve voltar à normalidade. Pauderney acredita, no entanto, que a decisão foi tomada tarde demais e que dificilmente Cunha terá apoio e poderá ter seu mandato cassado. 

Porém, o eleitor nem imagina que Eduardo Cunha lutará pelo mandato na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que é presidido por seu parceiro Osmar Serrarglio (PMDB-PR).

A renúncia à presidência da Câmara dos Deputados foi parte da estratégica delineada junto com seu parceiro Michel Temer (PMDB), com quem Cunha esteve reunido em segredo há duas semanas.

Mesmo que Eduardo Cunha venha perder seu mandato, Temer o agraciará com cargos no seu governo, caso continue na Presidência da República.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Temer retira urgência de projetos de combate à corrupção. Segundo o Palácio do Planalto, prioridade são as mudanças no pré-sal e o acordo com os estados. 

Roberto Ramalho é jornalista.

Governo quer liberar pauta do plenário da Câmara e dar prioridade para projetos de interesse do Planalto, como mudanças na exploração do pré-sal e renegociação da dívida dos Estados.

Intenção é aprovar os textos antes do recesso branco, que começa na semana que vem. Oposição, no entanto, promete obstruir votações e trabalhos devem ser retomados somente em agosto.

De acordo com o jornal Folha de São Paulo o pacote, lançado em março de 2015 como resposta às manifestações de rua, é composto por três propostas: criminalização de caixa dois em atividades ilícitas nas contas de partido político ou campanha eleitoral; alteração do Código de Processo Penal para incluir medida cautelar de indisponibilidade de bens, direitos e valores obtidos com recursos de origem ilícita; tipificação do crime de enriquecimento ilícito de funcionários públicos, inclusive políticos.

Segundo André Moura, Temer concordou com a retirada da urgência Constitucional desses e de outros dois projetos que também estavam nesse regime de tramitação e tratavam de práticas de corrupção.

O líder do governo na Câmara dos Deputados afirmou que a iniciativa se justifica devido a necessidade de se discutir com mais atenção aos propostas, o que poderá ocorrer na comissão especial para onde os textos serão enviados.

Segundo o Palácio do Planalto, a ideia é que os três projetos do pacote de Dilma passem a tramitar junto com as 10 medidas de combate à corrupção de iniciativa popular - foram cerca de dois milhões de assinaturas - encaminhadas ao Congresso Nacional numa comissão especial a ser instalada. 

O Ministério Público encaminhou as medidas em 29 de março deste ano, e somente nessa quarta-feira os líderes foram indicados para compor a comissão especial, faltando a indicação dos suplentes.

terça-feira, 5 de julho de 2016

Força Nacional assume a segurança de instalações dos Jogos Olímpicos e Alagoas fica sem aparato federal e com pouca segurança. 

Roberto Ramalho é jornalista

A Força Nacional de Segurança assume a partir de agora a segurança das instalações dos Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro.

Operações terão a ajuda de policiais militares, civis, federais e do Corpo de Bombeiros militar 

Os agentes são de 26 estados e do Distrito Federal. Coordenação fica com a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos.

No entanto, em entrevista à imprensa, o secretário de Segurança Pública de Alagoas, Lima Júnior, afirmou que existe apenas "uma tendência" de que os integrantes da Força Nacional (FN) retornem para Alagoas após os jogos Olímpicos no Rio de Janeiro. 

Os membros da Força Nacional de Segurança tiveram que sair do estado há uma semana em face de uma recomendação do Ministério da Justiça e Cidadania. 

Os integrantes que ajudavam no combate ao crime e a violência no estado foram deslocados para o Rio de Janeiro para fazer a segurança das olimpíadas. Eles atuavam no policiamento ostensivo e na investigação de crimes.

Caberá as policias militar e civil combater a violência e todas as formas de crimes, que ainda assustam a população, de forma mais atuante e responsável.

O estado de Alagoas deveria reconhecer que as duas instituições precisam atuar melhor aparelhadas e receber salários melhores.

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Presidente interino da Câmara é acusado de receber propinas de esquema envolvendo regimes de previdência. 

Roberto Ramalho é jornalista.

O ministro Marco Aurélio do Supremo Tribunal Federal autorizou a quebra do sigilo bancário do presidente interino da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão (PP-MA). 

A decisão atende a pedido da Procuradoria-Geral da República, que também queria o fim do sigilo financeiro da mulher do parlamentar, mas essa solicitação foi negada pelo ministro.

Em nota, o presidente interino da Câmara dos Deputados Waldir Maranhão afirmou ser normal a quebra de sigilo dentro de uma investigação. 

Segundo sua a assessoria “o deputado está absolutamente tranquilo sobre a investigação. Quanto mais se investigar, mais se concluirá pela absolvição”. 

Segundo a decisão, Maranhão foi citado em uma delação premiada e que o teor das denúncias, segundo o Ministério Público Federal, fornece “fortes indícios” a respeito do parlamentar em um caso envolvendo regimes de previdência.

Em seu despacho Marco Aurélio afirmou: “a situação deste processo enquadra-se na previsão constitucional, mostrando-se relevante o pedido do Ministério Público Federal, a fim de elucidar a suposta participação do investigado, Deputado Federal, no esquema fraudulento de investimentos nos regimes de previdência de servidores públicos municipais”.

Essa não é somente a sujeira da Samarco destruindo o meio ambiente, é, também, a sujeira enojante de alguns políticos desonestos acabando com o País e o povo.

domingo, 3 de julho de 2016

Relator do TCE quer bloquear R$ 198 milhões de empreiteiras por fraude no estádio do Maracanã. Irregularidades não param.

Roberto Ramalho é jornalista e relações públicas.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro vai decidir na terça-feira se pune as empreiteiras Odebrecht e a Andrade Gutierrez.

Segundo informa o jornal 'O Globo', o bloqueio pedido pelo conselheiro do tribunal José Gomes Graciosa inclui a participação das empreiteiras em contrato da Linha 4 do Metrô e do BRT Transolímpico. 

Em delação premiada, o ex-diretor da Andrade Gutierrez, Clóvis Renato Numa Peixoto Primo, afirmou que a reforma do estádio rendeu propina de 1% ao tribunal de contas e de 5% ao então governador Sérgio Cabral. 

Pelo contrato original, o governo do estado do Rio de Janeiro deveria ter pago R$ 705 milhões pela reforma, mas a inclusão de 16 aditivos fez a obra saltar para R$ 1,2 bilhão. Entre 2010 e 2014, o TCE-RJ instaurou 21 processos para analisar o contrato, os 16 aditivos e o resultado de quatro auditorias especiais da obra. Embora os auditores do tribunal tivessem apontado irregularidades e pedido a devolução de R$ 93 milhões (à época), até hoje o TCE não havia tomado qualquer decisão sobre o assunto.

A reforma do Maracanã custou R$ 1,2 bilhão. Com certeza foi uma obra superfaturada e o país bem que deveria punir essas empresas considerando-as inidôneas.

Ai perguntamos: até quando essa sangria financeira nos cofres públicos vai continuar?