Governador Teotonio Vilela Filho anuncia concurso para a área da educação
Jornalista Roberto Ramalho com Agência Alagoas
Surpreendendo a todos que já não mais esperavam pela realização do concurso público para a área da educação, o governador Teotonio Vilela Filho, segundo informa a Agência Alagoas, garantiu a realização de concurso para a Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE).
O anúncio foi feito nesta sexta-feira (13) durante solenidade de lançamento do programa Ronda Escolar no Centro Educacional de Pesquisas Aplicada (Cepa).
De acordo com o governador de Alagoas Teotonio Vilela, o concurso é uma necessidade urgente. Disse ele a Agência Alagoas: “Trata-se de um imperativo para o fortalecimento da política educacional do Governo de Alagoas”, afirmou o governador, adiantando que o edital do processo seletivo será lançado nos próximos meses, sem, no entanto precisar em qual deles será realizado o certame.
Presente a solenidade, o secretário de Estado da Educação e do Esporte, Adriano Soares, afirmou que o concurso representa a continuidade de ações que o Estado está realizando na melhoria da Educação. Disse ele: “Estamos reformando as nossas escolas e reforçando a sua segurança. O investimento na contratação de pessoal é outro passo importante para o resgate de nossos índices educacionais”, pondera.
Atualmente, o processo para a realização do concurso se encontra em análise na Secretaria de Estado da Gestão Pública (Segesp).
COMENTÁRIO:
É ESSE O GOVERNADOR QUE ALAGOAS QUER E DESEJA: QUE REALIZE AS COISAS BOAS QU8E O POVO PRECISA.
SEM DÚVIDA NENHUMA A CATEGORIA DOS PROFESSORES ESTÁ SATISFEITA COM ESSE ANÚNCIO, MAS QUE AINDA PRECISA SER POSTO EM PRÁTICA.
COMO SE SABE O GOVERNO DE ALAGOAS TEM QUE REALIZAR O CONCURSO PÚBLICO O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL PARA QUE DÊ TEMPO DE NOMEAR OS APROVADOS ATÉ O MÊS DE MAIO COMO MANDA A LEI.
VOSSA EXCELÊNCIA SABE MUITO BEM QUE TENHO SIDO UM CRÍTICO DE SEU GOVERNO, MAS NUNCA DEIXEI DE DAR UMA NOTÍCIA BOA SOBRE ATOS E FATOS QUE VENHAM BENEFICIAR O POVO.
O MAIOR EXEMPLO DISSO É ESSA MATÉRIA QUE ACABO DE ELABORAR E ESTOU PUBLICANDO NO MEU BLOG.
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Presidente da AMB defende pagamentos a magistrados. Em Alagoas, jornal “Extra” diz que Juízes e Desembargadores receberam 20 milhões de sobras do duodécimo de 2011
Jornalista Roberto Ramalho com “O Estado de São Paulo” e jornal “Extra”, Alagoas
“Isso está desarrumado, desarranjado, precisa botar ordem. Mas a primeira ordem é: se estão devendo, paguem", declarou ontem o desembargador Henrique Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), ao comentar sobre os pagamentos milionários concedidos a seus pares no Tribunal de Justiça de São Paulo.
De acordo com "O Estado de São Paulo", Calandra lidera a reação da toga às medidas da corregedora nacional da Justiça, ministra Eliana Calmon. "São créditos devidos, valores que ficam acumulados. Eu mesmo devo ter para receber o que a ministra Eliana recebeu, quatrocentos e poucos mil reais. Se me dessem 200 mil eu levantava as mãos para o céu e ficava muito feliz."
Segundo "O Estado de S. Paulo", no TJ paulista foi identificada a "turma do milhão", magistrados que embolsaram valores superiores a R$ 1 milhão a título de verbas pagas com atraso. Calandra disse que há servidores "que têm muito mais a receber do que o Bellocchi (Roberto Bellocchi, ex-presidente do TJ que ganhou R$ 1,6 milhão, mas diz ter recebido "pouco mais" de R$ 500 mil)". "Tem que coibir abusos, mas será que juiz é obrigado a ir à Justiça para receber?", pergunta. "Você passa a vida no tribunal, não pagam férias, salário vem com atraso. Eu não tive a mesma sorte da minha colega Eliana. Não é porque não recebi que eu vou ser contra."
Em Alagoas, o jornal “Extra” afirmou que Tribunal de Justiça de Alagoas deu mais uma prova do privilégio de que se investiram os magistrados alagoanos, que se consideram acima dos demais servidores públicos.
Segundo informa o “Extra”, em sua edição eletrônica, no apagar das luzes de 2011, o TJ premiou todos os juízes e desembargadores com a distribuição de quase R$ 20 milhões a título de diferenças salariais do passado.
De acordo com o “Extra”, cada juiz recebeu valores entre R$ 40 mil e R$ 80 mil e os desembargadores a partir de R$ 100 mil, segundo informações de magistrados ouvidos pelo jornal Extra. O total da farra natalina é de exatos R$ 19.785.666,33, que sobraram do duodécimo de 2011, que totalizou R$ 240.197.674,00. Alguns advogados consultados pelo Extra defendem a tese de que os magistrados, assim como os demais servidores públicos, devem receber essas diferenças salariais através de precatório, não na boca do caixa do TJ.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO:
TANTA GENTE PASSANDO FOME E ESSES MAGISTRADOS RECEBENDO UMA FORTUNA EM DINHEIRO VIVO. MESMO QUE SEJA LEGAL, É POUCO PRODUCENTE!
ENQUANTO ISSO OS PROCESSOS SOBRE DÍVIDAS DO ESTADO DE ALAGOAS AOS SERVIDORES PÚBLICOS PODEM PERDER EFEITO E CADUCAREM, JÁ QUE OS ADVOGADOS DEIXARAM DE AGILIZÁ-LOS.
PARA QUEM NÃO SABE O CNJ ESTÁ INVESTIGANDO TODOS OS PROCESSOS PARA SABER QUEM JÁ RECEBEU E DE QUE MANEIRA ISSO FOI FEITO, PARA DEPOIS TOMAR UMA POSIÇÃO CONCRETA SOBRE O ASSUNTO.
NOS PRÓXIMOS DIAS ESTAREI ESCLARECENDO ALGUNS FATOS, POIS ESTAREI ENTRANDO EM CONTATO COM A MINISTRA ANGELA CALMON, CORREGEDORA DO CNJ, QUE ESTÁ A PAR DO ASSUNTO.
