segunda-feira, 26 de dezembro de 2011


Entrevista com Barry McGaw, um dos criadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa)

Roberto Ramalho com O Estado de São Paulo

Especialista recomenda a redução do impacto das diferentes origens sociais dos alunos no aprendizado. Um bom currículo escolar deve conter, de forma geral e objetiva, os direitos de aprendizagem dos estudantes, deixando a organização de todo esse processo para os professores e as escolas. É essa a concepção de currículo do especialista no assunto Barry McGaw, ex-membro da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e um dos criadores do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), prova aplicada a cada três anos que fornece dados sobre os sistemas educacionais de 65 países. Ele concedeu uma entrevista especial ao O Estado de S. Paulo – 26.12.2011

Hoje, McGaw se dedica à discussão do currículo australiano. De acordo com o especialista, conforme as diretrizes são implementadas, a Austrália vai precisar de programas de desenvolvimento profissional para os professores. O país também aumentou a carga horária de matemática nos anos iniciais da escolaridade, observando as boas experiências de países como Finlândia e Cingapura, e também deve colocar na grade mais conteúdos de ciências e história.

McGaw esteve no Brasil há um mês, em evento da Fundação Itaú Social, justamente no momento em que o Ministério de Educação (MEC) discute a implementação de uma base curricular comum no País. Abaixo, leia trechos da entrevista que ele deu ao O Estado de São Paulo.

Que benefícios a criação do Pisa trouxe à educação, numa perspectiva global?

Ele nos deu uma discussão muito mais informada dos sistemas de educação nacionais, bem como das comparações entre os países. A evidência que ele nos deu de que alguns países alcançaram altos níveis de qualidade e de equidade simultaneamente tem sido muito influente na discussão da reforma educacional da Austrália.

Em que pontos o Pisa precisa melhorar?

O Pisa está adicionando novos domínios. Nós testamos a resolução de problemas na segunda edição da prova, em 2003. A colaboração na resolução deles está sendo considerada para o Pisa 2015.

Quais são os pontos fortes e os fracos do teste?

Os testes do Pisa avaliam a capacidade de os estudantes usarem o que aprenderam, e não simplesmente se eles aprenderam alguma coisa. Essa é a grande força da avaliação. Seria bom se tivéssemos mais perguntas abertas e menos questões de múltipla escolha. Os funcionários técnicos geralmente querem isso também, mas os funcionários responsáveis pelo orçamento querem mais itens de múltipla escolha, porque que isso mantém baixos os custos da prova. No final, o Pisa acaba sendo um equilíbrio saudável dessas duas considerações.

É possível incluir outros países na avaliação?

O Pisa começou como um programa para os então 29 países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Mas, mesmo na primeira edição do Pisa, em 2000, havia países de fora da OCDE, além de um grupo que utilizou os testes mais ou menos um ano mais tarde, o que chamamos Pisa Plus. Portanto, havia 42 países na primeira edição da avaliação se incluirmos o Pisa Plus. No Pisa 2009, acho que foram 57. Não sei quantos deverão ser incluídos no Pisa 2012.

O Brasil foi um dos países com o maior avanço no ranking do último Pisa. No entanto, continuamos nas últimas posições. Como resolver isso?

Eu acho que a melhoria do Brasil é muito encorajadora. Não é apenas rankings que você deve olhar. Você deve observar como seus alunos melhoram nas habilidades que as escalas do exame medem. Se os outros países também melhorarem, sua posição no ranking pode não mudar muito, mas você ainda estaria melhorando.

Avaliações nos dão um bom diagnóstico dos sistemas educacionais, mas nem sempre revelam a realidade de dentro da escola - especialmente em países com graves desigualdades sociais, como é o caso no Brasil. É justo comparar escolas em condições tão diferentes? Os resultados dos testes - como o Pisa - não escondem essas disparidades? Como lidar com isso?

