sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Cantora e compositora americana Natalie Cole morre, aos 65 anos de complicações decorrentes de uma cirurgia 

Jornalista Roberto Ramalho

Faleceu na última quinta-feira (31.12.2015), a cantora e compositora americana Natalie Cole. Ela teve complicações em uma cirurgia feita em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ela havia feito um transplante de rim e lutava contra hepatite C.

Natalie Cole, filha de Nat King Cole e conhecida pela interpretação de canções como "This Will Be" e "Unforgettable", morreu na noite de quinta, aos 65 anos, em função de problemas cardíacos e complicações por um transplante de rim e Hepatite C.

A cantora, que começou a cantar aos 6 anos em um álbum de Natal do pai, venceu diversos Emmys ao longo da carreira, incluindo melhor nova artista em 1975.

A cantora venceu nove prêmios Grammy, incluindo álbum do ano e gravação do ano por "Unforgettable... With Love", um dueto virtual feito com as gravações de seu pai. O álbum vendeu 14 milhões de cópias. 

Seu pai, Nat King Cole morreu de câncer no pulmão em 1965 aos 45 anos, quando Natalie tinha acabado de completar 15 anos. A mãe de Natalie, a também cantora Maria Cole, morreu de câncer em 2012, aos 89 anos.

Em 2000, Natalie Cole revelou em sua autobiografia como a experiência com a cocaína e heroína quase a levou à morte e que chegou a roubar e passar cheques sem fundo para sustentar a dependência química. 

No livro, ela também contou que foi assediada por um parente em sua infância. 

quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Grupo Walmart, de Sam Walton, inicia fechamento de 30 lojas no Brasil. Bompreço, situado na Buarque de Macedo, já fechou as portas 

Jornalista Roberto Ramalho 

Uma ordem vindo da matriz americana, que começou a ser cumprida ontem, dia 29, deverá acarretar o fechamento de cerca de 30 lojas da rede Walmart no Brasil até o início de janeiro.

O número de Lojas fechadas será o equivalente a 5% do total de unidades no País. 

O encerramento inesperado, praticamente na virada do ano, virou caso de polícia em Campo Grande, onde duas unidades do atacarejo Maxxi e uma loja do hipermercado Walmart foram desativadas. 

As queimas de estoque atraíram tanta gente na capital do Mato Grosso do Sul que a tropa de choque da Polícia Militar teve que intervir.

Segundo fontes de mercado haverá - como já está acontecendo - o fechamento de unidades ainda nesta quarta-feira, 30, em pelo menos sete Estados da Federação: Alagoas, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Minas Gerais, e São Paulo, além do Mato Grosso do Sul. 

A maior parte das lojas que fechará as portas será de bandeiras de pequeno e médio portes, como a rede de proximidade Todo Dia (presente em vários Estados) e os supermercados Nacional (Rio Grande do Sul) e Mercadorama (Paraná).
                               
Em Alagoas, foi fechado um grande supermercado da Rede Walmart, o Bompreço, situado na Rua Buarque de Macedo, no centro da cidade.           

Ontem, dia 29, o Bompreço promoveu uma promoção surpresa o que causou um grande tumulto, sendo necessário a presença da Polícia Militar.

Lamentável! Mais desempregados e e menos arrecadação.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Anvisa aprova primeira vacina contra os quatro tipos da dengue, fabricada pelo Laboratório Sanofi Pasteur, mas não protege contra os vírus Chikungunya e Zika

Jornalista Roberto Ramalho

Anvisa espera redução de 80% dos casos de hospitalização por dengue.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou nesta segunda-feira,  a aprovação da primeira vacina contra o vírus que causa a doença. 

O insumo poderá ser comercializado e usado por pessoas com idade entre 9 e 45 anos.

Em outubro, o Conselho Nacional de Biotecnologia havia aprovado o medicamento. Segundo a Anvisa o produto foi testado em mais de 80 países, envolvendo cerca de 30 mil pessoas. A vacina foi desenvolvida pelo laboratório francês Sanofi Pasteur. 