Jornalista Roberto Ramalho com “O Estado de São Paulo” e jornal “Extra”, Alagoas
“Isso está desarrumado, desarranjado, precisa botar ordem. Mas a primeira ordem é: se estão devendo, paguem", declarou ontem o desembargador Henrique Calandra, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), ao comentar sobre os pagamentos milionários concedidos a seus pares no Tribunal de Justiça de São Paulo.
De acordo com "O Estado de São Paulo", Calandra lidera a reação da toga às medidas da corregedora nacional da Justiça, ministra Eliana Calmon. "São créditos devidos, valores que ficam acumulados. Eu mesmo devo ter para receber o que a ministra Eliana recebeu, quatrocentos e poucos mil reais. Se me dessem 200 mil eu levantava as mãos para o céu e ficava muito feliz."
Segundo "O Estado de S. Paulo", no TJ paulista foi identificada a "turma do milhão", magistrados que embolsaram valores superiores a R$ 1 milhão a título de verbas pagas com atraso. Calandra disse que há servidores "que têm muito mais a receber do que o Bellocchi (Roberto Bellocchi, ex-presidente do TJ que ganhou R$ 1,6 milhão, mas diz ter recebido "pouco mais" de R$ 500 mil)". "Tem que coibir abusos, mas será que juiz é obrigado a ir à Justiça para receber?", pergunta. "Você passa a vida no tribunal, não pagam férias, salário vem com atraso. Eu não tive a mesma sorte da minha colega Eliana. Não é porque não recebi que eu vou ser contra."
Em Alagoas, o jornal “Extra” afirmou que Tribunal de Justiça de Alagoas deu mais uma prova do privilégio de que se investiram os magistrados alagoanos, que se consideram acima dos demais servidores públicos.
Segundo informa o “Extra”, em sua edição eletrônica, no apagar das luzes de 2011, o TJ premiou todos os juízes e desembargadores com a distribuição de quase R$ 20 milhões a título de diferenças salariais do passado.
De acordo com o “Extra”, cada juiz recebeu valores entre R$ 40 mil e R$ 80 mil e os desembargadores a partir de R$ 100 mil, segundo informações de magistrados ouvidos pelo jornal Extra. O total da farra natalina é de exatos R$ 19.785.666,33, que sobraram do duodécimo de 2011, que totalizou R$ 240.197.674,00. Alguns advogados consultados pelo Extra defendem a tese de que os magistrados, assim como os demais servidores públicos, devem receber essas diferenças salariais através de precatório, não na boca do caixa do TJ.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO:
TANTA GENTE PASSANDO FOME E ESSES MAGISTRADOS RECEBENDO UMA FORTUNA EM DINHEIRO VIVO. MESMO QUE SEJA LEGAL, É POUCO PRODUCENTE!
ENQUANTO ISSO OS PROCESSOS SOBRE DÍVIDAS DO ESTADO DE ALAGOAS AOS SERVIDORES PÚBLICOS PODEM PERDER EFEITO E CADUCAREM, JÁ QUE OS ADVOGADOS DEIXARAM DE AGILIZÁ-LOS.
PARA QUEM NÃO SABE O CNJ ESTÁ INVESTIGANDO TODOS OS PROCESSOS PARA SABER QUEM JÁ RECEBEU E DE QUE MANEIRA ISSO FOI FEITO, PARA DEPOIS TOMAR UMA POSIÇÃO CONCRETA SOBRE O ASSUNTO.
NOS PRÓXIMOS DIAS ESTAREI ESCLARECENDO ALGUNS FATOS, POIS ESTAREI ENTRANDO EM CONTATO COM A MINISTRA ANGELA CALMON, CORREGEDORA DO CNJ, QUE ESTÁ A PAR DO ASSUNTO.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Artigo: Teotonio Vilela, o pedido de socorro ao governo federal e o crime em Alagoas
Roberto Ramalho é advogado e jornalista
Os pedidos de socorro do governador Teotonio Vilela Filho em relação à segurança pública vem sendo atendidos, na forma do possível pelo governo federal.
A questão da violência é vista e tida como a mais delicada de seu governo, estando o governador sem condições de atender e de dar a resposta aos clamores da sociedade e diminuir os índices de violência que assombram o governo e assustam a população. O crescimento da criminalidade é algo assustador.
Existe em Alagoas o que já se sabe uma impunidade histórica, com índices alarmantes de violência e a falta de políticas públicas e ações sociais por parte das administrações municipais que seria realizado em parceria com o Estado em um planejamento integrado.
Como se sabe, muitas prefeituras deveriam voltar à condição de meros distritos, em face de sua única renda vir do Fundo de Participação dos Municípios.
Some-se a esse problema da violência a falta de infraestrutura nos órgãos, sobretudo, em relação às estruturas físicas das delegacias de Alagoas e com o Instituto Médico Legal deficitário, embora já exista um projeto de um novo IML já acabado.
É em razão desses problemas que Teotonio Vilela Filho solicitou uma audiência urgente com a presidente Dilma Rousseff (PT) para debater sobre a violência no Estado.
O governador tucano vai solicitar da presidente Dilma Rousseff que Alagoas seja tratado como o Estado do Rio de Janeiro, em face da urgência da situação.
Recentemente uma comissão de representantes do Ministério da Justiça esteve presente a Alagoas, entre elas a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e o diretor-geral do Departamento de Força Nacional, major Aragon.
O grupo foi recebido pelo governador Teotonio Vilela Filho no Palácio República dos Palmares, onde foi discutida uma maior parceria entre Alagoas e a União na área da Segurança. Na sexta-feira passada (06.01.12), houve um debate sobre o assunto entre as autoridades da segurança pública do Estado.
U
m estudo divulgado no ano passado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça aponta que Alagoas lidera o ranking dos Estados brasileiros mais violentos, com uma taxa de 60,3 homicídios para cada 100 mil habitantes.
A pesquisa Mapa da Violência informou, ainda, que o Espírito Santo ficou em segundo lugar na lista dos mais violentos, com 56,4 homicídios por 100 mil habitantes, seguido por Pernambuco, com uma taxa de 50,7 por 100 mil.
Ainda segundo o estudo, o Piauí é o Estado com menor número de homicídios, com 12,4 casos para cada 100 mil habitantes. A pesquisa foi elaborada com dados de 2008.
Os números representam um salto de Alagoas no ranking da violência: em 1998, o Estado nordestino era o 11º colocado.
Agora, mais recentemente, em outra pesquisa do referido Instituto, aponta o Estado de Alagoas como campeão em homicídios.
Um dado estarrecedor é que em 30 anos, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de vítimas de homicídio.
Dados do Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari, apontam que o número de homicídios passou de 13,9 mil em 1980 para 49,9 mil em 2010, o que representa um aumento de 259%.
Com o crescimento da população nesses 30 anos, a taxa de homicídios passou de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010.
