“Folha de São Paulo” revela que 6,4 milhões de reais em doações do Conselho Nacional de Justiça a tribunais estaduais desapareceram, e OAB faz ato público a favor da entidade nessa terça-feira
Roberto Ramalho é jornalista e advogado
O jornal “Folha de São Paulo” revela na sua edição dessa segunda-feira que “uma investigação do Conselho Nacional de Justiça descobriu que em torno de R$ 6,4 milhões em bens doados pelo órgão a tribunais estaduais desapareceram”.
Relatório inédito do órgão, a que a “Folha de São Paulo”teve acesso, revela que “as cortes regionais não sabem explicar onde foram parar 5.426 equipamentos, entre computadores, impressoras, notebooks e estabilizadores, entregues pelo Conselho Nacional de Justiça para aumentar a eficiência do Judiciário”.
A auditoria mostra também que “os tribunais mantêm parados R$ 2,3 milhões em bens repassados”.
Esse material foi considerado "ocioso" pelo CNJ na apuração, encerrada no dia 18 de novembro.
Os tribunais estaduais dizem que vão investigar o destino dos bens desaparecidos.
E nessa terça-feira, (31), a partir das 14h, na sede da OAB, em Brasília, diversos integrantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmaram presença no ato público que o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) promoverá em defesa dos poderes do CNJ para investigar magistrados por desvios ético-disciplinares.
Da atual composição do CNJ, estarão presentes o ministro do Tribunal Superior do Trabalho, Carlos Alberto Reis de Paula; Marcelo Nobre, representante da Câmara; Bruno Dantas, representante do Senado Federal; Wellington Saraiva, procurador regional indicado pela Procuradoria Geral da República; Gilberto Valente Martins, promotor indicado pela Procuradoria Geral da República; e os advogados Jorge Helio Chaves Oliveira e Jefferson Kravchychyn, representantes da OAB. O primeiro presidente do CNJ, Nelson Jobim, que também é ex-presidente do Supremo Tribunal Federal e ex-ministro da Justiça e da Defesa, também confirmou presença.
Várias entidades de peso da sociedade civil organizada - como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) - e de importantes personalidades das áreas jurídica e política do País também participarão do ato.
Entre os juristas confirmados estão Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior, o ex-ministro da Justiça e ex-presidente da OAB, Márcio Thomaz Bastos, e diversos presidentes de Seccionais, conselheiros federais e membros honorários vitalícios da entidade.
Prevendo expressiva repercussão do evento, a expectativa do presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, é de que o ato marcará a importância do CNJ para a garantia da transparência no Poder Judiciário brasileiro. Disse ele: "A sociedade está consciente de que a atuação do CNJ é de grande relevância para o fortalecimento da Justiça", afirmou.
O evento pró CNJ desse dia 31 pretende ser um alerta contra as tentativas de esvaziamento das atribuições do órgão de controle externo do Judiciário, expressas na Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) nº 4638, que ora está em tramitação e em exame no Supremo Tribunal Federal (STF), cujo mérito deve ser julgado logo após a abertura do ano Judiciário, dia 1º de fevereiro.
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Engavetamento nos EUA mata cinco brasileiros
Jornalista Roberto Ramalho
Pelo menos cinco brasileiros morreram num acidente gravíssimo, ontem, na Flórida, Estados Unidos e que matou 10 pessoas.
A informação é do pastor evangélico Fábio Bertoni, um dos organizadores de uma conferência, da qual as vítimas brasileiras participavam na Flórida.
O pastor José Júnior do Carmo, do Ministério Internacional da Restauração em Atlanta, Geórgia, estava numa minivan com cinco familiares no momento do acidente. Além de José Júnior do Carmo, morreram no acidente a esposa dele, Adriana, e a filha Letícia, além do irmão do pastor, também chamado José, e sua esposa, Rose.
Dois brasileiros que estavam em outra van foram internados com ferimentos.
O acidente, envolvendo pelo menos cinco veículos pesados e 10 carros de passeio, deixou 10 pessoas mortas e 18 feridas.
Segundo autoridades americanas, o engavetamento pode ter sido provocado pela falta de visibilidade na estrada provocada pela neblina.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
"Crack é uma questão de saúde pública", afirma especialista
Jornalista Roberto Ramalho com www.tribunadonorte.com.br - Publicação: 29 de Janeiro de 2012
Os investimentos em políticas públicas de enfrentamento ao crack são recentes, iniciaram nos anos 2000, e esse é um dos motivos da desarticulação no tratamento dos dependentes químicos. "O preconceito em relação ao tratamento", segundo Marcelo Ribeiro de Araújo, também contribui para a desarticulação, "porque ainda existem pessoas que acham que 'passar a borracha' nos usuários é a melhor solução" para acabar com as drogas. Os investimentos em políticas públicas de enfrentamento ao crack são recentes e esse é um dos motivos da desarticulação no tratamento dos dependentes químicos.
Para ele, o desafio em relação ao tratamento dos usuários de crack é tratar o caso como um problema de saúde pública. Nesse sentido, avalia, os Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD) representam um avanço, "mas os profissionais ainda não receberam toda a capacitação que poderiam ter recebido". E dispara: "O grande problema é que as pessoas colocam a responsabilidade no Caps, mas ele não consegue resolver o problema da dependência química. Alguns pacientes se beneficiam com o Caps e outros não. Têm pacientes que precisam, por exemplo, de uma moradia assistida, que é um intermediário, e isso ainda não existe no Brasil".
Em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone, Araújo diz que o consumo do crack está associado a situações de violência e abuso. Nesse sentido, argumenta, "retirar os viciados da cracolândia não vai resolver" o problema da dependência. É preciso oferecer serviços para esses indivíduos, associados a outras medidas, como a de saneamento, por exemplo. Ao encarar a cracolândia como uma área de traficantes e apenas querer limpar o espaço, se corre o risco de piorar a situação daqueles que estão seriamente dependentes do crack".
Vejam, abaixo, a entrevista na íntegra
Hoje as campanhas de combate as drogas focam muito no consumo de crack. Por quê? Essa é a droga mais utilizada e a que causa maior dependência?
Sim. O crack é uma droga que de fato desorganiza os usuários, porque eles ficam muito dependentes e desestruturados. Os usuários de crack também são os que mais buscam tratamento, ou são levados a buscar pela família ou por outras pessoas. O crack é uma droga que impacta, e é usada em grupos, em locais abandonados, e tudo isso atrai a atenção dos usuários.
Quais são os principais efeitos do crack sobre o psiquismo do sujeito?
O crack é a cocaína na sua apresentação para ser fumada. Então, nesse sentido, farmacologicamente, ele é a cocaína. A cocaína é um estimulante do sistema nervoso que, quando utilizada, provoca um quadro de euforia e de bem estar, que é o que as pessoas buscam inicialmente, juntamente com um quadro de aumento da alerta, inquietação, aceleração psicomotora, aumento dos batimentos cardíacos. Isso tudo acompanha a intoxicação por essa substância. A diferença entre ela e a cocaína cheirada é que a cocaína fumada (crack) atinge os pulmões, e uma grande quantidade de cocaína entra de uma vez só no corpo, atingindo rapidamente o cérebro. De cinco a oito segundos, a cocaína entra pelos pulmões, passa pelo coração e chega no cérebro. Então, o crack produz um efeito intenso e rápido, causando maior dependência.
Desde quando o Brasil investe em políticas públicas de enfrentamento ao crack e quais são as políticas existentes para tratar os dependentes?
