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Jornalista envolvido e preocupado com questões sociais e políticas que afligem nossa sociedade, além de publicar matérias denunciando pessoas ou entidades que praticam atos contra o interesse público e agindo, sempre, em defesa da sociedade.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Artigo - Noções Gerais de Psicologia e Psicologia Jurídica e sua relação com o Direito

Roberto Ramalho é advogado, jornalista, Relações Públicas e servidor público da UNCISAL, lotado no Hospital Escola Portugal Ramalho

Muito além dos estudos de Freud e Jung, cabe a Psicologia trazer e fazer um panorama completo e detalhado sobre essa ciência da mente e do comportamento. 

A Psicologia deve em seu início, ser abordada a partir de suas raízes filosóficas, sobretudo, desde as reflexões feitas por Descartes, ponto de partida da noção fundamental de subjetividade, bem como fisiológicas, com destaque para o neurologista francês Jean-Martin Charcot e seu diagnóstico dos mecanismos causadores da histeria. 

O entrelaçar dessas duas áreas permitiu que, em 1879, fosse dado o primeiro passo para a constituição da Psicologia como ciência por meio da criação por Wilhelm Wundt do primeiro laboratório de psicologia experimental na Universidade de Leipzig, na Alemanha.
Assuntos tratados pela Psicologia: percepção, emoção, motivação, aprendizagem, inteligência etc. São tematizados, ainda, conceito, teorias, ajustes e desajustes da personalidade.

Definição de Psicologia Jurídica

O que é Psicologia Jurídica? Segundo França (2004)  é a área do conhecimento que tem como objeto, o estudo das consequências psicológicas das ações do campo do direito sobre o indivíduo. 

Com o tema "Psicologia Juridica educacion superior "Leyla Rocio Nina Martinez diz que Psicología jurídica "Se fundamenta como una especialidad que explica el ámbito entre las relaciones del mundo del Derecho y la Psicología tanto en su vertiente teórica, explicativa y de investigación, como en la aplicación, evaluación y tratamiento. Comprende el estudio, explicación, promoción, evaluación, prevención , asesoramiento y/o tratamiento de aquellos fenómenos psicológicos, conductuales que inciden en el comportamiento legal de las personas. 

Funções do Psicólogo Jurídico 

Avaliação e diagnóstico; Intervenção: planejamento e realização de programas de prevenção, tratamento, reabilitação e integração de atores jurídicos na comunidade, no meio penitenciário – individualmente ou em grupo. Assessoramento como perito a órgãos judiciais. 

A Psicologia jurídica também atua fazendo uma análise sistêmica do direito à convivência familiar e comunitária, passando pela formação do autoconceito e da auto-estima em crianças institucionalizadas; Reinserção familiar; Diferentes facetas de uma longa e difícil história familiar; Adoção - considerações histórico-sociais, psicológicas e jurídicas; Adoção tardia, sobretudo abordando a importância do preparo psicológico de candidatos a pais e filhos adotivos; Questões relacionadas a adoção e homossexualidade, entre outros.

A Psicologia Jurídica também aborda assuntos sobre o estudo fenomenológico existencial sobre os motivos que os adolescentes alegam para estarem em conflito com a lei. Da mesma forma, também, o comportamento criminoso - aspectos jurídicos, sociais e psicológicos do crime de homicídio; Das penas alternativas ao ser humano ( fazendo uma reflexão sobre a trajetória do papel do psicólogo no contexto jurídico e a Dissolução da conjugabilidade e guarda compartilhada e suas implicações psicológicas.

Segundo Martha Morgado Pereira Valente, numa apresentação intitulada com o tema: "PSICOLOGIA JURÍDICA", a mesma visa o enfoque pericial estrito, entendido como aquele que oferece ao juiz, subsídios para uma decisão considerada justa, dentro do que impõe a lei. 

De acordo com ela, é aplicada às questões do relacionamento humano, que se transformam em questões judiciais, na medida em que vêm buscar no meio judicial, soluções para situações conflitivas, não resolvidas em outras instancias sociais. 

Interface entre a Psicologia e o Direito 

Segundo os especialistas, a Psicologia tem como objeto de estudo a subjetividade, com flexibilidade de pensamentos, estudando, sobretudo, o comportamento, as emoções, a personalidade. Por sua vez o Direito verifica se o comportamento do individuo é compatível ou não com as regras impostas pela lei, cabendo a Psicologia a busca e a compreensão do comportamento humano, contextualizando-o, e o Direito buscar regular e prever determinados tipos de comportamentos e fazer cumprir as leis que regulam a convivência social.