De acordo ainda com os dados do Mapa da Violência os estados que lideravam as estatísticas no início da década, como o vizinho Pernambuco, o Rio de Janeiro, o Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Roraima e Distrito Federal, todos apresentaram quedas do índice de homicídios.
Os estados que mais reduziram a criminalidade no Brasil, oram justamente os maiores. São Paulo e o Rio de Janeiro apresentam reduções de 63,2% e 42,9%, respectivamente.
Por sua vez, os 17 estados com as menores taxas do país no ano 2000 apresentam taxas crescentes de violência.
Segundo o estudo, em vários locais, esse aumento teve uma grande magnitude que levou os estados a ocupar um lugar de destaque no contexto nacional no final da década.
Dessa foma, mais uma vez Alagoas passou a ocupar o primeiro lugar no Mapa da Violência. O Pará passou da 21ª posição para a terceira; a Paraíba, da 20ª para a sexta, e a Bahia, da 23ª para sétima posição.
O ranking do Mapa da Violência 2012 é liderado por Alagoas, seguido pelo Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Amapá.
Só existe uma saída para Alagoas: e a sua renuncia, governador Teotonio Brandão Vilela Filho, e a de seu Vice-governador Thomaz Nonô.
E sabem por que digo isso: porque ambos não têm coragem de combater o crime organizado, a criminalidade, e o tráfico de drogas com determinação e disciplina.
Tenho muitas idéias boas para dizer, mais elas jamais seriam ouvidas e acatadas. Não sou melhor de quem ninguém, mais tenho estudo, formação e conhecimento sobre o assunto.
Um dos graves problemas brasileiros é o nepotismo, a ponto de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter sido obrigado a formalizar "a proibição de nomeação ou designação, para cargos em comissão e funções gratificadas em tribunais ou juízos, de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau dos membros ou juízes vinculados".
A noção do brasileiro como "homem cordial", difundida pelo historiador Sérgio Buarque de Hollanda, define aquele que age segundo o "coração" — não no sentido de ser bondoso, mas no de pautar suas ações pelo afeto e pela intimidade, e ser incapaz de separar vida pública de vida privada.
A história do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, tem todos os recortes dessa relação de compadrio que se tornou característica da nossa política, mesmo quando aparenta obedecer às regras estabelecidas.
O fato de ter autorizado a maior parte das verbas de sua pasta para seu estado, Pernambuco, tem explicações técnicas razoáveis pelas sucessivas enchentes que afetaram o estado e a necessidade de construção de barragens para prevenir futuros danos.
Além do mais, a presidente Dilma Rousseff estava a par das necessidades e autorizou pessoalmente os gastos, o que retira do ministro a responsabilidade por um eventual "favorecimento".
Seria ideal que o próprio ministro, e a presidente, tivessem cuidados para evitar mal-entendidos e resolvessem a questão da verba através de outras pastas, e não apenas aquela que faz parte do acordo político com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB. Mas vá lá que não tenham tido esse zelo.
Mas as nomeações de parentes do ministro para cargos de seu ministério mostra justamente essa maneira antiquada de fazer política.
O sociólogo Roberto Da Matta cita como típicos da cultura brasileira o "jeitinho" e a "malandragem", que são utilizados para driblar a lei através do uso da posição social ou das relações sociais.
Aqui há a prevalência de apadrinhamentos em função das relações sociais, mesmo quando a nomeação em si aparentemente não traz benefícios diretos a quem nomeou nem ao nomeado, como é o caso do seu tio, Osvaldo Coelho, nomeado para o Comitê Técnico-Consultivo para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada.
Bezerra argumentou em nota oficial que os membros convidados a participar do comitê "foram escolhidos diante de critérios que envolveram conhecimentos das questões relacionadas ao desenvolvimento da agricultura irrigada e também a disposição para contribuir com as ações da Política Nacional de Irrigação".
Não estaria caracterizado o nepotismo porque a função de conselheiro "não é cargo em comissão ou função de confiança, não tem direito à remuneração e nem subordinação hierárquica ou funcional ao Ministro".
Muito bem. Então, por que não evitar constrangimentos para o governo, para si e para o próprio tio, que se queixa de trabalhar pouco, e convidar outro empresário que esteja disposto a colaborar com a política nacional de irrigação?
É o mesmo caso do irmão do ministro, Clementino Coelho, que por ser o diretor mais antigo da Codevasf, ficou à frente do órgão, sem ser nomeado, durante praticamente um ano inteiro.
Também não se caracteriza nepotismo, pois, embora o órgão seja subordinado ao ministro, Clementino não foi formalmente nomeado para sua presidência, apenas exerceu as funções de presidência, inclusive porque, conforme suas próprias explicações, não poderia se furtar a tomar as decisões que o órgão exigia.
Pois essa sua longa "interinidade" acabou tão logo foi descoberta pela imprensa, e um novo presidente, aparentemente sem laços de família com o ministro, já foi nomeado.
Acontece que o nepotismo está presente na política brasileira, mas através do voto. Como diversos outros políticos, o ministro Fernando Bezerra tem um filho que é deputado federal e provável candidato a prefeito de Petrolina, reduto eleitoral da família.
Pois o deputado Fernando Coelho Filho, também do PSB, teve o maior volume de liberação de emendas parlamentares da pasta do pai em 2011, verba que vai para ações tocadas pela Codevasf, aquela estatal que até outro dia era presidida por um irmão do ministro, e tio do deputado.
Petrolina foi escolhida pelo Ministério para ser o município pioneiro nas ações do programa Mais Irrigação do PAC-2, um deles denominado "projeto Nilo Coelho", em homenagem ao tio de Bezerra, que foi senador e governador de Pernambuco.
Cada coisa dessas tem sua explicação particular, mas se juntamos todas elas fica uma sensação desagradável de que se repete em Pernambuco uma política regressiva que favorece os feudos políticos.
Além das relações de dependência, outro ponto destacado nos estudos do sociólogo Roberto Da Matta é a questão do profissionalismo em contraponto com o nepotismo, que impediria o desenvolvimento das instituições brasileiras, sobretudo as governamentais.
O governador Eduardo Campos faz parte de uma nova geração política brasileira que, pelo menos na teoria, coloca a gestão eficiente e o profissionalismo à frente de seus projetos de governo.
No caso das enchentes, ele inclusive alega, com razão, que não pode ser "acusado" por ter sido mais eficiente e apresentado projetos técnicos que foram aprovados, liberando as verbas necessárias.
Mas tanto ele quanto o ministro Fernando Bezerra, que é um potencial candidato ao governo de Pernambuco na sucessão de Campos, poderiam se preocupar mais com as aparências.
