quarta-feira, 21 de março de 2012


Artigo: Precatórios a ver navio. Até quando?

Roberto Ramalho é advogado, jornalista, articulista de diversos sites e blogueiro

O interessante sobre esse assunto é que as dívidas dos estados com a União são pagas religiosamente e dentro do previsto. Quando a cobradora é a União, ela é ferrenha. E tem mais: ela tem todo o controle. Sobre as dívidas dos estados para com ela. Inclusive, cobra avidamente. E sequer, perdoa. O escritor Aluísio de Azevedo em sua obra literária “Casa de pensão já dizia: "Ser credor é ser algoz". 

Para se ter a idéia das dívidas, cito três Estados, inclusive o de Alagoas. No estado de Santa Catarina, em 1997, a dívida era de R$ 4, 312 bilhões. Depois de pagar R$ 7, 319 bilhões a União, ainda deve cerca de R$ 9, 986 bilhões. Em 2003, mensalmente, a dívida era paga no valor de R$ 200 milhões. Mesmo assim, ano passado já estava em R$ 1,2 bilhão.

Praticamente ninguém consegue pagar o que deve à União. O Estado do Mato Grosso, por exemplo, devia R$ 5 bilhões. Pagou R$ 5 bilhões e acabou devendo mais de R$ 5 bilhões.
Em 2005, Alagoas devia R$ 2,5 bilhões, hoje deve R$ 7 bilhões. Um absurdo!

Todavia, em compensação, quando o Estado ou a União devem ao cidadão, como no caso dos precatórios, a história é outra. Não há nenhum compromisso, não há a mesma disciplina, e sequer há respeito com o contribuinte. O calote é institucionalizado, e é oficial. 

Milhões de brasileiros já morreram no Século passado e no início desse Século sem receber o que lhes era devido pelas autoridades públicas.

E em palestra no Seminário Precatórios Judiciais - Atividades, Problemáticas e Soluções, promovido pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), a corregedora nacional de Justiça, ministra Eliana Calmon, afirmou, na última terça-feira (20/3), que não cabe ao Poder Judiciário resolver o problema do atraso no pagamento dos precatórios, que são dívidas do poder público reconhecidas pela Justiça. "Um dos mais graves problemas do Judiciário brasileiro é o precatório. Mas sua solução deve ser política, com a participação de diferentes atores, não apenas do Judiciário, pois envolve falta de recursos e até de interesse no setor público para arcar com seus débitos judiciais", declarou.

E afirmou de maneira categórica: "Enquanto isso, o povo vai sofrendo, esperando. É um grave problema que não tem solução apenas em nível de legislação. São necessários recursos para pagar esses créditos cujos valores estão passando dos limites", disse.

A corregedora também destacou o fato de o Brasil ser réu em processo na Corte Interamericana de Direitos Humanos pelo não pagamento de precatórios, em função de um caso localizado no município de Santo André (SP). 

Durante a palestra, a ministra falou, ainda, sobre o trabalho desenvolvido pela Corregedoria Nacional de Justiça para ajudar os tribunais a organizarem os seus setores de precatórios. Segundo ela, sete tribunais já estão com os respectivos setores organizados. 

A corregedora também abordou a Resolução 115/2010, editada pelo CNJ com o objetivo de estabelecer critérios para os tribunais organizarem a administração dos precatórios. Ela esclareceu, no entanto, que a maioria dos tribunais encontra dificuldades para cumprir os preceitos da resolução e disse que a resolução, por exemplo, criou um banco de dados que deve ser alimentado com informações dos tribunais. E indagou dizendo que “se os tribunais nem conseguem organizar suas próprias informações, como é que eles vão alimentar o banco de dados do CNJ?".

Ao falar sobre fraudes no pagamento dos precatórios, a ministra aproveitou a palestra para mandar um recado aos presidentes dos tribunais: "Muito cuidado, senhores presidentes de tribunais. Vamos mudar os servidores. Não deixem que ocupantes de cargos comissionados fiquem encarregados dos setores de precatórios. Esses cargos devem ser ocupados por servidores de carreira, sempre fiscalizados por um magistrado". 