A imunização protege contra os quatro sorotipos da doença e foi testada em mais de 30 mil pessoas, em 80 países, incluindo o Brasil. Ela poderá ser utilizada por pessoas de 9 a 45 anos. Ainda não há previsão de chegada ao mercado. 

A pesquisa para conceber a vacina contra a dengue durou mais de 20 anos.

O Brasil é o terceiro país a aprovar o uso da vacina. O México foi o primeiro e as Filipinas, o segundo. 

Foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária da comercialização do medicamento. Ainda não há data para o início das vendas. 

A vacina, que tem eficácia contra os quatro tipos da dengue, é produzida em uma fábrica em Lyon, na França, que tem capacidade de desenvolver 100 milhões de doses por ano. Segundo o fabricante, áreas endêmicas terão prioridade. 

Esta é a primeira vez na história que será lançada uma vacina contra os quatro tipos da dengue, com proteção em torno de 66%. O grupo brasileiro que participou do processo de estudo teve uma resposta maior, mas a média foi influenciada por um grupo da Tailândia que não respondeu bem ao antídoto.

Durante os testes, foi observado que a vacina preveniu a hospitalização em 80% dos casos e diminuiu em 93% a ocorrência da dengue hemorrágica. 

Ainda não existe previsão para o antídoto chegar ao mercado, qual será o preço e se haverá alguma negociação com o governo para subsidiar a vacina.

O imunizante deve ser aplicado em três doses, com intervalos de seis meses, no entanto, de acordo com a diretora médica da Sanofi, Sheila Homsani, a partir da primeira dose o produto protege quase 70% das pessoas. 

Disse ela: “A vacina tem eficácia a partir da primeira dose, protegendo em torno de 70% dos imunizados. A necessidade das outras doses vem porque a proteção vai caindo com o tempo, não se mantém sem as outras duas. A proteção só se mantém por muitos anos quando se tomam as três doses”.                                        
                                                                                                          O Brasil teve mais de 1,5 milhão de casos de dengue até o final de novembro, com mais de 800 mortes.

A Anvisa alerta, no entanto, que a vacina não protege contra os vírus Chikungunya e Zika, transmitidos pelo mesmo vetor da dengue, o mosquito Aedes aegyti. 

sábado, 26 de dezembro de 2015

Natal de 2015 tem o pior volume de vendas dos últimos dez anos. Promoções e liquidações já começaram. 

Jornalista Roberto Ramalho

Avaliação é da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping. Os dados foram apurados pela associação em pesquisa com cerca de 150 empresas de varejo que reúnem 7,5 mil lojas. 

O número consolidado equivale ao que era esperado pelos empresários.

As vendas mantiveram crescimento de 3% em termos reais na comparação com o Natal de 2014, porém não compensaram o aumento de estabelecimentos.

De acordo com o levantamento, os segmentos que apresentaram maior crescimento em vendas em relação ao Natal de 2014 foram os de perfumaria e cosméticos, com alta de 3,7%, e joias e relógios, de 3,2%.

Os demais segmentos tiveram queda, com destaque para o setor de eletrodomésticos, queda de 9,8%. e nas vendas de móveis e artigos do lar, que caíram 13,3%. 

E visando atrair os consumidores que deixaram para comprar depois, os Shoppings Centers e o comércio em geral já iniciaram as promoções e liquidações.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

Artigo - A falta de respeito por parte de Instituições Financeiras e Operadoras de Cartão de Crédito na cobrança de dívidas

Roberto Ramalho é advogado, jornalista, relações públicas, e estudioso de Direito do Consumidor

Está aberta a temporada de cobrança pelas Instituições Financeiras, Administradoras de Cartão de Crédito e escritórios especializados.

De olho nos cerca de R$ 90 bilhões que foram injetados na economia por conta do pagamento do 13º salário, Bancos, Financeiras, e Escritórios Especializados em recuperação de crédito já estão fazendo uso de artilharia pesada para ganhar a preferência do devedor nos acertos de contas, mais comuns nesta época do ano.
As campanhas que começam a chegar à praça podem trazer benefícios ao consumidor devedor com descontos de até 90% para dívidas antigas, com mais de 4 anos, e entre 10% e 15% para obrigações mais recentes, segundo a Serasa Experian.