A imagem regional dos dois deve estar em alta nos seus redutos eleitorais, mas a imagem nacional do PSB pode se contaminar. Se isso ainda importar nessa política do vale-tudo que está disseminada entre nós, seria pelo menos uma boa notícia.
Roberto Ramalho é advogado e jornalista
Os pedidos de socorro do governador Teotonio Vilela Filho em relação à segurança pública vem sendo atendidos, na forma do possível pelo governo federal.
A questão da violência é vista e tida como a mais delicada de seu governo, estando o governador sem condições de atender e de dar a resposta aos clamores da sociedade e diminuir os índices de violência que assombram o governo e assustam a população. O crescimento da criminalidade é algo assustador.
Existe em Alagoas o que já se sabe uma impunidade histórica, com índices alarmantes de violência e a falta de políticas públicas e ações sociais por parte das administrações municipais que seria realizado em parceria com o Estado em um planejamento integrado.
Como se sabe, muitas prefeituras deveriam voltar à condição de meros distritos, em face de sua única renda vir do Fundo de Participação dos Municípios.
Some-se a esse problema da violência a falta de infraestrutura nos órgãos, sobretudo, em relação às estruturas físicas das delegacias de Alagoas e com o Instituto Médico Legal deficitário, embora já exista um projeto de um novo IML já acabado.
É em razão desses problemas que Teotonio Vilela Filho solicitou uma audiência urgente com a presidente Dilma Rousseff (PT) para debater sobre a violência no Estado.
O governador tucano vai solicitar da presidente Dilma Rousseff que Alagoas seja tratado como o Estado do Rio de Janeiro, em face da urgência da situação.
Recentemente uma comissão de representantes do Ministério da Justiça esteve presente a Alagoas, entre elas a secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, e o diretor-geral do Departamento de Força Nacional, major Aragon.
O grupo foi recebido pelo governador Teotonio Vilela Filho no Palácio República dos Palmares, onde foi discutida uma maior parceria entre Alagoas e a União na área da Segurança. Na sexta-feira passada (06.01.12), houve um debate sobre o assunto entre as autoridades da segurança pública do Estado.
U
m estudo divulgado no ano passado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça aponta que Alagoas lidera o ranking dos Estados brasileiros mais violentos, com uma taxa de 60,3 homicídios para cada 100 mil habitantes.
A pesquisa Mapa da Violência informou, ainda, que o Espírito Santo ficou em segundo lugar na lista dos mais violentos, com 56,4 homicídios por 100 mil habitantes, seguido por Pernambuco, com uma taxa de 50,7 por 100 mil.
Ainda segundo o estudo, o Piauí é o Estado com menor número de homicídios, com 12,4 casos para cada 100 mil habitantes. A pesquisa foi elaborada com dados de 2008.
Os números representam um salto de Alagoas no ranking da violência: em 1998, o Estado nordestino era o 11º colocado.
Agora, mais recentemente, em outra pesquisa do referido Instituto, aponta o Estado de Alagoas como campeão em homicídios.
Um dado estarrecedor é que em 30 anos, o Brasil ultrapassou a marca de 1 milhão de vítimas de homicídio.
Dados do Mapa da Violência 2012, divulgado pelo Instituto Sangari, apontam que o número de homicídios passou de 13,9 mil em 1980 para 49,9 mil em 2010, o que representa um aumento de 259%.
Com o crescimento da população nesses 30 anos, a taxa de homicídios passou de 11,7 em cada grupo de 100 mil habitantes em 1980 para 26,2 em 2010.
De acordo ainda com os dados do Mapa da Violência os estados que lideravam as estatísticas no início da década, como o vizinho Pernambuco, o Rio de Janeiro, o Espírito Santo, São Paulo, Mato Grosso, Roraima e Distrito Federal, todos apresentaram quedas do índice de homicídios.
Os estados que mais reduziram a criminalidade no Brasil, oram justamente os maiores. São Paulo e o Rio de Janeiro apresentam reduções de 63,2% e 42,9%, respectivamente.
Por sua vez, os 17 estados com as menores taxas do país no ano 2000 apresentam taxas crescentes de violência.
Segundo o estudo, em vários locais, esse aumento teve uma grande magnitude que levou os estados a ocupar um lugar de destaque no contexto nacional no final da década.
Dessa foma, mais uma vez Alagoas passou a ocupar o primeiro lugar no Mapa da Violência. O Pará passou da 21ª posição para a terceira; a Paraíba, da 20ª para a sexta, e a Bahia, da 23ª para sétima posição.
O ranking do Mapa da Violência 2012 é liderado por Alagoas, seguido pelo Espírito Santo, Pará, Pernambuco e Amapá.
Só existe uma saída para Alagoas: e a sua renuncia, governador Teotonio Brandão Vilela Filho, e a de seu Vice-governador Thomaz Nonô.
E sabem por que digo isso: porque ambos não têm coragem de combater o crime organizado, a criminalidade, e o tráfico de drogas com determinação e disciplina.
Tenho muitas idéias boas para dizer, mais elas jamais seriam ouvidas e acatadas. Não sou melhor de quem ninguém, mais tenho estudo, formação e conhecimento sobre o assunto.
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As aparências enganam?
Merval Pereira, jornalista, O GloboUm dos graves problemas brasileiros é o nepotismo, a ponto de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) ter sido obrigado a formalizar "a proibição de nomeação ou designação, para cargos em comissão e funções gratificadas em tribunais ou juízos, de cônjuge, companheiro ou parente até o terceiro grau dos membros ou juízes vinculados".
A noção do brasileiro como "homem cordial", difundida pelo historiador Sérgio Buarque de Hollanda, define aquele que age segundo o "coração" — não no sentido de ser bondoso, mas no de pautar suas ações pelo afeto e pela intimidade, e ser incapaz de separar vida pública de vida privada.
A história do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, tem todos os recortes dessa relação de compadrio que se tornou característica da nossa política, mesmo quando aparenta obedecer às regras estabelecidas.
O fato de ter autorizado a maior parte das verbas de sua pasta para seu estado, Pernambuco, tem explicações técnicas razoáveis pelas sucessivas enchentes que afetaram o estado e a necessidade de construção de barragens para prevenir futuros danos.
Além do mais, a presidente Dilma Rousseff estava a par das necessidades e autorizou pessoalmente os gastos, o que retira do ministro a responsabilidade por um eventual "favorecimento".
Seria ideal que o próprio ministro, e a presidente, tivessem cuidados para evitar mal-entendidos e resolvessem a questão da verba através de outras pastas, e não apenas aquela que faz parte do acordo político com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, presidente do PSB. Mas vá lá que não tenham tido esse zelo.