Ano passado, o ministro Carlos Ayres Britto, do STF, não poupou críticas à Fazenda Pública por não honrar suas dívidas, afirmando categoricamente: “trata-se de um caricato surrealismo jurídico".

A ministra-corregedora do CNJ, Eliana Calmon, foi acionada pelo TJ de São Paulo. Ela quer montar uma estrutura onde todos os envolvidos no trabalho sejam isentos no tratamento da questão, assim como quer cortar o favorecimento de quem tem influência nos tribunais. 

Isso quer dizer que tem gente que recebe os precatórios passando por cima da Constituição Federal, por cima da lei, e do respeito aos doentes e dos idosos. Nesse caso, o Estado está acima da Constituição. 

Em Alagoas, os processos para receber precatórios remontam a 1989, existindo mais de 25 mil credores, a grande maioria funcionários públicos. Naquela época, o estado não honrou os gatilhos salariais, as URP’s e a trimestralidade. Planos econômicos de caráter nacional e regional e que não foram implantados pelo Estado de Alagoas e seus governantes ao longo do tempo.

E ai concluo esse artigo perguntando: Precatórios a ver navio. Até quando? Impeachment dos governadores ou ação por crimes de responsabilidade, já!

terça-feira, 20 de março de 2012


Governo admite negociar dívidas com os Estados

Jornalista Roberto Ramalho com O GLOBO

O jornal O GLOBO, edição dessa terça-feira (20.03.2012), afirma que o governo federal poderá renegociar as dívidas com os Estados.

Arno diz que troca de indexador é possível, desde que não afete LRF. Diante da queda das taxas de juros e da necessidade de retomar a agenda da reforma tributária para turbinar o crescimento da economia, a equipe econômica acena com a possibilidade de mudar o indexador de dívidas dos Estados, desde que não seja afetada a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Segundo O GLOBO, o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, admite que a mudança do IGP-DI para outro indexador seria positiva. Admite que o IGP-DI não é o mais preciso, mas discorda do argumento dos estados de que está havendo um aumento do passivo das dívidas: — A atual forma de indexação não leva a passivos no futuro. As dívidas dos estados vêm caindo mais rapidamente hoje, tanto que o governo federal está permitindo que eles tomem mais crédito. A dificuldade (de mexer no indexador) é técnica. Estamos avaliando se ela afeta a LRF — disse Arno ao O GLOBO, ontem: — Não considero que haja situação difícil para os estados.

Em entrevista ao O GLOBO, Arno se refere ao fato de a União já ter ampliado o limite de endividamento dos Estados, desde o início de 2011, em mais de R$ 40 bilhões. Os governadores reclamam que os contratos de dívidas são corrigidos por IGP-DI mais 6% a 9% (acima da taxa básica de juros do mercado) e que esse indexador estaria gerando um passivo muito elevado para os Estados, chegando a R$ 20 bilhões em alguns casos.
De acordo com o jornal fluminense, a mudança no indexador só é admitida na equipe econômica se não houver mudança da LRF. O problema é que, aberta a negociação, os governadores podem querer mexer também no percentual de 6% a 9% e o valor do passivo. Nesse caso, disse o ministro Guido Mantega, não há negociação.

COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO

Pois é, Sr. Teotonio Vilela, a oportunidade é agora ou nunca! Não é somente Vossa Excelência que reclama do encargo da dívida, outros governadores também.

Porém, se houver uma diminuição no montante do repasse da dívida que é paga a União, Vossa Excelência tem a obrigação moral de investir do saldo que ficar, em educação, saúde e segurança pública.