As políticas públicas são muito recentes e realizadas pelo governo federal, governos estaduais e municipais, de uma maneira que poderia ser melhor integrada. Para você ter uma ideia, até 2003 não havia serviços para tratamentos específicos ambulatoriais para dependência química. Havia apenas seis serviços: três em São Paulo, um na Bahia, um no Rio e um em Porto Alegre. A partir dos anos 2000, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, foi introduzida a primeira política de drogas, entretanto, as políticas públicas passaram a se estruturar em 2003 e, desde então, estão aumentando, a partir da criação dos Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD).
Como é realizado o tratamento de dependentes químicos no Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD)?
Quando um tratamento começa, avaliamos qual é a estrutura química, física e social do paciente. A partir daí, escolhemos as opções que melhor atenderão as necessidades dele. Esse é o conceito atual. Então, é feita uma avaliação das necessidades e a partir disso, tentamos começar o tratamento com uma proposta terapêutica, onde são considerados os ambientes que temos à disposição (podem ser os ambulatórios, podem ser as clínicas, as comunidades terapêuticas, os hospitais). É escolhido o melhor ambiente, pensado na equipe de profissionais disponível para ajudar esse paciente e nas estruturas de apoio sociais - se o dependente químico tem filhos, procuramos uma creche para a criança, por exemplo. Portanto, algumas decisões são clínicas e outras, sociais. Os profissionais que atuam com os dependentes são o que chamamos de gerentes de caso, porque ficam junto com o paciente, próximo do dia a dia dele, e além do tratamento psicológico, ajudam e monitoram outras questões da vida social.
E como acontece isso na prática? O Brasil está preparado para esse modelo de tratamento?
A partir dos anos 1980 e 1990, foram fechadas todas as clínicas de internação. Havia vários manicômios velhos, cheios de ratos, onde as pessoas ficavam completamente abandonadas. O problema é que após fecharmos os manicômios, não colocamos nenhum modelo de internação no lugar, e algumas pessoas precisam ser internadas. Algumas vezes, não sempre, é bom começar o tratamento por uma desintoxicação de um mês. Tem pessoas que ficam muito comprometidas socialmente porque desistem de uma internação em comunidade terapêutica.
Têm pacientes que se beneficiam do Caps, mas este é um tratamento que requer uma estrutura do dependente, pois ele precisa marcar a consulta, e ir às reconsultas. Esse é um tratamento para alguém que já está conseguindo se estruturar melhor. Atualmente, existem Caps nas capitais e nas cidades médias ou naquelas que possuem Universidades Federais, Estaduais. Ainda falta integrar melhor o Caps com o tratamento informal.
Como o senhor avalia o desempenho dos Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD)?
A adaptação, às vezes, fica prejudicada porque como poucas pessoas trabalham com o tema no Brasil e não há muitos locais para se capacitar. Os profissionais ainda não receberam toda a capacitação que poderiam ter recebido. O grande problema é que as pessoas colocam a responsabilidade toda no Caps, mas ele não consegue resolver o problema da dependência química. Alguns pacientes se beneficiam com o Caps e outros não. Têm pacientes que precisam, por exemplo, de uma moradia assistida, que é um intermediário, e isso ainda não existe no Brasil.
Antes dos anos 1990, não tinha política nenhuma, o que surgiu no governo Fernando Henrique Cardoso foi uma grande carta de intenções, que se preocupava mais com a repressão do que em estruturar uma rede de tratamento para os dependentes químicos. Mas esse era o momento histórico. Foi desenvolvido um trabalho de colocar no papel tudo o que entendíamos por dependência, doença, mas a política de enfrentamento para o crack veio aparecer agora. Depois que a Dilma assumiu, ela fez o plano de enfrentamento e as propostas são válidas. Ela está pensando em diversificar a rede, e capacitar os profissionais. A ideia que está no papel é boa.
Alguns especialistas alegam que a desarticulação entre as políticas de segurança, saúde e assistência social tem prejudicado o tratamento de dependentes em crack. O senhor concorda? Quais são as razões desta desarticulação entre as políticas públicas?
O motivo desta desarticulação é porque o país investe em política pública nessa área há pouquíssimo tempo. Então, as pessoas ainda estão "batendo a cabeça". A falta de articulação também esbarra no preconceito em relação ao tratamento, porque ainda existem pessoas que acham que "passar a borracha" nos usuários de droga é a melhor solução. Essa é uma mentalidade da cultura dos indivíduos. Está no imaginário das pessoas essa concepção de que o dependente químico é um drogado e que não há problema em tratá-lo com violência. As pessoas, às vezes, acabam agindo de uma maneira equivocada.
Quais os desafios de tratar a dependência química como um problema de saúde pública e não como uma questão de segurança?
O grande desafio é possuirmos ambientes e capacitação, além de ter a oportunidade de influir nos momentos em que se definem as políticas públicas. É uma questão de encarar o crack como uma questão de saúde pública. Retirar os viciados da cracolândia não vai resolver o problema da dependência. É preciso oferecer serviços para esses indivíduos, associados a outras medidas, como a de saneamento, por exemplo. Ao encarar a cracolândia como uma área de traficantes e apenas querer limpar o espaço, se corre o risco de piorar a situação daqueles que estão seriamente dependentes do crack.
Considerando as pesquisas que o senhor realiza na universidade e o contato que tem com dependentes, diria que houve uma evolução no tratamento com dependentes químicos nos últimos anos?
Com certeza. Evoluímos bastante. Fiz um mapa sob como o crac foi evoluindo no Brasil nesses 23 anos e percebi que quando o tema entrou em pauta, nós, pesquisadores, se quer publicávamos sobre o tema - ficávamos fazendo revisão de artigos. Hoje, pelo contrário, temos muitos profissionais pesquisando sobre o assunto, vários serviços de assistência aos dependentes químicos. Nós avançamos muito em pesquisa e nos tratamentos, só que infelizmente ainda estamos no começo. Essa é a principal questão.
Como o uso de crack evoluiu nesses 23 anos? O perfil dos consumidores também mudou?
O crack ainda continua sendo uma droga de pessoas de classe baixa e que têm baixa escolaridade. A classe média também consome, mas está longe de ser o grande consumidor. Os usuários são pobres, com histórico de violência e abuso. Nesse período, houve de fato uma disseminação do crack pelas grandes cidades: São Paulo, Porto Alegre, o restante do Sul, Belo Horizonte e depois a droga foi sendo espalhada para o Rio de Janeiro e Nordeste. O crack já se interiorizou. Hoje, 98% das cidades convivem com esse problema. Em municípios de 10 mil habitantes, até os bóias-frias fumam a droga.
Jornalista Roberto Ramalho com www.tribunadonorte.com.br - Publicação: 29 de Janeiro de 2012
Os investimentos em políticas públicas de enfrentamento ao crack são recentes, iniciaram nos anos 2000, e esse é um dos motivos da desarticulação no tratamento dos dependentes químicos. "O preconceito em relação ao tratamento", segundo Marcelo Ribeiro de Araújo, também contribui para a desarticulação, "porque ainda existem pessoas que acham que 'passar a borracha' nos usuários é a melhor solução" para acabar com as drogas. Os investimentos em políticas públicas de enfrentamento ao crack são recentes e esse é um dos motivos da desarticulação no tratamento dos dependentes químicos.
Para ele, o desafio em relação ao tratamento dos usuários de crack é tratar o caso como um problema de saúde pública. Nesse sentido, avalia, os Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD) representam um avanço, "mas os profissionais ainda não receberam toda a capacitação que poderiam ter recebido". E dispara: "O grande problema é que as pessoas colocam a responsabilidade no Caps, mas ele não consegue resolver o problema da dependência química. Alguns pacientes se beneficiam com o Caps e outros não. Têm pacientes que precisam, por exemplo, de uma moradia assistida, que é um intermediário, e isso ainda não existe no Brasil".