Mas as nomeações de parentes do ministro para cargos de seu ministério mostra justamente essa maneira antiquada de fazer política.
O sociólogo Roberto Da Matta cita como típicos da cultura brasileira o "jeitinho" e a "malandragem", que são utilizados para driblar a lei através do uso da posição social ou das relações sociais.
Aqui há a prevalência de apadrinhamentos em função das relações sociais, mesmo quando a nomeação em si aparentemente não traz benefícios diretos a quem nomeou nem ao nomeado, como é o caso do seu tio, Osvaldo Coelho, nomeado para o Comitê Técnico-Consultivo para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada.
Bezerra argumentou em nota oficial que os membros convidados a participar do comitê "foram escolhidos diante de critérios que envolveram conhecimentos das questões relacionadas ao desenvolvimento da agricultura irrigada e também a disposição para contribuir com as ações da Política Nacional de Irrigação".
Não estaria caracterizado o nepotismo porque a função de conselheiro "não é cargo em comissão ou função de confiança, não tem direito à remuneração e nem subordinação hierárquica ou funcional ao Ministro".
Muito bem. Então, por que não evitar constrangimentos para o governo, para si e para o próprio tio, que se queixa de trabalhar pouco, e convidar outro empresário que esteja disposto a colaborar com a política nacional de irrigação?
É o mesmo caso do irmão do ministro, Clementino Coelho, que por ser o diretor mais antigo da Codevasf, ficou à frente do órgão, sem ser nomeado, durante praticamente um ano inteiro.
Também não se caracteriza nepotismo, pois, embora o órgão seja subordinado ao ministro, Clementino não foi formalmente nomeado para sua presidência, apenas exerceu as funções de presidência, inclusive porque, conforme suas próprias explicações, não poderia se furtar a tomar as decisões que o órgão exigia.
Pois essa sua longa "interinidade" acabou tão logo foi descoberta pela imprensa, e um novo presidente, aparentemente sem laços de família com o ministro, já foi nomeado.
Acontece que o nepotismo está presente na política brasileira, mas através do voto. Como diversos outros políticos, o ministro Fernando Bezerra tem um filho que é deputado federal e provável candidato a prefeito de Petrolina, reduto eleitoral da família.
Pois o deputado Fernando Coelho Filho, também do PSB, teve o maior volume de liberação de emendas parlamentares da pasta do pai em 2011, verba que vai para ações tocadas pela Codevasf, aquela estatal que até outro dia era presidida por um irmão do ministro, e tio do deputado.
Petrolina foi escolhida pelo Ministério para ser o município pioneiro nas ações do programa Mais Irrigação do PAC-2, um deles denominado "projeto Nilo Coelho", em homenagem ao tio de Bezerra, que foi senador e governador de Pernambuco.
Cada coisa dessas tem sua explicação particular, mas se juntamos todas elas fica uma sensação desagradável de que se repete em Pernambuco uma política regressiva que favorece os feudos políticos.
Além das relações de dependência, outro ponto destacado nos estudos do sociólogo Roberto Da Matta é a questão do profissionalismo em contraponto com o nepotismo, que impediria o desenvolvimento das instituições brasileiras, sobretudo as governamentais.
O governador Eduardo Campos faz parte de uma nova geração política brasileira que, pelo menos na teoria, coloca a gestão eficiente e o profissionalismo à frente de seus projetos de governo.
No caso das enchentes, ele inclusive alega, com razão, que não pode ser "acusado" por ter sido mais eficiente e apresentado projetos técnicos que foram aprovados, liberando as verbas necessárias.
Mas tanto ele quanto o ministro Fernando Bezerra, que é um potencial candidato ao governo de Pernambuco na sucessão de Campos, poderiam se preocupar mais com as aparências.
A imagem regional dos dois deve estar em alta nos seus redutos eleitorais, mas a imagem nacional do PSB pode se contaminar. Se isso ainda importar nessa política do vale-tudo que está disseminada entre nós, seria pelo menos uma boa notícia.
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
Jornal “Folha de São Paulo” acusa Juízes de Minas de favorecer colegas
Roberto Ramalho jornalista, com Folha de São Paulo
O tradicional jornal “Folha de São Paulo” destaca hoje, na sua manchete de capa, que “o Conselho Nacional de Justiça está julgando o pedido de anulação das promoções de 17 juízes ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Minas, entre 2006 e 2009”.
De acordo com a Anamages (Associação Nacional dos Magistrados Estaduais), “o tribunal privilegiou parentes de desembargadores e ex-dirigentes de outra entidade de classe em detrimento de juízes mais antigos”.
A ação afirma que, “além de não observar critérios como antiguidade e produtividade, as decisões não foram publicadas em edital”, ferindo os Princípios da Administração Pública.
A reportagem da “Folha de São Paulo”, afirma que, “entre os promovidos estão Nelson Missais, atual secretário-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros, e Doorgal Andrada, ex-vice-presidente da entidade”.
Missais vê uma "trama" da Anamages e diz que o órgão "não tem credibilidade e legitimidade para questionar promoções".
Por sua vez, Andrada diz que “aquilo que o CNJ decidir, eu vou aplaudir".
O Tribunal de Justiça de Minas informou que "vai aguardar a decisão do CNJ e cumprir o que for determinado".
BREVE COMENTÁRIO:
E AINDA DIZEM QUE NO PODER JUDICIÁRIO NÃO EXISTEM MAZELAS. POR ISSO QUE APOIO A AÇÃO DA MINISTRA ELIANA CALMON DO CNJ.
CORRUPÇÃO EXISTE EM TODOS OS LUGARES, E O PODER JUDICIÁRIO NÃO ESTÁ ISENTO DISSO. POR ISSO QUE ELA AFIRMOU QUE EXISTIAM “BANDIDOS DE TOGA”.
Roberto Ramalho jornalista, com Folha de São Paulo
O tradicional jornal “Folha de São Paulo” destaca hoje, na sua manchete de capa, que “o Conselho Nacional de Justiça está julgando o pedido de anulação das promoções de 17 juízes ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Minas, entre 2006 e 2009”.
De acordo com a Anamages (Associação Nacional dos Magistrados Estaduais), “o tribunal privilegiou parentes de desembargadores e ex-dirigentes de outra entidade de classe em detrimento de juízes mais antigos”.
A ação afirma que, “além de não observar critérios como antiguidade e produtividade, as decisões não foram publicadas em edital”, ferindo os Princípios da Administração Pública.
A reportagem da “Folha de São Paulo”, afirma que, “entre os promovidos estão Nelson Missais, atual secretário-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros, e Doorgal Andrada, ex-vice-presidente da entidade”.