Há maneiras de fazer comparações justas entre as escolas. Na Austrália, no site My School, comparamos as escolas diretamente, mas apenas com outras escolas que tenham alunos semelhantes. Existem diferenças marcantes entre as escolas quando elas são comparadas dessa forma, e as escolas com os desempenhos mais baixos não podem dizer que esse é o resultado dos alunos com os quais elas lidam, porque os outros colégios da comparação têm alunos semelhantes. Também publicamos os fundos que cada escola tem para gastar com os alunos. Divulgamos essa informação pela primeira vez neste ano e ela está proporcionando um embasamento melhor para a discussão sobre os níveis de recursos financeiros para as escolas do governo.
Quais os países que o sr.destacaria como referência educacional?

A Finlândia é um nação em que muitas pessoas estão interessadas, mas é difícil vê-la como um modelo específico para o Brasil. Ela é pequena. Tem um corpo docente muito bem visto e muito qualificado. É, por exemplo, mais difícil de entrar num curso de formação de professores que no curso de Medicina na Finlândia. Já o rápido desenvolvimento dos países da Ásia oriental valeria a pena considerar. Cerca de quatro décadas atrás, eles tinham níveis de desenvolvimento semelhantes aos dos países da América do Sul, mas eles evoluíram muito rapidamente. Um dos fatores que levou a isso foi o grande valor que as populações dessas nações dão à educação. Em casos como o de Cingapura e, em certa medida, o da Coreia do Sul, isso ocorreu porque eles reconheceram que seu povo era o seu melhor recurso. Ao contrário da Austrália, eles não têm grandes quantidades de minerais que poderiam cavar e vender não transformados.

Quais as melhores e as piores características desses sistemas?

O ponto positivo é o alto valor que eles dão à educação, mas isso pode levar a uma pressão desproporcional sobre as crianças, por meio de um sistema altamente competitivo, com muitas delas passando horas excessivas fora da escola em aulas adicionais. A Finlândia se destaca pelo fato de que seus estudantes passam menos tempo na escola, não ingressam antes dos 7 anos e não gastam tantas horas na escola a cada ano. E os sistema finlandês vai muito bem assim. É claramente muito eficiente na realização dos seus ótimos resultados.

O que o sr. pensa de sistemas competitivos como o da Coreia do Sul?

Acho que o sistema coloca muita pressão sobre os alunos. Uma vez perguntei, em uma conferência na Correia do Sul, se eles achavam que eles estavam negando a infância a seus filhos. Uma boa parte dos participantes sul-coreanos tinha as mesmas preocupações.

O que é um bom currículo?

Aquele que estabelece claramente o que os alunos têm direito a aprender, mas que não é demasiado prescritivo sobre como a aprendizagem dos alunos deve ser organizada. Isso deve ser deixado para os professores e as escolas, a menos que não estejam suficientemente bem preparados para isso.

Na sua opinião, como o currículo deve ser construído?

O processo exige equipes de especialistas, mas exigem também amplas consultas sobre as primeiras versões do currículo.

O sr. é a favor de que os países tenham currículo único?

Isso depende do quão grande e diversificado é o país. Mas sou a favor de um currículo único para a Austrália, que tem apenas 23 milhões de pessoas. Na década de 1970, tivemos um movimento baseado nas escolas para permitir a variação no currículo, para refletir características locais. Um dos resultados foi que, para as crianças que residiam em regiões onde a classe trabalhadora morava, foi oferecido, por professores de classe média, um currículo menos exigente. Eles achavam que isso era bom para aquelas crianças - mas certamente não para seus filhos, que estavam seguros em escolas de classe média, com altas expectativas de aprendizagem.

Com um currículo único, como fica a autonomia da escola?

A maneira de dar às escolas autonomia é desenvolver um currículo que estabeleça "direitos de aprendizagem" para os estudantes (conhecimentos, compreensão e habilidades que todos devem ter a oportunidade de desenvolver), mas sem especificar como a aprendizagem deles deve ser organizada.

Quais são os principais fatores por trás de um bom sistema educativo?