Em entrevista concedida à IHU On-Line por telefone, Araújo diz que o consumo do crack está associado a situações de violência e abuso. Nesse sentido, argumenta, "retirar os viciados da cracolândia não vai resolver" o problema da dependência. É preciso oferecer serviços para esses indivíduos, associados a outras medidas, como a de saneamento, por exemplo. Ao encarar a cracolândia como uma área de traficantes e apenas querer limpar o espaço, se corre o risco de piorar a situação daqueles que estão seriamente dependentes do crack".
Vejam, abaixo, a entrevista na íntegra
Hoje as campanhas de combate as drogas focam muito no consumo de crack. Por quê? Essa é a droga mais utilizada e a que causa maior dependência?
Sim. O crack é uma droga que de fato desorganiza os usuários, porque eles ficam muito dependentes e desestruturados. Os usuários de crack também são os que mais buscam tratamento, ou são levados a buscar pela família ou por outras pessoas. O crack é uma droga que impacta, e é usada em grupos, em locais abandonados, e tudo isso atrai a atenção dos usuários.
Quais são os principais efeitos do crack sobre o psiquismo do sujeito?
O crack é a cocaína na sua apresentação para ser fumada. Então, nesse sentido, farmacologicamente, ele é a cocaína. A cocaína é um estimulante do sistema nervoso que, quando utilizada, provoca um quadro de euforia e de bem estar, que é o que as pessoas buscam inicialmente, juntamente com um quadro de aumento da alerta, inquietação, aceleração psicomotora, aumento dos batimentos cardíacos. Isso tudo acompanha a intoxicação por essa substância. A diferença entre ela e a cocaína cheirada é que a cocaína fumada (crack) atinge os pulmões, e uma grande quantidade de cocaína entra de uma vez só no corpo, atingindo rapidamente o cérebro. De cinco a oito segundos, a cocaína entra pelos pulmões, passa pelo coração e chega no cérebro. Então, o crack produz um efeito intenso e rápido, causando maior dependência.
Desde quando o Brasil investe em políticas públicas de enfrentamento ao crack e quais são as políticas existentes para tratar os dependentes?
As políticas públicas são muito recentes e realizadas pelo governo federal, governos estaduais e municipais, de uma maneira que poderia ser melhor integrada. Para você ter uma ideia, até 2003 não havia serviços para tratamentos específicos ambulatoriais para dependência química. Havia apenas seis serviços: três em São Paulo, um na Bahia, um no Rio e um em Porto Alegre. A partir dos anos 2000, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, foi introduzida a primeira política de drogas, entretanto, as políticas públicas passaram a se estruturar em 2003 e, desde então, estão aumentando, a partir da criação dos Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD).
Como é realizado o tratamento de dependentes químicos no Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD)?
Quando um tratamento começa, avaliamos qual é a estrutura química, física e social do paciente. A partir daí, escolhemos as opções que melhor atenderão as necessidades dele. Esse é o conceito atual. Então, é feita uma avaliação das necessidades e a partir disso, tentamos começar o tratamento com uma proposta terapêutica, onde são considerados os ambientes que temos à disposição (podem ser os ambulatórios, podem ser as clínicas, as comunidades terapêuticas, os hospitais). É escolhido o melhor ambiente, pensado na equipe de profissionais disponível para ajudar esse paciente e nas estruturas de apoio sociais - se o dependente químico tem filhos, procuramos uma creche para a criança, por exemplo. Portanto, algumas decisões são clínicas e outras, sociais. Os profissionais que atuam com os dependentes são o que chamamos de gerentes de caso, porque ficam junto com o paciente, próximo do dia a dia dele, e além do tratamento psicológico, ajudam e monitoram outras questões da vida social.
E como acontece isso na prática? O Brasil está preparado para esse modelo de tratamento?
A partir dos anos 1980 e 1990, foram fechadas todas as clínicas de internação. Havia vários manicômios velhos, cheios de ratos, onde as pessoas ficavam completamente abandonadas. O problema é que após fecharmos os manicômios, não colocamos nenhum modelo de internação no lugar, e algumas pessoas precisam ser internadas. Algumas vezes, não sempre, é bom começar o tratamento por uma desintoxicação de um mês. Tem pessoas que ficam muito comprometidas socialmente porque desistem de uma internação em comunidade terapêutica.
Têm pacientes que se beneficiam do Caps, mas este é um tratamento que requer uma estrutura do dependente, pois ele precisa marcar a consulta, e ir às reconsultas. Esse é um tratamento para alguém que já está conseguindo se estruturar melhor. Atualmente, existem Caps nas capitais e nas cidades médias ou naquelas que possuem Universidades Federais, Estaduais. Ainda falta integrar melhor o Caps com o tratamento informal.
Como o senhor avalia o desempenho dos Centros de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas (Caps-AD)?
A adaptação, às vezes, fica prejudicada porque como poucas pessoas trabalham com o tema no Brasil e não há muitos locais para se capacitar. Os profissionais ainda não receberam toda a capacitação que poderiam ter recebido. O grande problema é que as pessoas colocam a responsabilidade toda no Caps, mas ele não consegue resolver o problema da dependência química. Alguns pacientes se beneficiam com o Caps e outros não. Têm pacientes que precisam, por exemplo, de uma moradia assistida, que é um intermediário, e isso ainda não existe no Brasil.
Antes dos anos 1990, não tinha política nenhuma, o que surgiu no governo Fernando Henrique Cardoso foi uma grande carta de intenções, que se preocupava mais com a repressão do que em estruturar uma rede de tratamento para os dependentes químicos. Mas esse era o momento histórico. Foi desenvolvido um trabalho de colocar no papel tudo o que entendíamos por dependência, doença, mas a política de enfrentamento para o crack veio aparecer agora. Depois que a Dilma assumiu, ela fez o plano de enfrentamento e as propostas são válidas. Ela está pensando em diversificar a rede, e capacitar os profissionais. A ideia que está no papel é boa.
Alguns especialistas alegam que a desarticulação entre as políticas de segurança, saúde e assistência social tem prejudicado o tratamento de dependentes em crack. O senhor concorda? Quais são as razões desta desarticulação entre as políticas públicas?
O motivo desta desarticulação é porque o país investe em política pública nessa área há pouquíssimo tempo. Então, as pessoas ainda estão "batendo a cabeça". A falta de articulação também esbarra no preconceito em relação ao tratamento, porque ainda existem pessoas que acham que "passar a borracha" nos usuários de droga é a melhor solução. Essa é uma mentalidade da cultura dos indivíduos. Está no imaginário das pessoas essa concepção de que o dependente químico é um drogado e que não há problema em tratá-lo com violência. As pessoas, às vezes, acabam agindo de uma maneira equivocada.
Quais os desafios de tratar a dependência química como um problema de saúde pública e não como uma questão de segurança?
O grande desafio é possuirmos ambientes e capacitação, além de ter a oportunidade de influir nos momentos em que se definem as políticas públicas. É uma questão de encarar o crack como uma questão de saúde pública. Retirar os viciados da cracolândia não vai resolver o problema da dependência. É preciso oferecer serviços para esses indivíduos, associados a outras medidas, como a de saneamento, por exemplo. Ao encarar a cracolândia como uma área de traficantes e apenas querer limpar o espaço, se corre o risco de piorar a situação daqueles que estão seriamente dependentes do crack.