Missais vê uma "trama" da Anamages e diz que o órgão "não tem credibilidade e legitimidade para questionar promoções".
Por sua vez, Andrada diz que “aquilo que o CNJ decidir, eu vou aplaudir".
O Tribunal de Justiça de Minas informou que "vai aguardar a decisão do CNJ e cumprir o que for determinado".
BREVE COMENTÁRIO:
E AINDA DIZEM QUE NO PODER JUDICIÁRIO NÃO EXISTEM MAZELAS. POR ISSO QUE APOIO A AÇÃO DA MINISTRA ELIANA CALMON DO CNJ.
CORRUPÇÃO EXISTE EM TODOS OS LUGARES, E O PODER JUDICIÁRIO NÃO ESTÁ ISENTO DISSO. POR ISSO QUE ELA AFIRMOU QUE EXISTIAM “BANDIDOS DE TOGA”.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2012
Juros (encargos financeiros) de cartão de crédito de lojas podem passar de 1000% ao ano
Cartões de crédito emitidos por redes varejistas podem ter juros de mais de 1.000% ao ano, caso o consumidor não pague o valor total da fatura.
É o caso do cartão Ibi Cred, que pertence a Rede de Departamentos C&A.
Aos encargos financeiros cobrados por esse cartão são extorsivos e abusivos.
Em geral, os consumidores estão pagando encargos financeiros em tono de 270% ao ano, considerado o maior da América latina e um dos maiores do mundo.
Há dois tipos de cartões para essa modalidade. O private label é ligado a uma loja ou supermercado e só pode ser usado na empresa emissora.
Já os híbridos, também são ligados a uma loja, podem ser usados em qualquer estabelecimento.
No entanto, na prática, os dois cartões têm juros maiores.
A situação se complica mais quando o cliente entra no rotativo. “É como se uma pessoa que não tem dinheiro suficiente para comprar uma geladeira comprasse logo 11 delas”, diz Adriano Gomes, professor de finanças.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito, 25% dos consumidores brasileiros pagam suas contas no rotativo, sujeitando-se a juros altíssimos.
OS DESASTRES SE REPETEM
Artigo publicado originariamente em 8/01/2012 em O Jornal/AL
Alder Flores, Advogado, Químico e Auditor Ambiental.
Mais uma vez constato a notícia de ocorrências de situações de desastres em alguns municípios brasileiros.
É cediço que esta situação se repete a cada ano, nos períodos invernosos ou não. No entanto, mesmo assim os governantes e seus auxiliares sempre repetem a mesma conversa fiada, “vamos mapear as áreas de risco, de instabilidade, estabelecer isso ou aquilo e disponibilizar os recursos necessários, etc.”.
No entanto, pouco se faz ou não se faz nada e os desastres anunciados se repetem. O desastre pode ser entendido como o resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre certa população vulnerável, causando danos humanos, materiais e ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais.
O surgimento de áreas criticas decorrentes de fenômenos naturais está relacionado quase sempre à instabilidade geomorfológica sob precipitações pluviométricas anormais e os estudos desenvolvidos a nível de diagnóstico, de acordo com as diferentes área de conhecimento, devem ter o objetivo da clara identificação desses fenômenos e de suas causas.
As áreas geologicamente inadequadas, sujeitas a deslizamentos requerem um levantamento específico, fundamental para evitar ocupações de risco. Os especialistas recomendam especial atenção para a identificação das tendências de expansão dos agrupamentos populacionais nas áreas dos municípios a fim de identificar os possíveis riscos e antecipar as soluções.
Muitas vezes as ocorrências de desastres são ocasionadas por ações antrópicas continuamente produzidas nos contextos sociais, construindo gradativamente o cenário no qual os desastres vão ocorrer. Portanto, se mostra necessário que ocorram mudanças estruturais e de gestão nas políticas públicas e que as mesmas se mostrem adequadas para eliminá-los ou minimizá-los.
A prática tem demonstrado que somente incorporando o tema dos desastres nas políticas e nos programas de redução da pobreza, governabilidade, estratégias ambientais e outras áreas de desenvolvimento sustentável, podem-se incidir positivamente nos fatores que incrementam a vulnerabilidade a estas ocorrências.
Ainda hoje se vê no estado brasileiro que o gerenciamento dos desastres está ainda concentrado nas ações de respostas após o impacto do evento, sustentadas no socorro e na assistência as pessoas atingidas. Isto é coisa do passado. As ações da gestão dos desastres tem que ser vista através de um processo de prevenção, preparação, resposta e reconstrução, e essas etapas compreendem o gerenciamento de riscos e de desastres, implicando em um processo relacionado com o planejamento, com a organização, com o controle de recursos, dos riscos e das vulnerabilidades.
Assim sendo, a prevenção dos desastres agrega-se a promoção de qualidade de vida de forma ampla e integral, sem permitir, com isso, que as responsabilidades se percam em discursos políticos inflamados de saber, mais esvaziados de poder e fazer.
Cartões de crédito emitidos por redes varejistas podem ter juros de mais de 1.000% ao ano, caso o consumidor não pague o valor total da fatura.
É o caso do cartão Ibi Cred, que pertence a Rede de Departamentos C&A.
Aos encargos financeiros cobrados por esse cartão são extorsivos e abusivos.
Em geral, os consumidores estão pagando encargos financeiros em tono de 270% ao ano, considerado o maior da América latina e um dos maiores do mundo.
Há dois tipos de cartões para essa modalidade. O private label é ligado a uma loja ou supermercado e só pode ser usado na empresa emissora.
Já os híbridos, também são ligados a uma loja, podem ser usados em qualquer estabelecimento.
No entanto, na prática, os dois cartões têm juros maiores.
A situação se complica mais quando o cliente entra no rotativo. “É como se uma pessoa que não tem dinheiro suficiente para comprar uma geladeira comprasse logo 11 delas”, diz Adriano Gomes, professor de finanças.
Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito, 25% dos consumidores brasileiros pagam suas contas no rotativo, sujeitando-se a juros altíssimos.
OS DESASTRES SE REPETEM
Artigo publicado originariamente em 8/01/2012 em O Jornal/AL
Alder Flores, Advogado, Químico e Auditor Ambiental.
Mais uma vez constato a notícia de ocorrências de situações de desastres em alguns municípios brasileiros.
É cediço que esta situação se repete a cada ano, nos períodos invernosos ou não. No entanto, mesmo assim os governantes e seus auxiliares sempre repetem a mesma conversa fiada, “vamos mapear as áreas de risco, de instabilidade, estabelecer isso ou aquilo e disponibilizar os recursos necessários, etc.”.