A qualidade da aprendizagem dos alunos é o critério mais óbvio. Equidade é outra. Não podemos esperar - nem devemos desejar - que todos os alunos sejam iguais. O que podemos fazer é reduzir o impacto das diferenças das origens sociais dos alunos nas diferenças da qualidade da aprendizagem deles. No Pisa, temos visto alguns países - com Finlândia e Coreia - fazerem isso e obterem médias altas.

Entrevistas como essa, você só toma conhecimento aqui no Blog ditoconceito.blogspot.com

domingo, 25 de dezembro de 2011

Governo cubano anuncia a libertação de cerca de três mil prisioneiros num “gesto de boa vontade”

Roberto Ramalho é jornalista

A rede de televisão e rádio britânica BBC informa que Raúl Castro anunciou a libertação de presos políticos, muitos do que estão sendo libertados são doentes, idosos ou mulheres, de acordo com as autoridades
Segundo a BBC o Conselho de Estado cubano, que governa o país, disse que a decisão foi um “gesto de boa vontade” depois de receber inúmeros pedidos de parentes e instituições religiosas. Muitos do que estão sendo libertados são doentes, idosos ou mulheres, de acordo com as autoridades.

Porém, o americano Alan Gross, condenado por crimes contra o Estado, não é um dos libertados pelo governo cubano.

De acordo com a vice-ministra de Relações Internacionais de Cuba, Josefina Vidal, em entrevista à agência de notícias Associated Press o americano, que cumpre pena de 15 anos em uma cadeia cubana por distribuir equipamentos ilegais de comunicação para a ilha comunista, “não está na lista”. A recusa de Havana em libertá-lo causou mais um estremecimento nas relações do país com os Estados Unidos.

O anuncio da libertação dos prisioneiros se deu na Assembléia Nacional nesta sexta-feira, quando o presidente cubano, Raúl Castro fez o pronunciamento. Ele disse que 86 prisioneiros estrangeiros de 25 países seriam soltos e que os diplomatas destes países seriam notificados em seguida.

O presidente também falou sobre a visita iminente do papa Bento 16 como uma das razões para a anistia, dizendo que a atitude humanitária mostra a força de Cuba. Oficiais do governo dizem que algumas pessoas condenadas por crimes contra “a segurança de Estado” também serão libertadas.

Segundo a agência de notícias Prensa Latina. “Todos eles completaram uma parte importante de suas sentenças e mostraram bom comportamento”, com base num comunicado oficial.

Entretanto, as autoridades cubanas ressaltaram que os condenados por crimes sérios como assassinato, espionagem e tráfico de drogas não serão anistiados.
No último mês de julho, o presidente Raul Castro concordou, após conversas com a Igreja Católica, em libertar 52 dissidentes presos desde 2003. As prisões em massa daquele ano, que ficaram conhecidas como a Primavera Negra de Cuba, foram condenadas internacionalmente. Por conta desse fato, a União Europeia cancelou a cooperação com a ilha, que só foi retomada em 2008. Cuba nega a manutenção de prisioneiros políticos, dizendo que eles são mercenários pagos pelos Estados Unidos para desestabilizar o governo.

COMENTÁRIO;

CUBA NÃO PASSA DE UMA DITADURA E QUER SE PASSAR DE BOAZINHA COM A IMINENTE VISITA DO PAPA BENTO 16.

RECONHEÇO QUE EM MATÉRIA DE SAÚDE E EDUCAÇÃO CUBA DEU UM SALTO EXTRAORDINÁRIO, COISA QUE O BRASIL AINDA NÃO ALCANÇOU EM TERMOS DE SAUDE PÚBLICA.

MAS O REGIME PRECISA FAZER MAIS CONCESSÕES E PERMITIR A LIBERDADE DE EXPRESSÃO, DE OPINIÃO, E DE PENSAMENTO.