Considerando as pesquisas que o senhor realiza na universidade e o contato que tem com dependentes, diria que houve uma evolução no tratamento com dependentes químicos nos últimos anos?
Com certeza. Evoluímos bastante. Fiz um mapa sob como o crac foi evoluindo no Brasil nesses 23 anos e percebi que quando o tema entrou em pauta, nós, pesquisadores, se quer publicávamos sobre o tema - ficávamos fazendo revisão de artigos. Hoje, pelo contrário, temos muitos profissionais pesquisando sobre o assunto, vários serviços de assistência aos dependentes químicos. Nós avançamos muito em pesquisa e nos tratamentos, só que infelizmente ainda estamos no começo. Essa é a principal questão.
Como o uso de crack evoluiu nesses 23 anos? O perfil dos consumidores também mudou?
O crack ainda continua sendo uma droga de pessoas de classe baixa e que têm baixa escolaridade. A classe média também consome, mas está longe de ser o grande consumidor. Os usuários são pobres, com histórico de violência e abuso. Nesse período, houve de fato uma disseminação do crack pelas grandes cidades: São Paulo, Porto Alegre, o restante do Sul, Belo Horizonte e depois a droga foi sendo espalhada para o Rio de Janeiro e Nordeste. O crack já se interiorizou. Hoje, 98% das cidades convivem com esse problema. Em municípios de 10 mil habitantes, até os bóias-frias fumam a droga.
sábado, 28 de janeiro de 2012
CSA pressiona Sport Atalaia, mas perde pelo placar mínimo: 1 X 0, e está fora do G4. Na outra partida de hoje, ASA vence CRB em clássico por 1 X 0
Jornalista Roberto Ramalho
O time do CSA tinha tudo para vencer o Sport Atalaia na casa do adversário, mas acabou sendo derrotado pelo placar mínimo: 1 X 0.
A partida foi realizada na tarde deste sábado na abertura da quinta rodada do Campeonato Alagoano de 2012.
O único gol da partida foi anotado pelo jogador Paulinho, logo aos seis minutos do primeiro tempo de jogo. Depois disso nenhuma das equipes conseguiu fazer nenhum gol.
O resultado colocou o Sport Atalaia na quinta posição com sete pontos conquistados até o momento, enquanto que o CSA ficou no sétimo lugar com um ponto a menos.
Na próxima rodada, que acontece no dia 1º de fevereiro, o Sport Atalaia encara o CSE, fora de casa, time que tem um dos maiores ídolos e goleadores do país, o centroavante Túlio Maravilha. Já o CSA vai até Arapiraca para enfrentar o ASA, num dos maiores clássicos do futebol alagoano.
FICHA TÉCNICA DA PARTIDA
Campeonato Alagoano 2012 – 5ª Rodada
Local do jogo: Estádio Luis Pontes – Atalaia
Resultado final da partida: Sport Atalaia 1 x 0 CSA
Árbitro: Mário Sérgio da Silva Bancilon
Auxiliares: Adeilton Guimarães da Hora e Rondinelle Tavares
Sport Atalaia: Jefferson, Erivanio, Jal e Rafinha; Aldo, Felipe (Catanha), Palhinha e Paulinho; Da Silva e Etinho (Marquinhos). Técnico: Lino
CSA: Flávio, Diogo, Leandro, Rafael e Claudinho (Aderaldo); Anderson Paulista, Lima (Leís), Alisson e
Washington; Edson Di (Roni) e Paulinho Marília. Técnico: Celso Teixeira
Cartões Amarelos: Erivanio, Paulinho e Felipe (Sport) – Rafael, Claudinho e Anderson `Paulista (CSA)
Gols: Paulinho 6min(Sport)
ASA mantém tabu e vence CRB mais uma vez
Na outra partida jogada essa tarde no Estádio Rei Pelé, o tabu de cinco vitórias do ASA sobre o CRB continua.
Em uma partida muito movimentada e de muita marcação, o time do ASA aproveitou a única chance real de gol que teve no primeiro tempo e decretou a derrota do galo da Pajuçara por 1 x 0, com gol do atleta Lúcio Maranhão.
No segundo tempo da partida o CRB, passou o restante do jogo pressionando, mas não conseguiu sequer empatar.
Na próxima rodada o CRB recebe o Coruripe no estádio Rei Pelé, enquanto o ASA enfrenta o CSA no Municipal Coaracy da Mata Fonseca, num dos maiores clássicos do futebol d Alagoas.
FICHA TÉCNICA DO JOGO
Campeonato Alagoano 2012 – 5ª Rodada
Local da partida: Estádio Rei Pelé – Maceió
Placar do jogo: CRB 0 x 1 ASA
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento
Auxiliares: Pedro Jorge Santos e Julian Ferino
CRB: Cristiano, Elsinho, Filipe, Rodrigão e Rafinha; Roberto Lopes (Túlio Renan), Everton Gaúcho, Geovani e Ewerton Maradona (Adriano Alagoano); Pablo (Aloísio Chulapa) e Rodrigo Dantas. Técnico: Paulo Comelli
ASA: Tutti, Chiquinho Alagoano, Fabiano, Edson Veneno e Augusto; Cal, Marcelo Costa, Jorginho e Valdívia (André Nunes); Henri (Vitinha) e Lúcio Maranhão. Técnico: Leocir Dall’astra
Cartões Amarelos: Everton Gaúcho (CRB) – Jorginho e Lúcio Maranhão(ASA)
Cartões Vermelhos: Lúcio Maranhão (ASA)
Gols: Lúcio Maranhão 44min 1ºT(ASA)
Jornalista Roberto Ramalho
O time do CSA tinha tudo para vencer o Sport Atalaia na casa do adversário, mas acabou sendo derrotado pelo placar mínimo: 1 X 0.
A partida foi realizada na tarde deste sábado na abertura da quinta rodada do Campeonato Alagoano de 2012.
O único gol da partida foi anotado pelo jogador Paulinho, logo aos seis minutos do primeiro tempo de jogo. Depois disso nenhuma das equipes conseguiu fazer nenhum gol.
O resultado colocou o Sport Atalaia na quinta posição com sete pontos conquistados até o momento, enquanto que o CSA ficou no sétimo lugar com um ponto a menos.
Na próxima rodada, que acontece no dia 1º de fevereiro, o Sport Atalaia encara o CSE, fora de casa, time que tem um dos maiores ídolos e goleadores do país, o centroavante Túlio Maravilha. Já o CSA vai até Arapiraca para enfrentar o ASA, num dos maiores clássicos do futebol alagoano.
FICHA TÉCNICA DA PARTIDA
Campeonato Alagoano 2012 – 5ª Rodada
Local do jogo: Estádio Luis Pontes – Atalaia
Resultado final da partida: Sport Atalaia 1 x 0 CSA
Árbitro: Mário Sérgio da Silva Bancilon
Auxiliares: Adeilton Guimarães da Hora e Rondinelle Tavares
Sport Atalaia: Jefferson, Erivanio, Jal e Rafinha; Aldo, Felipe (Catanha), Palhinha e Paulinho; Da Silva e Etinho (Marquinhos). Técnico: Lino
CSA: Flávio, Diogo, Leandro, Rafael e Claudinho (Aderaldo); Anderson Paulista, Lima (Leís), Alisson e
Washington; Edson Di (Roni) e Paulinho Marília. Técnico: Celso Teixeira
Cartões Amarelos: Erivanio, Paulinho e Felipe (Sport) – Rafael, Claudinho e Anderson `Paulista (CSA)
Gols: Paulinho 6min(Sport)
ASA mantém tabu e vence CRB mais uma vez
Na outra partida jogada essa tarde no Estádio Rei Pelé, o tabu de cinco vitórias do ASA sobre o CRB continua.