No entanto, pouco se faz ou não se faz nada e os desastres anunciados se repetem. O desastre pode ser entendido como o resultado de eventos adversos, naturais ou provocados pelo homem, sobre certa população vulnerável, causando danos humanos, materiais e ambientais e consequentes prejuízos econômicos e sociais.
O surgimento de áreas criticas decorrentes de fenômenos naturais está relacionado quase sempre à instabilidade geomorfológica sob precipitações pluviométricas anormais e os estudos desenvolvidos a nível de diagnóstico, de acordo com as diferentes área de conhecimento, devem ter o objetivo da clara identificação desses fenômenos e de suas causas.
As áreas geologicamente inadequadas, sujeitas a deslizamentos requerem um levantamento específico, fundamental para evitar ocupações de risco. Os especialistas recomendam especial atenção para a identificação das tendências de expansão dos agrupamentos populacionais nas áreas dos municípios a fim de identificar os possíveis riscos e antecipar as soluções.
Muitas vezes as ocorrências de desastres são ocasionadas por ações antrópicas continuamente produzidas nos contextos sociais, construindo gradativamente o cenário no qual os desastres vão ocorrer. Portanto, se mostra necessário que ocorram mudanças estruturais e de gestão nas políticas públicas e que as mesmas se mostrem adequadas para eliminá-los ou minimizá-los.
A prática tem demonstrado que somente incorporando o tema dos desastres nas políticas e nos programas de redução da pobreza, governabilidade, estratégias ambientais e outras áreas de desenvolvimento sustentável, podem-se incidir positivamente nos fatores que incrementam a vulnerabilidade a estas ocorrências.
Ainda hoje se vê no estado brasileiro que o gerenciamento dos desastres está ainda concentrado nas ações de respostas após o impacto do evento, sustentadas no socorro e na assistência as pessoas atingidas. Isto é coisa do passado. As ações da gestão dos desastres tem que ser vista através de um processo de prevenção, preparação, resposta e reconstrução, e essas etapas compreendem o gerenciamento de riscos e de desastres, implicando em um processo relacionado com o planejamento, com a organização, com o controle de recursos, dos riscos e das vulnerabilidades.
Assim sendo, a prevenção dos desastres agrega-se a promoção de qualidade de vida de forma ampla e integral, sem permitir, com isso, que as responsabilidades se percam em discursos políticos inflamados de saber, mais esvaziados de poder e fazer.
domingo, 8 de janeiro de 2012
O Descontentamento contra o senador Renan Calheiros
Jornalista Roberto Ramalho com Correio Braziliense
O jornal Correio Braziliense desse domingo (08.01.12) informa que um grupo de peemedebistas acusa o líder Renan Calheiros (PMDB-AL) de autoritarismo e cobra participação nas decisões da bancada comandada pelo alagoano. Inconformados por não participarem das principais decisões políticas orquestradas pelo líder do PMDB no Senado.
Segundo o jornal do Distrito Federal, integrantes do grupo dos descontentes — também conhecido como G-8 — tentam limitar o poder de manobra do colega na Casa. O movimento daqueles que cobram maior democracia na bancada começou a ganhar forma na última semana de atividades do Congresso, antes do recesso legislativo, em dezembro do ano passado.
Segundo o Correio Braziliense, após reunião de bancada feita no gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que contou com a presença do líder, ficou decidido que, a partir de fevereiro, todas as decisões tomadas por Renan deverão passar por uma votação prévia. Entra na lista de reivindicação dos insatisfeitos questões como a escolha dos indicados para as comissões temáticas da Casa ou as relatorias de projetos de interesse dos senadores. "A forma colegiada divide a responsabilidade, estimulando o debate dentro do partido, e amplia a democracia interna, que não estava havendo", explicou ao jornal o senador Ricardo Ferraço (ES).
De acordo com o tradicional jornal de Brasília, o estopim do racha entre os grupos veio à tona logo após Renan indicar para a segunda-vice presidência do Senado o colega Waldemir Moka (MS). O peemedebista assumiu a cadeira no lugar de Wilson Santiago (PB), que deixou o posto de senador após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a vaga era de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), barrado inicialmente pela Lei da Ficha Limpa. No entendimento do Supremo, as regras de inelegibilidade previstas na lei não valem para o último pleito, realizado em outubro de 2010.
Informa ainda o Correio Braziliense, que na análise de alguns integrantes do grupo de insatisfeitos, o convite de Renan a Moka foi estratégico, uma vez que o colega também era considerado, até então, integrante da banda dos descontentes. "O problema não foi à indicação do Moka em si, que é uma pessoa admirável e reúne capacidades para o posto. O problema é que ficamos sabendo da indicação pelos jornais", queixou-se Ricardo Ferraço. "Não acho que indicar seja alguma forma de crime, mas não vamos mais aceitar essa ideia de uma indicação da qual não fazemos parte", endossou Roberto Requião (PMDB-PR).
Reforço
Apesar da tentativa de diluir o poder de Renan, o senador terá o apoio reforçado, com a chegada de Jader Barbalho (PA). Jader tomou posse no mês passado, em pleno período de férias. O paraense assumiu o posto no lugar de Marinor Brito (PSol-PA). Assim como Cássio Cunha Lima, o político maranhense foi beneficiado pela decisão do STF sobre a Lei da Ficha Limpa. Embora seja considerado de perfil independente, Jader chega para somar ao grupo comandado por Sarney e Renan. Antes mesmo de tomar posse, ele já transitava ao lado dos dois caciques do PMDB nas celebrações de fim de ano em Brasília.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO
ESSE CIDADÃO NÃO ME ENGANA NÃO. QUANDO ESTAVA INICIANDO MEU CURSO DE DIREITO NA UFAL, EM MEADOS DE 1979, NO FINAL DA DITADURA MILITAR, VÍ O SENHOR RENAN CALHEIROS VESTIDO COM CALÇA JEANS SURRDA, CAMISA SIMPLES, UMA BOLSA A TIRA-COLO E CALÇADO DE UMA SANDÁLIA DE PNEU.
HOJE, ALÉM DE TODO PODEROSO E ARROGANTE, ESTÁ MUITO RICO E NÃO SABE QUEM APOIAR, POIS UMA HORA ESTÁ ALIADO AO GOVERNADOR TEOTONIO VILELA, E OUTRO, AO EX-GOVERNADOR RONALDO LESSA.