E também melhorar as condições salariais de algumas categorias de servidores públicos que recebem uma miséria.

segunda-feira, 19 de março de 2012



Jornalista Roberto Ramalho

“Em 2011, o Brasil foi o país que menos cresceu na América do Sul”, afirmou o jornal “Folha de São Paulo”, na sua edição de domingo (18).

Segundo a “Folha de São Paulo”. “as taxas de expansão da economia brasileira perdem para as de outras nações emergentes, como China e Índia, de forma recorrente”, acrescentou.

Desde 2006, o desempenho do Brasil não ficava aquém do resultado de todos os países vizinhos sul-americanos, segundo estimativas recentes destacadas pelo jornal paulista.

O fraco desempenho do Brasil, que cresceu somente 2,7% no ano passado, deve fazer ainda com que o país fique abaixo da média de expansão da América Latina como um todo (próxima a 4%).

Esse processo econômico também não ocorria há cinco anos.

"Estimamos que, de todos os países latino-americanos, só a Guatemala e El Salvador cresceram menos que o Brasil", diz o consultor econômico Richard Hamilton, da consultoria Business Monitor International.

COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO

Ainda que afirmem que o Brasil cresceu pouco (2,7%) em 2011, o mais importante é que o saldo foi positivo. E tudo leva a crer que o país crescerá mais esse ano, chegando até 4,5%.

Além disso, nós já somos a 6ª economia do globo e por volta de 2015 seremos a 5ª, ultrapassando a França.

A taxa Selic está caindo, o dólar está se mantendo estável e valorizado em relação à moeda nacional (o real), facilitando as nossas exportações, e o nível de contratações com carteira assinada também está em ritmo crescente.

sábado, 17 de março de 2012



Roberto Ramalho é jornalista

A presença do vírus da dengue tipo 4 no Brasil aumenta o risco de casos de dengue hemorrágica, segundo informa o Ministério da Saúde.

Somente esse ano, 50% das amostras de exames analisadas estão positivas para o tipo 4, segundo o Ministério da Saúde.

De acordo com o médico Alexandre Chiepe “Quanto mais gente suscetível a aquele tipo de vírus que está circulando naquela localidade, maior a chance da gente ter uma epidemia de dengue. O fato é que todo o país hoje está sob risco, por conta da entrada da dengue tipo 4, que é um vírus novo para todos os estados da federação”, explicou.
O tipo 4 da dengue é mais preocupante porque a maioria da população não tem defesa contra ele, já que o tipo do vírus era inexistente no Brasil antes.

“Quando a pessoa já teve dengue, ela não pega mais o mesmo tipo comum. Mas aumenta em 30 vezes o risco de ter dengue hemorrágica quando picado novamente pelo mosquito Aedes Aegypti” adverte o professor Carlos Fortaleza, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

sexta-feira, 16 de março de 2012



ROBERTO RAMALHO É JORNALISTA

O jornal "Washington Post" revelou hoje que o terrorista saudita Osama bin Laden planejou ataque ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pouco antes de morrer, em maio de 2011.

Segundo o jornal americano, Bin Laden queria atacar o Air Force One, o avião presidencial, causando a morte do presidente americano e do diretor da CIA dos EUA, David Petraeus.

A informação foi divulgada por meio de uma carta do líder terrorista para seu principal responsável militar, Atiyah Abd al Rahman.

Na carta, Bin Laden afirma que “com a morte de Obama, o vice-presidente Biden não assumiria o posto, renunciando posteriormente, por ser totalmente despreparado para assumir o posto, levando Os Estados Unidos a uma crise".

Já sobre Petraeus, Osama afirmou que era "o homem do momento" e matá-lo poderia alterar os planos de guerra no Afeganistão.

O ataque seria organizado pelo terrorista paquistanês Ilyas Kashmiri, morto um mês após a morte de Bin Laden, em um bombardeio de avião não tripulado americano no paquistão.

O jornal The Washington Post diz que o plano provavelmente teria falhado, pois a Al Qaeda não possuía armas para derrubar o avião do presidente.

COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO

ESSA HISTÓRIA ESTÁ MUITO MAL CONTADA PELO JORNAL AMERICANO.

UM MÍSSEL TERRA-AR NÃO É TÃO CARO ASSIM, E OS MERCENÁRIOS DOS PAÍSES DA EX-UNIÃO SOVIÉTICA AINDA POSSUEM CENTENAS DELES PARA VENDER NO MERCADO NEGRO.

É CLARO QUE O AVIÃO PRESIDENCIAL DENOMINADO DE “FORÇA AÉREA UM” TEM DISPOSITIVOS ANTI-MÍSSEIS CAPAZES DE DESVIÁ-LOS DA TRAJETÓRIA OU CAUSAR-LHE UMA PANE.
UM MÍSSIL (DO LATIM MISSÍLIS), É 'ALGO QUE É PARA SER LANÇADO, ATIRADO'. ASSIM SENDO, É UM PROJÉTIL GUIADO, DOTADO DE AUTOPROPULSÃO E CONSTITUÍDO DE :
  • UM PROPULSOR: SEJA UM FOGUETE, UM REATOR (GERALMENTE ESTATORREATOR) OU AMBOS (UM FOGUETE DANDO A IMPULSÃO INICIAL, ANTES DE SER SUBSTITUÍDO POR UM ESTATORREATOR)
  • UM SISTEMA DE GUIAGEM, SEJA ELE EXTERNO (MÍSSEIS TELEGUIADOS) OU INDEPENDENTE (MÍSSEIS AUTOGUIADOS).
  • UMA CARGA ÚTIL, QUE PODE SER UMA CARGA MILITAR (EXPLOSIVA, INCENDIÁRIA, QUÍMICA, BIOLÓGICA, ETC), UM SISTEMA ELETRÔNICO (UAV DE RECONHECIMENTO, MÍSSIL CIENTÍFICO OU EXPERIMENTAL), UM SIMPLES PESO PARA EQUILIBRAR O ARTEFATO (MÍSSIL ALVO) OU PARA TRANSPORTAR UMA MASSA INERTE (MÍSSIL DE PROPAGANDA TRANSPORTANDO FLYERS)
UM MÍSSIL DA CATEGORIA SUPERFÍCIE-AR OU SAM (DO INGLÊS SURFACE TO AIR MISSILE) É UM MÍSSIL QUE FOI PROJETADO PARA SER LANÇADO A PARTIR DE PLATAFORMAS DE SUPERFÍCIE PARA ATINGIR AERONAVES, SEJAM ELEAS DE GRANDE OU PEQUENOS PORTES.
AS SUAS VERSÕES LANÇADAS A PARTIR DE TERRA TAMBÉM SÃO CONHECIDAS COMO "MÍSSIL TERRA-AR" OU "MÍSSIL SOLO-AR". E É UM TIPO DE SISTEMA ANTIAÉREO.

MÍSSIL TERRA-AR (SAM), MAIS CONHECIDO COMO MÍSSIL SUPERFÍCIE-AR, PODEM SER LANÇADOS DE PLATAFORMAS DE SUPERFÍCIE FIXAS OU MÓVEIS. O SAM PODE SER CARREGADO E LANÇADO POR UMA ÚNICA PESSOA, E ELE É USADO PRINCIPALMENTE NO OMBRO.

ESTES MÍSSEIS PODEM, EM ALGUNS CASOS, SER UTILIZADOS COMO MÍSSEIS SUPERFÍCIE-SUPERFÍCIE, GANHANDO O NOME SASS (MÍSSIL SUPERFÍCIE-AR EM MODO SUPERFÍCIE-SUPERFÍCIE).

O MÍSSIL PULVERIZA O ALVO A MAIS DE TRÊS MIL GRAUS CENTÍGRADOS, NÃO SOBRANDO NADA.

FONTE DE INFORMAÇÕES: SITES DE DEFESA, ARMAMENTOS, ENTRE OUTROS.