Em uma partida muito movimentada e de muita marcação, o time do ASA aproveitou a única chance real de gol que teve no primeiro tempo e decretou a derrota do galo da Pajuçara por 1 x 0, com gol do atleta Lúcio Maranhão.
No segundo tempo da partida o CRB, passou o restante do jogo pressionando, mas não conseguiu sequer empatar.
Na próxima rodada o CRB recebe o Coruripe no estádio Rei Pelé, enquanto o ASA enfrenta o CSA no Municipal Coaracy da Mata Fonseca, num dos maiores clássicos do futebol d Alagoas.
FICHA TÉCNICA DO JOGO
Campeonato Alagoano 2012 – 5ª Rodada
Local da partida: Estádio Rei Pelé – Maceió
Placar do jogo: CRB 0 x 1 ASA
Árbitro: Francisco Carlos do Nascimento
Auxiliares: Pedro Jorge Santos e Julian Ferino
CRB: Cristiano, Elsinho, Filipe, Rodrigão e Rafinha; Roberto Lopes (Túlio Renan), Everton Gaúcho, Geovani e Ewerton Maradona (Adriano Alagoano); Pablo (Aloísio Chulapa) e Rodrigo Dantas. Técnico: Paulo Comelli
ASA: Tutti, Chiquinho Alagoano, Fabiano, Edson Veneno e Augusto; Cal, Marcelo Costa, Jorginho e Valdívia (André Nunes); Henri (Vitinha) e Lúcio Maranhão. Técnico: Leocir Dall’astra
Cartões Amarelos: Everton Gaúcho (CRB) – Jorginho e Lúcio Maranhão(ASA)
Cartões Vermelhos: Lúcio Maranhão (ASA)
Gols: Lúcio Maranhão 44min 1ºT(ASA)
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Dilma demite afilhado de líder do PMDB do Dnocs, após ameaça de retaliação contra o governo
Jornalista Roberto Ramalho com O Estado de São Paulo
A presidente Dilma Rousseff exigiu a cabeça do diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes, demitido ontem pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB). A demissão ocorreu depois de o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), ter desafiado o Palácio do Planalto ao dizer que não admitia ver seu afilhado sair com a pecha de corrupto. Irritada com as declarações de Alves, que ameaçou retaliar o governo no Congresso, a presidente mandou que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, entrasse em contato com o ministro da Integração para providenciar a rápida demissão de Fernandes. Essa é uma das principais manchetes publicadas na edição dessa sexta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo – 27.01.2012
"O PMDB é governo e nós sempre defendemos os ministros que foram acusados injustamente, como Fernando Pimentel, Fernando Bezerra Coelho e Paulo Bernardo", ameaçara Alves. "Agora, queremos o mesmo tratamento e direito à defesa."
Segundo O Estado de São Paulo, com receio de arrumar mais um problema com o PMDB em tempos de denúncias contra seu ministério, Bezerra pediu a ajuda do vice-presidente Michel Temer para explicar a situação ao líder peemedebista. Gleisi também recorreu a Temer e os dois concordaram que o líder do PMDB não podia dar um xeque-mate na presidente. A negociação para abafar a crise foi feita por meio de intensa troca de telefonemas. Na prática, a presidente já estava decidida a dispensar Elias Fernandes, mas a atitude de Alves acelerou o processo. Na noite de terça-feira, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também conversou com Temer e avisou que a situação do diretor era insustentável. Naquele mesmo dia, o líder do PMDB dissera ao vice-presidente e a Bezerra que aceitaria a degola de seu afilhado, logo depois de relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) ter apontado desvio de R$ 312 milhões no Dnocs.
Segundo levantou O Estado de São Paulo, na manhã de ontem, diante da ponderação de Gleisi de que Dilma queria a demissão antes do fim do dia, Temer telefonou ao líder do PMDB. A chefe da Casa Civil temia que o episódio deixasse sequelas na relação do PMDB com o governo. Na conversa com Alves, Temer disse que ele cometera um erro político grave, pondo em xeque a autoridade de Dilma. O deputado ponderou que suas declarações foram "turbinadas e mal interpretadas", mas admitiu que não havia outra saída: pagaria o preço da demissão do aliado. Como prêmio de consolação, foi dado a Alves a prerrogativa de indicar o substituto. No meio da manhã, foi combinado que Fernandes tomaria a iniciativa de pedir demissão. Mas, como Alves ainda estava inconformado com o carimbo de corrupto pregado no afilhado, o ministro teria de fazer um gesto. Bezerra comprometeu-se a dar declarações sobre a "lisura dos procedimentos" de Fernandes no Dnocs.
De acordo com O Estado de São Paulo, a cúpula do PMDB não se conforma com as acusações de desvio de recursos pela CGU em uma obra que não foi licitada. O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), disse ter recebido um telefonema do colega, admitindo exageros nas declarações. "O líder do PMDB me disse que as suas declarações tomaram dimensões que ele não deseja e que vai ajudar na superação do fato", escreveu Teixeira no Twitter. A mensagem foi entregue a Dilma por um dos auxiliares que a acompanharam a Porto Alegre, onde ela participou ontem do Fórum Social Mundial. Nos bastidores, vários peemedebistas acham que a disputa com o PT está mais acirrada a cada dia. Um dirigente do PMDB diz que o episódio vai deixar sequelas que começarão a aparecer nos próximos 15 dias, a partir da reabertura do Congresso, na próxima quarta-feira.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO
O PMDB É HOJE O QUE FORAM A ARENA, O PDS, E O PFL, QUE DERAM SUSTENTAÇÃO AO REGIME MILITAR.
ENTRETANTO CONSIDERO UM PARTIDO PIOR AINDA: CHEIO DE CORRUPTOS, DE CACIQUES POLÍTICOS QUE TRABALHAM NA BASE DO “TOMA LÁ, DÁ CÁ”, DE APROVEITADORES E PARASITAS, E QUE ALMEJAM O PODER A QUALQUER CUSTO.
SÃO GOVERNO DESDE OS TEMPOS DO GOVERNO DO PRESIDENTE SARNEY, QUE GOVERNOU O PAÍS COM UM MINISTÉRIO TODO NOMEADO PELO FALECIDO PRESIDENTE TANCREDO NEVES, QUE NÃO CHEGOU A TOMAR POSSE POR PROBLEMAS DE SAÚDE, DEPOIS FIZERAM PARTE DO GOVERNO ITAMAR FRANCO, DOS DOIS MANDATOS DO GOVERNO DO PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, DOS DOIS MANDATOS DO PRESIDENTE LULA, E AGORA MAMAM NAS TETAS DO GOVERNO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF.
RESUMINDO, É UM PARTIDO DE SAFADOS, PARA NÃO DIZER QUE SÃO CAFAJESTES!
Jornalista Roberto Ramalho com O Estado de São Paulo
A presidente Dilma Rousseff exigiu a cabeça do diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Elias Fernandes, demitido ontem pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho (PSB). A demissão ocorreu depois de o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), ter desafiado o Palácio do Planalto ao dizer que não admitia ver seu afilhado sair com a pecha de corrupto. Irritada com as declarações de Alves, que ameaçou retaliar o governo no Congresso, a presidente mandou que a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, entrasse em contato com o ministro da Integração para providenciar a rápida demissão de Fernandes. Essa é uma das principais manchetes publicadas na edição dessa sexta-feira pelo jornal O Estado de S. Paulo – 27.01.2012
"O PMDB é governo e nós sempre defendemos os ministros que foram acusados injustamente, como Fernando Pimentel, Fernando Bezerra Coelho e Paulo Bernardo", ameaçara Alves. "Agora, queremos o mesmo tratamento e direito à defesa."