O VELHO MDB E AGORA PMDB, QUE COMBATERAM A DITADURA MILITAR E O AUTORITARISMO, DEPOIS QUE ACABOU O REGIME DE EXCEÇÃO, SÓ FOI GOVERNO, PARTICIPANDO DIRETAMENTE DA ADMINISTRAÇÃO DE JOSÉ SARNEY, QUE SUBSTITUIU TANCREDO NEVES, QUE NÃO PODE ASSUMIR POR MOTIVOS DE DOENÇA, PARTICIPOU DO GOVERNO DE FHC, E AGORA ESTÁ ALIADO AO PT.
É UM PARTIDO SEM PRINCÍPIOS, IDÉIAS, PROGRAMAS, AÇÕES, E SOBRETUDO, NÃO TEM ÉTICA.
Jornalista Roberto Ramalho com Correio Braziliense
O jornal Correio Braziliense desse domingo (08.01.12) informa que um grupo de peemedebistas acusa o líder Renan Calheiros (PMDB-AL) de autoritarismo e cobra participação nas decisões da bancada comandada pelo alagoano. Inconformados por não participarem das principais decisões políticas orquestradas pelo líder do PMDB no Senado.
Segundo o jornal do Distrito Federal, integrantes do grupo dos descontentes — também conhecido como G-8 — tentam limitar o poder de manobra do colega na Casa. O movimento daqueles que cobram maior democracia na bancada começou a ganhar forma na última semana de atividades do Congresso, antes do recesso legislativo, em dezembro do ano passado.
Segundo o Correio Braziliense, após reunião de bancada feita no gabinete do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que contou com a presença do líder, ficou decidido que, a partir de fevereiro, todas as decisões tomadas por Renan deverão passar por uma votação prévia. Entra na lista de reivindicação dos insatisfeitos questões como a escolha dos indicados para as comissões temáticas da Casa ou as relatorias de projetos de interesse dos senadores. "A forma colegiada divide a responsabilidade, estimulando o debate dentro do partido, e amplia a democracia interna, que não estava havendo", explicou ao jornal o senador Ricardo Ferraço (ES).
De acordo com o tradicional jornal de Brasília, o estopim do racha entre os grupos veio à tona logo após Renan indicar para a segunda-vice presidência do Senado o colega Waldemir Moka (MS). O peemedebista assumiu a cadeira no lugar de Wilson Santiago (PB), que deixou o posto de senador após o Supremo Tribunal Federal (STF) decidir que a vaga era de Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), barrado inicialmente pela Lei da Ficha Limpa. No entendimento do Supremo, as regras de inelegibilidade previstas na lei não valem para o último pleito, realizado em outubro de 2010.
Informa ainda o Correio Braziliense, que na análise de alguns integrantes do grupo de insatisfeitos, o convite de Renan a Moka foi estratégico, uma vez que o colega também era considerado, até então, integrante da banda dos descontentes. "O problema não foi à indicação do Moka em si, que é uma pessoa admirável e reúne capacidades para o posto. O problema é que ficamos sabendo da indicação pelos jornais", queixou-se Ricardo Ferraço. "Não acho que indicar seja alguma forma de crime, mas não vamos mais aceitar essa ideia de uma indicação da qual não fazemos parte", endossou Roberto Requião (PMDB-PR).
Reforço
Apesar da tentativa de diluir o poder de Renan, o senador terá o apoio reforçado, com a chegada de Jader Barbalho (PA). Jader tomou posse no mês passado, em pleno período de férias. O paraense assumiu o posto no lugar de Marinor Brito (PSol-PA). Assim como Cássio Cunha Lima, o político maranhense foi beneficiado pela decisão do STF sobre a Lei da Ficha Limpa. Embora seja considerado de perfil independente, Jader chega para somar ao grupo comandado por Sarney e Renan. Antes mesmo de tomar posse, ele já transitava ao lado dos dois caciques do PMDB nas celebrações de fim de ano em Brasília.
COMENTÁRIO DE ROBERTO RAMALHO
ESSE CIDADÃO NÃO ME ENGANA NÃO. QUANDO ESTAVA INICIANDO MEU CURSO DE DIREITO NA UFAL, EM MEADOS DE 1979, NO FINAL DA DITADURA MILITAR, VÍ O SENHOR RENAN CALHEIROS VESTIDO COM CALÇA JEANS SURRDA, CAMISA SIMPLES, UMA BOLSA A TIRA-COLO E CALÇADO DE UMA SANDÁLIA DE PNEU.
HOJE, ALÉM DE TODO PODEROSO E ARROGANTE, ESTÁ MUITO RICO E NÃO SABE QUEM APOIAR, POIS UMA HORA ESTÁ ALIADO AO GOVERNADOR TEOTONIO VILELA, E OUTRO, AO EX-GOVERNADOR RONALDO LESSA.
O VELHO MDB E AGORA PMDB, QUE COMBATERAM A DITADURA MILITAR E O AUTORITARISMO, DEPOIS QUE ACABOU O REGIME DE EXCEÇÃO, SÓ FOI GOVERNO, PARTICIPANDO DIRETAMENTE DA ADMINISTRAÇÃO DE JOSÉ SARNEY, QUE SUBSTITUIU TANCREDO NEVES, QUE NÃO PODE ASSUMIR POR MOTIVOS DE DOENÇA, PARTICIPOU DO GOVERNO DE FHC, E AGORA ESTÁ ALIADO AO PT.
É UM PARTIDO SEM PRINCÍPIOS, IDÉIAS, PROGRAMAS, AÇÕES, E SOBRETUDO, NÃO TEM ÉTICA.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Polícia Militar de São Paulo dispersará morador de rua contra o Crack
Roberto Ramalho é advogado, jornalista, blogueiro e articulista de várias sites importantes em todo o Brasil
O jornal Folha de São paulo dessa sexta-feira (06.01.12) afirma que a Polícia Militar vai dispersar grupos de moradores de rua da região central de São Paulo para tentar acabar com o consumo de crack.
De acordo com o conceituado jornal paulista, o comandante-geral, Álvaro Camilo, disse que o objetivo é evitar o surgimento de novas áreas livres para consumo e venda de drogas.
Os policiais abordarão os grupos quando depararem com eles ou forem solicitados por moradores
.
COMENTÁRIO;
APOIO TOTALMENTE A AÇÃO DA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO. PARA COMBATER A DISSEMINAÇÃO DO CRACK, O ESTADO TEM QUE SE VALER DE TODOS OS MEIOS E RECURSOS QUE A CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988 E O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO LHE OFERECEM.
E CONTRA O TRAFICO DE DROGAS A ÚNICA LINGUAGEM PARA OS TRAFICANTES É A VIOLÊNCIA NA SUA FORMA MAIS BRUTA, SEM LAPIDAÇÕES.
CHEGA DE DEMAGOGIA. PARABÉNS A HONROSA POLÍCIA MILITAR DE SÃO PAULO.
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