Conclusão

A demanda jurídica é essencialmente muito grande, e a quase totalidade das questões jurídicas está relacionada a uma conduta humana. Dessa forma, tanto a Psicologia quanto o Direito trabalham com o mesmo objeto, o homem e as relações humanas. Psicologia Jurídica ou Psicologia aplicada ao Direito adota fontes, métodos e instrumentos psicológicos para a solução processual de problemas do direito probatório. Nesse aspecto cabe a Psicologia Jurídica investigar uma perspectiva de melhor conhecimento psíquico dos envolvidos. A investigação psicológica dos delinquentes ou de pessoas que precisam resolver suas demandas no Poder Judiciário e precisam de um laudo, de uma opinião ou de um parecer, pode auxiliar a conhecer melhor a extensão do problema psíquico e melhorar a qualidade do exercício profissional do Direito. Assim sendo,  o objetivo da Psicologia Jurídica é o de buscar sistematizar os princípios e os métodos psicológicos para sua aplicação no Direito. A Psicologia jurídica  cabe, portanto, examinar cientificamente os atos psíquicos dos envolvidos judicialmente, importando ao Direito conhecer os propósitos que geram a ação e a conduta.

Referência

FRANÇA, Fátima. Reflexões sobre Psicologia Jurídica e seu panorama no Brasil. Psicologia: Teoria e Prática, São Paulo, vol. 6, no. 1, p. 73-80, 2004.

MARTINEZ, Leyla Rocio Nina.  Palestra intitulada "Psicologia Juridica educacion superior ".

VALENTE, Martha Morgana Pereira. Apresentação de palestra intitulada "PSICOLOGIA JURÍDICA".

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Governo federal decide pagar metade do 13º dos aposentados e pensionistas em setembro 

Jornalista Roberto Ramalho

Desgastada e preocupada com a repercussão negativa do governo vir a pagar o 13° salário dos aposentados e pensionistas em duas parcelas, a presidente Dilma Roussef decidiu pagar a primeira parcela, ou seja, 50% do valor,  no dia 24 e a segunda em novembro.

Nota à Imprensa

A Presidenta Dilma Rousseff decidiu hoje que o adiantamento de 50% do 13º Salário dos Benefícios de Aposentados e Pensionistas da Previdência Social (gratificação natalina) será pago integralmente na Folha de Setembro (creditada a partir do dia 24/09). Os outros 50% da gratificação natalina serão pagos na Folha de Novembro, conforme a rotina tradicional.

Secretaria de Imprensa

Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Senado espera sabatina exaustiva do Procurador-Geral da República Rodrigo Janot  

Jornalista Roberto Ramalho

A sabatina do Procurador-Geral da República será uma das mais intensas dos últimos anos no Senado da República, por conta das denúncias feitas por ele contra o senador Fernando Collor de Mello e o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha por supostos delitos de corrupção e lavagem de dinheiro.

Renan Calheiros promete votar recondução de Procurador-Geral da República no mesmo dia e afirma que não haverá 'amesquinhamento'. 

Denúncias de procurador contra Cunha e Collor e expectativa sobre os próximos nomes deixam clima tenso no Congresso Nacional.

sábado, 22 de agosto de 2015

Governadores querem a criação de um novo "imposto do cheque" 

Jornalista Roberto Ramalho

Segundo informa o jornal O Estado de S. Paulo, governadores estaduais têm cogitado recriar um “imposto do cheque”, nos moldes da antiga CPMF, para enfrentar a crise nas contas públicas em 2016. 

Também se discute elevar a Cide-Combustíveis, tributo repartido com estados e municípios. 

Embora haja muitas resistências, governadores alegam que o arrocho da carga tributária é inevitável. 
Eles devem apresentar as propostas ao governo federal. 

Na minha opinião esse imposto deverá ser aprovado pelo Congresso Nacional.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Eduardo Cunha e Fernando Collor são denunciados por corrupção e lavagem de dinheiro pela Procuradoria-Geral da República 

Jornalista Roberto Ramalho

O Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, protocolou ainda a pouco, o pedido no Supremo Tribunal Federal para que o Presidente da Câmara, Eduardo Cunha e o senador Fernando Collor, respondam pela prática de crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Eduardo Cunha foi denunciado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, assim como o ex-presidente Collor.