Segundo O Estado de São Paulo, com receio de arrumar mais um problema com o PMDB em tempos de denúncias contra seu ministério, Bezerra pediu a ajuda do vice-presidente Michel Temer para explicar a situação ao líder peemedebista. Gleisi também recorreu a Temer e os dois concordaram que o líder do PMDB não podia dar um xeque-mate na presidente. A negociação para abafar a crise foi feita por meio de intensa troca de telefonemas. Na prática, a presidente já estava decidida a dispensar Elias Fernandes, mas a atitude de Alves acelerou o processo. Na noite de terça-feira, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, também conversou com Temer e avisou que a situação do diretor era insustentável. Naquele mesmo dia, o líder do PMDB dissera ao vice-presidente e a Bezerra que aceitaria a degola de seu afilhado, logo depois de relatório da Controladoria-Geral da União (CGU) ter apontado desvio de R$ 312 milhões no Dnocs.
Segundo levantou O Estado de São Paulo, na manhã de ontem, diante da ponderação de Gleisi de que Dilma queria a demissão antes do fim do dia, Temer telefonou ao líder do PMDB. A chefe da Casa Civil temia que o episódio deixasse sequelas na relação do PMDB com o governo. Na conversa com Alves, Temer disse que ele cometera um erro político grave, pondo em xeque a autoridade de Dilma. O deputado ponderou que suas declarações foram "turbinadas e mal interpretadas", mas admitiu que não havia outra saída: pagaria o preço da demissão do aliado. Como prêmio de consolação, foi dado a Alves a prerrogativa de indicar o substituto. No meio da manhã, foi combinado que Fernandes tomaria a iniciativa de pedir demissão. Mas, como Alves ainda estava inconformado com o carimbo de corrupto pregado no afilhado, o ministro teria de fazer um gesto. Bezerra comprometeu-se a dar declarações sobre a "lisura dos procedimentos" de Fernandes no Dnocs.
De acordo com O Estado de São Paulo, a cúpula do PMDB não se conforma com as acusações de desvio de recursos pela CGU em uma obra que não foi licitada. O líder do PT na Câmara, Paulo Teixeira (SP), disse ter recebido um telefonema do colega, admitindo exageros nas declarações. "O líder do PMDB me disse que as suas declarações tomaram dimensões que ele não deseja e que vai ajudar na superação do fato", escreveu Teixeira no Twitter. A mensagem foi entregue a Dilma por um dos auxiliares que a acompanharam a Porto Alegre, onde ela participou ontem do Fórum Social Mundial. Nos bastidores, vários peemedebistas acham que a disputa com o PT está mais acirrada a cada dia. Um dirigente do PMDB diz que o episódio vai deixar sequelas que começarão a aparecer nos próximos 15 dias, a partir da reabertura do Congresso, na próxima quarta-feira.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO
O PMDB É HOJE O QUE FORAM A ARENA, O PDS, E O PFL, QUE DERAM SUSTENTAÇÃO AO REGIME MILITAR.
ENTRETANTO CONSIDERO UM PARTIDO PIOR AINDA: CHEIO DE CORRUPTOS, DE CACIQUES POLÍTICOS QUE TRABALHAM NA BASE DO “TOMA LÁ, DÁ CÁ”, DE APROVEITADORES E PARASITAS, E QUE ALMEJAM O PODER A QUALQUER CUSTO.
SÃO GOVERNO DESDE OS TEMPOS DO GOVERNO DO PRESIDENTE SARNEY, QUE GOVERNOU O PAÍS COM UM MINISTÉRIO TODO NOMEADO PELO FALECIDO PRESIDENTE TANCREDO NEVES, QUE NÃO CHEGOU A TOMAR POSSE POR PROBLEMAS DE SAÚDE, DEPOIS FIZERAM PARTE DO GOVERNO ITAMAR FRANCO, DOS DOIS MANDATOS DO GOVERNO DO PRESIDENTE FERNANDO HENRIQUE CARDOSO, DOS DOIS MANDATOS DO PRESIDENTE LULA, E AGORA MAMAM NAS TETAS DO GOVERNO DA PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF.
RESUMINDO, É UM PARTIDO DE SAFADOS, PARA NÃO DIZER QUE SÃO CAFAJESTES!
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
PCCS dos funcionários da UNCISAL está engavetado na SEGESP desde o final de 2010
Jornalista Roberto Ramalho
Em 24 de fevereiro de 2010, a reitora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Rozangela Wyszomirska reuniu-se com o governador do Estado de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, para tratar de assuntos relacionados à Instituição.
O encontro, por sinal muito cordial, aconteceu no Palácio República dos Palmares e abordou assuntos como a reestruturação física da Uncisal, ampliação de cursos, e, principalmente sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) ente outros temas.
Naquela ocasião disse o governador à reitora: “os serviços da Uncisal sempre foram referência e com certeza as mudanças impetradas são essências para a ampliação das ações com a qualidade de sempre. “Vejo na Uncisal um polo de excelência no campo do ensino e da assistência, por isso merece a atenção do governo”, ressaltou.
Depois desse encontro, no final de 2010, a reitora enviou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos funcionários da UNCISAL e o mesmo se encontra engavetado na mesa do Secretário de Gestão Pública, Afrânio Lages, que pouco está se importando com a situação em que vive a categoria.
Portanto, já que a reitora não manda a Procuradoria da UNCISAL tomar as devidas providências, estarei requerendo ao Ministério Público de Alagoas que notifique o Secretário de Gestão Pública, Alexandre Lages Cavalcante, para ele dizer por que o PCCS ainda se encontra do mesmo jeito, e porque ainda não foi encaminhado a Assembleia Legislativa do Estado para análise, aprofundamento e aprovação.
Como diz o jornalista Boris Casoy: " Isso é uma vergonha"!
Jornalista Roberto Ramalho
Em 24 de fevereiro de 2010, a reitora da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), Rozangela Wyszomirska reuniu-se com o governador do Estado de Alagoas, Teotonio Vilela Filho, para tratar de assuntos relacionados à Instituição.
O encontro, por sinal muito cordial, aconteceu no Palácio República dos Palmares e abordou assuntos como a reestruturação física da Uncisal, ampliação de cursos, e, principalmente sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) ente outros temas.
Naquela ocasião disse o governador à reitora: “os serviços da Uncisal sempre foram referência e com certeza as mudanças impetradas são essências para a ampliação das ações com a qualidade de sempre. “Vejo na Uncisal um polo de excelência no campo do ensino e da assistência, por isso merece a atenção do governo”, ressaltou.
Depois desse encontro, no final de 2010, a reitora enviou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários dos funcionários da UNCISAL e o mesmo se encontra engavetado na mesa do Secretário de Gestão Pública, Afrânio Lages, que pouco está se importando com a situação em que vive a categoria.
Portanto, já que a reitora não manda a Procuradoria da UNCISAL tomar as devidas providências, estarei requerendo ao Ministério Público de Alagoas que notifique o Secretário de Gestão Pública, Alexandre Lages Cavalcante, para ele dizer por que o PCCS ainda se encontra do mesmo jeito, e porque ainda não foi encaminhado a Assembleia Legislativa do Estado para análise, aprofundamento e aprovação.