O consumidor-devedor deve tomar muito cuidado na hora da negociação. Na maioria das vezes são enganados por essas entidades financeiras e acabam pagando o que não podem. É preciso, portanto, que o consumidor-devedor fique bem atento a essa questão.
Embora exista o Código de Defesa do Consumidor órgãos como o PROCON não servem para nada e prestam um desserviço ao consumidor brasileiro ao afirmar que nada podem fazer para conter a cobrança abusiva e extorsiva de encargos financeiros e juros pelos Bancos, Instituições Financeiras e Escritórios de Cobrança. Portanto no meu entendimento nenhum consumidor-devedor deveria procurá-las.

O Único caminho que o consumidor pode seguir é apelar para o bom senso dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais e tentar um acordo com os Bancos, Instituições Financeiras e Administradoras de Cartões de Crédito, através dos chamados conciliadores, ou em caso de não haver acordo esperar que um magistrado (a) dê a sentença que será definitiva para o feito sendo ou favorável a essas entidades financeiras ou ao consumidor que busca uma solução negociada para resolver em grande parte cobrança de dívidas que aumentam exorbitantemente em face dos encargos financeiros e de juros que são cobrados e que chegam até a 18% ao mês, se constituírem um verdadeiro roubo ao consumidor final já que a inflação não passa de 1% ao mês e, portanto, não se justifica os valores cobrados que são aviltantes, abusivos e extorsivos.

Existem dispositivos do Código de Defesa do Consumidor que não permitem que o consumidor final pague dívidas com encargos financeiros e juros tão exorbitantes, abusivos e extorsivos, e, inclusive, sofram cobranças insistentes principalmente através de cartas de cobrança ameaçadoras ou por inúmeros telefonemas mensalmente, causando-lhe problemas em relação a sua reputação, já existindo inúmeras decisões desses Juizados Especiais Cíveis e Criminais condenando Bancos, Instituições Financeiras e Administradoras de Cartões de Crédito.

E a Jurisprudência dominante do STJ já demonstra isso na prática.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Artigo - Crise política insustentável. Pedido de Impeachment não tem fundamento. 

Roberto Ramalho é advogado e jornalista

Quanto mais o deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados peita e afronta o STF pelo acórdão que mudou o rito do Impeachment, mais aumenta a chance dele punido pelo órgão. 

Além disso, Eduardo Cunha pode ser indiciado por vários crimes. Porém, no Brasil, prender um deputado ou senador em exercício ainda é muito difícil.

Além das investigações sobre supostas contas que Eduardo Cunha tem na Suiça e das denúncias de ex-diretores da Petrobrás que afirmam ter repassado milhões de dólares para Eduardo Cunha, o Supremo ter definido as regras do rito do impeachment contra a presidente Dilma, e contestando alguns passos adotados pela Câmara dos Deputados, agora ele quer que órgão julgue embargos declaratórios que serão interpostos contra o que fora decidido. 

No encontro dessa quarta-feira a tarde com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski, Eduardo Cunha insistiu sobre os pontos prioritários do Impeachment, como o pedido de celeridade na publicação do acórdão da decisão do órgão, e que a Corte julgue os embargos com a mesma rapidez com que julgou a ação que pedia a definição sobre o rito do Impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Um fato marcante e curioso é que a imprensa pode participar do encontro, mas sem filmar, apenas gravar o áudio da conversa e fotografar. Eduardo Cunha foi pego de surpresa.

À cabeceira da mesa, com a voz em um tom normal, Ricardo Lewandowski foi direto ao ponto: "Não haveria intenção da minha parte de postergar matéria tão importante quando essa, mas que isso segue um rito regimental. Que os ministros têm até 19 de fevereiro para liberarem seus votos e que, após isso, o tribunal tem até 60 dias para publicar o acórdão".