Essas são as primeiras denúncias na Lava-jato envolvendo políticos no exercício do mandato.

Os dois são virarão réus se as denúncias forem aceitas pelo STF. No momento eles só são acusados pelos delitos mencionados.

Promotores consideram difícil a permanência de Eduardo Cunha na presidência da Câmara dos Deputados.

Antes do envio das denúncias, o grupo de promotores demonstrava confiança em ter motivos suficientes para justificar a abertura de processo e uma condenação futura contra o presidente da Câmara dos Deputados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Há um grupo de parlamentares esperando a apresentação da denúncia para fazer um pedido de afastamento de Do presidente da Câmara dos deputados Eduardo Cunha. Ele se defende afirmando que há outros deputados e senadores que respondem a processos no STF.

Desde que foi mencionado nas investigações, Collor sempre negou as acusações e disse estranhar a inclusão de seu nome na lista de políticos supostamente envolvidos no esquema.

As investigações da Operação Lava Jato apontam, também, que o senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) recebeu, entre 2010 e 2014, R$ 26 milhões como pagamento de propina por contratos firmados na BR Distribuidora.

Em diversas ocasiões, o senador subiu à tribuna do Senado para criticar a condução da Operação Lava Jato pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. 

Fernando Collor chegou a usar um palavrão para xingar Janot em um desses discursos.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Corrupção está  impregnada no tecido do País, afirma ministro do STF, Celso de Mello. Cunha deverá ser denunciado nessa quarta-feira pelo MP federal 

Jornalista Roberto Ramalho

Durante a análise do Habeas Corpus impetrado pela defesa de Fernando Baiano, o ministro do STF Celso de Mello afirmou que o processo revela “que a corrupção impregnou-se no tecido e na intimidade de alguns partidos e instituições estatais, transformando-se em conduta administrativa, degradando a própria dignidade da política, fazendo-a descer ao plano subalterno da delinquência institucional”.

E durante o mesmo julgamento, o ministro Gilmar Mendes afirmou que o mensalão foi um “processo de pequenas causas” perto do esquema de propinas envolvendo a Petrobras. 

Disse ele: “Fica muito claro que é difícil separar o chamado mensalão do petróleo. Parece que eles estão, de alguma forma, consorciados”. 

E nessa quarta-feira, o Ministério Público Federal deverá apresentar denúncia contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) segundo disse ao GLOBO uma fonte que acompanha o caso de perto. 

O presidente da Câmara dos Deputados será acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. 
A denúncia a ser apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF) tem como base a acusação do empresário Júlio Almeida Camargo, que confessou em juízo ter pago US$ 5 milhões em propina para o deputado, que preside a Câmara dos Deputados. 

Cunha nega participação nos crimes. Se o STF aceitar a denúncia, o parlamentar passará a ser réu no escândalo de corrupção. O GLOBO mostrou também nessa quarta-feira que o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI), deve constar na lista apresentada ao STF como outro denunciado.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Enviado da ONU fica “horrorizado” com massacre de civis na Síria

Jornalista Roberto Ramalho

Uma das mais violentas guerras civis já travadas em toda a existência da humanidade está causando enorme preocupação da ONU.

O massacre de civis na Síria provocou condenação generalizada no Conselho de Segurança da ONU.

Os Estados Unidos condenaram os ataques do regime sírio, que mataram 96 pessoas num mercado perto de Damasco, um dos mais violentos desde o início da guerra civil iniciada em 2011.

O diretor de assuntos humanitários da ONU, Stephen O’Brien, que visitava Damasco no momento dos ataques, afirmou que estava “horrorizado com a total falta de respeito demonstrada para com as vidas dos civis neste conflito”.

O’Brien deslocou-se a Damasco, capital da Síria, para avaliar as necessidades humanitárias do País, com mais de 7,6 milhões de deslocados e 422.000 civis cercados pelos beligerantes, segundo a ONU.

O incidente aconteceu na mesma zona e quase dois anos depois de um ataque com armas químicas que as potências ocidentais e a oposição atribuem ao regime do presidente sírio, o ditador Bashar al-Assad.

Uma série de ataques da Força Aérea síria atingiu, no domingo, um mercado muito movimentado no centro de Duma, 13 km a nordeste de Damasco sob controle dos insurgentes há quase três anos.

A União Europeia afirmou que “os responsáveis pelas graves violações dos direitos Humanos e do massacre de milhares de civis devem prestar contas”.