Como diz o jornalista Boris Casoy: " Isso é uma vergonha"!
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
MENSAGEM DA MINISTRA ELIANE CALMON DO CNJ PARA ROBERTO RAMALHO
Prezado Senhor Roberto,
De ordem da Exma. Ministra Corregedora Eliana Calmon, transmito a seguinte mensagem:
"Com muita satisfação recebi a comunicação da moção de apoio ao trabalho que venho desenvolvendo à frente da Corregedoria Nacional de Justiça. O apoio e solidariedade dos cidadãos de bem servem de incentivo a continuidade a minha caminhada em prol de um Judiciário transparente, eficaz e respeitado.
Atenciosamente,
ELIANA CALMON
Corregedora Nacional de Justiça"
Cordialmente,
Corregedoria Nacional de Justiça
Relatório da CGU aponta prejuízo de 312 milhões de reais e diz que Dnocs privilegia o Estado do RN
Jornalista Roberto Ramalho
O Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs) teve prejuízos de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e em contratações irregulares, segundo aponta o relatório da Controladoria Geral da União.
O documento do mês passado mostra pagamentos superfaturados e omissão da direção do Dnocs para sanar irregularidades nos últimos anos.
Também aponta favorecimento ao Rio Grande do Norte, terra do diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, e de seu padrinho político, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Deputado Federal Henrique Eduardo Alves.
De 47 convênios para defesa civil, 37 beneficiaram municípios do Estado.
O Dnocs é subordinado ao Ministério da Integração, cujo ministro, Fernando Bezerra, também é acusado de favorecer seu Estado, Pernambuco.
Por causa das irregularidades, o diretor-administrativo do Dnocs oriundo do Estado do Ceará, foi demitido.
Todos os principais telejornais da noite como o “Jornal Nacional”, “Jornal da Record News”, “Jornal da Cultura” e “Jornal da Band”, noticiaram o fato com grande repercussão.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO
ESSE PAÍS TEM CORRUPTO DEMAIS. PRECISAMOS DE LEIS MAIS SEVERAS PARA PUNIR ESSA CORJA QUE ESTÁ ROUBANDO DESCARADAMENTE O PAÍS.
CANETA NELES, PRESIDENTE DILMA! PRÁ FORA COM ESSA BANDIDAGEM! VÃO ROUBAR EM OUTRO LUGAR E PAÍS. BASTA DE IMPUNIDADE!
Prezado Senhor Roberto,
De ordem da Exma. Ministra Corregedora Eliana Calmon, transmito a seguinte mensagem:
"Com muita satisfação recebi a comunicação da moção de apoio ao trabalho que venho desenvolvendo à frente da Corregedoria Nacional de Justiça. O apoio e solidariedade dos cidadãos de bem servem de incentivo a continuidade a minha caminhada em prol de um Judiciário transparente, eficaz e respeitado.
Atenciosamente,
ELIANA CALMON
Corregedora Nacional de Justiça"
Cordialmente,
Corregedoria Nacional de Justiça
Relatório da CGU aponta prejuízo de 312 milhões de reais e diz que Dnocs privilegia o Estado do RN
Jornalista Roberto Ramalho
O Departamento Nacional de Obras Contra Secas (Dnocs) teve prejuízos de R$ 312 milhões na gestão de pessoal e em contratações irregulares, segundo aponta o relatório da Controladoria Geral da União.
O documento do mês passado mostra pagamentos superfaturados e omissão da direção do Dnocs para sanar irregularidades nos últimos anos.
Também aponta favorecimento ao Rio Grande do Norte, terra do diretor-geral do Dnocs, Elias Fernandes, e de seu padrinho político, o líder do PMDB na Câmara dos Deputados, Deputado Federal Henrique Eduardo Alves.
De 47 convênios para defesa civil, 37 beneficiaram municípios do Estado.
O Dnocs é subordinado ao Ministério da Integração, cujo ministro, Fernando Bezerra, também é acusado de favorecer seu Estado, Pernambuco.
Por causa das irregularidades, o diretor-administrativo do Dnocs oriundo do Estado do Ceará, foi demitido.
Todos os principais telejornais da noite como o “Jornal Nacional”, “Jornal da Record News”, “Jornal da Cultura” e “Jornal da Band”, noticiaram o fato com grande repercussão.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO
ESSE PAÍS TEM CORRUPTO DEMAIS. PRECISAMOS DE LEIS MAIS SEVERAS PARA PUNIR ESSA CORJA QUE ESTÁ ROUBANDO DESCARADAMENTE O PAÍS.
CANETA NELES, PRESIDENTE DILMA! PRÁ FORA COM ESSA BANDIDAGEM! VÃO ROUBAR EM OUTRO LUGAR E PAÍS. BASTA DE IMPUNIDADE!
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
TOTAL DE CARGOS COMISSIONADOS CHEGA A 22 MIL NO GOVERNO FEDERAL
Jornalista Roberto Ramalho, com O Globo
Governo aumenta número de DAS; folha de pagamento e encargos sociais da União chegam a R$203 bilhões este ano. Mesmo vitoriosa na elaboração do Orçamento da União de 2012, quando impediu reajustes para o Judiciário e outras categorias de servidores, a presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$203 bilhões, além de contar com mais funcionários em cargos de confiança. Antes mesmo de fechar o primeiro ano de seu governo, em outubro, os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) já somavam 22 mil, uma barreira que nunca havia sido alcançada. Desde o segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, as funções comissionadas no Executivo federal só crescem. Essa é uma das principais manchetes de capa publicadas na edição dessa segunda-feira do jornal O Globo (23.01.2012).
Segundo denuncia O Globo, em 2003, primeiro ano do governo Lula, foi registrada uma queda no total de cargos de confiança, dos 18.374 do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, para 17.559 no final do ano seguinte. Mas, depois, o número só cresceu. No final de 2011, foi de 21.870 para 22 mil - cifra que, apesar de pequena, contraria o princípio do rigor fiscal do primeiro ano de Dilma. O governo se defende: diz que hoje mais de 70% dos DAS são ocupados por servidores públicos de carreira, que as nomeações políticas são minoria e que há um esforço de "profissionalização" do serviço público. Os cargos de confiança com livre provimento, ou seja, de pessoas de fora do serviço público, são os DAS-6, categoria mais alta, e costumam ser ocupados por indicações políticas. Eles têm remuneração média de R$21,7 mil e, em 2011, somaram 217 vagas, contra 209 de 2010.
De acordo com a reportagem de O Globo, em 2005, para evitar as acusações de aparelhamento, o governo implantou uma regra. Os DAS de nível 1, 2, 3 e 4 passariam a ser preenchidos, em sua maioria, por servidores de carreira. Em 2007, os DAS ganharam reajuste de até 139,75%, mas há pressão por novo aumento. Para 2012, a presidente promete manter o rigor fiscal, que vem travando as negociações com o funcionalismo e qualquer aumento salarial. A intenção dos servidores é retomar as negociações a partir da semana que vem. Mas um acordo só teria efeito em 2013, já que, para este ano, Dilma vetou a inclusão no orçamento de projetos que previam recursos para reajustes.
O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Maurício da Costa, disse ao O Globo que, no dia 24, será entregue uma pauta oficial de reivindicação ao Ministério do Planejamento. A intenção é agilizar as negociações, já que projetos sobre aumentos precisam ser enviados ao Congresso até agosto, junto com a proposta orçamentária de 2013. Segundo ele, o limite seria uma greve em maio. Segundo Josemilton Maurício, “A disposição das entidades é continuar uma negociação unificada. Queremos uma política salarial permanente e acabar com esse artigo que obriga a enviar os projetos em agosto, porque isso engessa a discussão”.