Para não deixar dúvidas a Cunha e seus acompanhantes - somente os deputados federais Jovair Arantes (PTB-GO) e Sóstenes Cavalcante (PSD-RJ), aliados estavam presentes - tendo parte do grupo ficado reduzido após a desistência da maioria dos líderes partidários convidados para o encontro com Lewandowski, demonstrando o seu total isolamento, retratado na recepção, ainda teve o comparecimento do deputado federal Alessandro Molon (Rede-RJ) que fez questão de chegar um pouco depois, para marcar o fato de que não acompanhava o grupo favorável ao Impeachment da presidenta Dilma Rousseff

O presidente do STF disse que, em seu entender, não há margem para dúvidas sobre a decisão, que trata apenas da comissão do impeachment, não de qualquer outra. E que ele não irá esclarecer dúvidas informalmente, que elas só poderão ser feitas pelo plenário do tribunal, em resposta aos chamados “embargos” (recursos) que serão apresentados pela Câmara dos Deputados.

Ricardo Lewandowski também entregou a Eduardo Cunha a ata da sessão e o voto do ministro Luís Roberto Barroso, que conquistou a maioria dos votos no Plenário do Supremo.

Disse o presidente do STF: "A ata da sessão reflete o mais fielmente possível o que aconteceu na sessão, além do voto do ministro Barroso. Não há margem para dúvida pela minuciosidade e a forma explícita como foi decidida a questão. Não podemos antecipar qualquer dúvida da Câmara porque não podemos responder nada hipoteticamente".

Cunha ainda insistiu e tentou, mais uma vez, explicar o que havia levado o grupo até a Presidência do STF, de forma atabalhoada, mas a conversa terminou ali.

Mais uma vez Ricardo Lewandowski disse que o voto do ministro Barroso deixa bem claro que a decisão se refere à comissão do impeachment, não se refere a outras comissões, concluiu o ministro.

O presidente da Corte Suprema também advertiu Eduardo Cunha a não praticar a “futurologia”, na tentativa de apresentar embargos de declaração à decisão do STF, antes do devido prazo legal. 

Parte do tribunal concorda que quaisquer embargos antes do acórdão “são incabíveis”, afirmou o presidente do STF.

Na despedida, o ministro desejou ao deputado “paz e tranquilidade para o país em 2016”.

A DECISÃO DO SUPREMO

Na última quinta-feira, ministros do Supremo Tribunal Federal derrubaram o rito adotado pelo presidente da Câmara dos Deputados no processo que pode afastar a presidente Dilma. 

Foram sete votos contra a participação de uma chapa avulsa e cinco contra a eleição secreta. 

O plenário do STF também decidiu, com oito votos, que caberá à Câmara dos Deputados autorizar a abertura do processo, mas quem decide sobre a instauração do impeachment é o Senado, com maioria simples na votação. 

Somente, então, caso o Senado decida abrir o processo, a presidente Dilma Rousseff será afastada. 

Os ministros entraram em consenso sobre a questão da defesa prévia. Foram 11 votos contra o argumento de que Dilma deveria apresentar defesa antes mesmo da admissibilidade do processo.

Esse pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, só está causando sofrimento ao povo brasileiro e prejudicando o país em termos de confiança na Economia.

Tudo é uma questão pessoal e que não levará a lugar nenhuma tirá-la da presidência para assumir um cidadão que traiu o país e me decepcionou enquanto jurista que é, o Sr. Michel Temer.

O Brasil precisa é fazer as reformas política, partidária, tributária, fiscal, trabalhista, previdenciária etc.

Lamentável!



segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Eduardo Cunha pede audiência com presidente do STF e irá interpor embargos de declaração para esclarecer dúvidas sobre o rito do impeachment

Jornalista Roberto Ramalho

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu nesta segunda-feira uma audiência ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, para esclarecer as dúvidas a respeito do rito do impeachment da presidente Dilma Rousseff definido pela Corte na semana passada.

O pedido de reunião foi feito para amanhã, e Eduardo Cunha convidou todos os líderes, tanto os da oposição como os da base aliada do governo, que se reuniram com ele no fim da tarde desta segunda-feira.

Cunha afirma que deputados vão questionar decisões do STF sobre rito do processo de impeachment.

Após reunião com líderes partidários, o presidente da Câmara dos Deputados informou que parlamentares vão entrar com um embargo de declaração no STF. 

Ele descartou adiar ou interromper o recesso parlamentar.