Segundo O Globo, para aprovar o Orçamento de 2012, a maior briga do governo foi com o Judiciário, que queria um aumento médio de 56%. O relator-geral, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cumpriu à risca o desejo do Planalto e manteve a proposta original de R$1,6 bilhão para reajustes de uma pequena parte do funcionalismo, ligada à Educação, e outros R$2,1 bilhões para concursos públicos e preenchimento de vagas existentes. O governo diz de que as negociações não foram interrompidas, mas é preciso que sejam adequadas à realidade econômica e ao ajuste fiscal.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO:
O QUE SE DEMONSTRA DE TUDO ISSO É O INCHAÇO DE CARGOS COMISSIONADOS NA MÁQUINA PÚBLICA, PARA ATENDER AOS PEDIDOS DE POLÍTICOS, EM SUA GRANDE MAIORIA QUE NÃO TEM NADA A OFERECER AO POVO, A NÃO SER NOMAR SEUS PARENTES.
A MINISÉRIE DA REDE GLOBO, “BRADO RETUMBANTE”, É MUITA CRÍTICA NSSE SENTIDO, INDO AINDA MAIS LONGE AO MOSTRAR QUE EXISTE TROCA DE FAVORES E CORRUPÇÃO GENERALIZADA, QUE O PRESIDENTE EM EXERCÍCIO TENTA ACABAR.
AQUI EM ALAGOAS, PRESENCIAMOS E COSNTATAMOS A EXISTÊNCIA DE CERCA DE SEIS MIL CARGOS COMISSIONADOS PARA ATENDER A BANCADA DO GOVERNO TEO VILELA,
PARA LHE DAR SUSTENTAÇÃO. E A GRAND MAIORIA DESSA PESSOAS QUE OCUPAM ESSES CARGOS SÃO DESPREPARADAS E DESQUALIFICADAS. NO LUGAR DESSE CONTINGENTE, MLHOR SERIA SUBSTITUIR UMA GRANDE PARTE POR MEIO DE CONCURSOS PÚBLICO, O QU SERIA LEGÍTIMO, LEGAL E DEMOCRÁTICO.
Jornalista Roberto Ramalho, com O Globo
Governo aumenta número de DAS; folha de pagamento e encargos sociais da União chegam a R$203 bilhões este ano. Mesmo vitoriosa na elaboração do Orçamento da União de 2012, quando impediu reajustes para o Judiciário e outras categorias de servidores, a presidente Dilma Rousseff vai arcar este ano com uma folha de pessoal e encargos sociais acima de R$203 bilhões, além de contar com mais funcionários em cargos de confiança. Antes mesmo de fechar o primeiro ano de seu governo, em outubro, os chamados DAS (cargos de Direção e Assessoramento Superior) já somavam 22 mil, uma barreira que nunca havia sido alcançada. Desde o segundo ano do governo Luiz Inácio Lula da Silva, as funções comissionadas no Executivo federal só crescem. Essa é uma das principais manchetes de capa publicadas na edição dessa segunda-feira do jornal O Globo (23.01.2012).
Segundo denuncia O Globo, em 2003, primeiro ano do governo Lula, foi registrada uma queda no total de cargos de confiança, dos 18.374 do último ano do governo Fernando Henrique Cardoso, em 2002, para 17.559 no final do ano seguinte. Mas, depois, o número só cresceu. No final de 2011, foi de 21.870 para 22 mil - cifra que, apesar de pequena, contraria o princípio do rigor fiscal do primeiro ano de Dilma. O governo se defende: diz que hoje mais de 70% dos DAS são ocupados por servidores públicos de carreira, que as nomeações políticas são minoria e que há um esforço de "profissionalização" do serviço público. Os cargos de confiança com livre provimento, ou seja, de pessoas de fora do serviço público, são os DAS-6, categoria mais alta, e costumam ser ocupados por indicações políticas. Eles têm remuneração média de R$21,7 mil e, em 2011, somaram 217 vagas, contra 209 de 2010.
De acordo com a reportagem de O Globo, em 2005, para evitar as acusações de aparelhamento, o governo implantou uma regra. Os DAS de nível 1, 2, 3 e 4 passariam a ser preenchidos, em sua maioria, por servidores de carreira. Em 2007, os DAS ganharam reajuste de até 139,75%, mas há pressão por novo aumento. Para 2012, a presidente promete manter o rigor fiscal, que vem travando as negociações com o funcionalismo e qualquer aumento salarial. A intenção dos servidores é retomar as negociações a partir da semana que vem. Mas um acordo só teria efeito em 2013, já que, para este ano, Dilma vetou a inclusão no orçamento de projetos que previam recursos para reajustes.
O secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Josemilton Maurício da Costa, disse ao O Globo que, no dia 24, será entregue uma pauta oficial de reivindicação ao Ministério do Planejamento. A intenção é agilizar as negociações, já que projetos sobre aumentos precisam ser enviados ao Congresso até agosto, junto com a proposta orçamentária de 2013. Segundo ele, o limite seria uma greve em maio. Segundo Josemilton Maurício, “A disposição das entidades é continuar uma negociação unificada. Queremos uma política salarial permanente e acabar com esse artigo que obriga a enviar os projetos em agosto, porque isso engessa a discussão”.
Segundo O Globo, para aprovar o Orçamento de 2012, a maior briga do governo foi com o Judiciário, que queria um aumento médio de 56%. O relator-geral, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), cumpriu à risca o desejo do Planalto e manteve a proposta original de R$1,6 bilhão para reajustes de uma pequena parte do funcionalismo, ligada à Educação, e outros R$2,1 bilhões para concursos públicos e preenchimento de vagas existentes. O governo diz de que as negociações não foram interrompidas, mas é preciso que sejam adequadas à realidade econômica e ao ajuste fiscal.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO:
O QUE SE DEMONSTRA DE TUDO ISSO É O INCHAÇO DE CARGOS COMISSIONADOS NA MÁQUINA PÚBLICA, PARA ATENDER AOS PEDIDOS DE POLÍTICOS, EM SUA GRANDE MAIORIA QUE NÃO TEM NADA A OFERECER AO POVO, A NÃO SER NOMAR SEUS PARENTES.
A MINISÉRIE DA REDE GLOBO, “BRADO RETUMBANTE”, É MUITA CRÍTICA NSSE SENTIDO, INDO AINDA MAIS LONGE AO MOSTRAR QUE EXISTE TROCA DE FAVORES E CORRUPÇÃO GENERALIZADA, QUE O PRESIDENTE EM EXERCÍCIO TENTA ACABAR.
AQUI EM ALAGOAS, PRESENCIAMOS E COSNTATAMOS A EXISTÊNCIA DE CERCA DE SEIS MIL CARGOS COMISSIONADOS PARA ATENDER A BANCADA DO GOVERNO TEO VILELA,
PARA LHE DAR SUSTENTAÇÃO. E A GRAND MAIORIA DESSA PESSOAS QUE OCUPAM ESSES CARGOS SÃO DESPREPARADAS E DESQUALIFICADAS. NO LUGAR DESSE CONTINGENTE, MLHOR SERIA SUBSTITUIR UMA GRANDE PARTE POR MEIO DE CONCURSOS PÚBLICO, O QU SERIA LEGÍTIMO, LEGAL E DEMOCRÁTICO.
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