ALÉM DISSO, PERMITIR A ENTRADA DE EMPRESAS ESTRANGEIRAS VISANDO DESENVOLVER O PAÍS.

sábado, 24 de dezembro de 2011



Roberto Ramalho é jornalista e pesquisador

O nascimento de Jesus Cristo aconteceu numa Belém mais ao norte, bem perto de Nazaré, onde o Novo Testamento conta que Jesus passou a infância, e não onde afirma o povo judeu hoje.

A tese é baseada em dados históricos, citações do Antigo e Novo Testamentos e mais de dez anos de escavações realizadas pelo arqueólogo israelense, Aviram Oshri.

O arqueólogo está convicto e totalmente convencido de que Jesus nasceu em Belém da Galileia, e não em Belém da Judeia (ou Zebulun).

Porém, a versão tradicional é outra. Segundo o Evangelho de Mateus, grávida de nove meses, Maria viajou montada em um burro de Nazaré, na Galileia, até Belém, onde Jesus teria nascido.

Disse o arqueólogo: "Se ela percorresse mesmo essa distância (100 km) teria dado à luz muito antes", conclui Oshri.

"Faz muito mais sentido que a Belém do nascimento seja a da Galileia, que fica a apenas 7 km de Nazaré”, afirma com segurança o arqueólogo.

Historiadores do cristianismo sugerem que os autores do Evangelho trocaram as Beléns para associar Jesus ao rei David, que vinha da Judeia. Ele e Cristo teriam a mesma linhagem familiar, segundo as escrituras hebraicas.



Roberto Ramalho é jornalista e articulista de inúmeros sites em todo o Brasil

O Governo do Estado de Alagoas, no seu site oficial de notícias, o Agência Alagoas informa que o Estaleiro Eisa voltará a negociar a construção de navios com a Petrobras.

O Governo do Estado informou nesta quinta (22) que o estaleiro voltou a disputar construção de navios-sonda.

O pronunciamento foi feito pelo secretário de Estado do Planejamento e do Desenvolvimento Econômico, Luiz Otavio Gomes, que informou ao governador Teotonio Vilela nesta quinta-feira (22), em Arapiraca, estar bastante esperançoso com mais uma etapa vencida para a contratação, pela Petrobras, da construção de cinco navios-sonda pelo estaleiro Eisa Alagoas.

Segundo informou o secretário, a operação será executada em parceria com o grupo Ocean Rig. Disse ele: “Já foram vencidas as etapas jurídica e técnica. Agora o Grupo Sinergy volta ao páreo para negociação de preço máximo estabelecido pela Petrobras por unidade”, conclui Luiz Otavio.

Assim que recebeu a informação, durante evento em Arapiraca, o governador Teotonio Vilela anunciou que o Eisa Alagoas volta ao páreo na negociação para a construção de navios para a Petrobras.

COMENTÁRIO:

Há, há, há. Querem nos fazer de idiotas. Como é que o estaleiro pode concorrer com outros interessados se sequer ainda foi concedida a licença ambiental definitiva?

Conta outra governador Teo Vilela. Isso é uma desmoralização para Alagoas. Só poderemos construir navios, caso vençamos a concorrência, se o IBAMA autorizar construção no Pontal do Coruripe.

O Estaleiro não existe! É fruto do seu pensamento egocêntrico governador.

Primeiro consiga a licença ambiental definitiva para depois poder comemorar.

Pare de mentir, governador! Isso é muito feio!

A crise da Justiça se agrava 

Editorial de O Estado de S. Paulo - 23/12/2011

Tão grave quanto a suspensão do poder do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de investigar juízes acusados de irregularidades, tomada em caráter liminar pelo ministro Marco Aurélio Mello, foi a liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski proibindo a Corregedoria Nacional de Justiça de quebrar o sigilo fiscal e bancário de juízes. Tomadas no mesmo dia, as duas decisões obrigam o órgão responsável pelo controle externo do Judiciário a interromper as investigações sobre movimentações financeiras suspeitas em várias cortes - inclusive a maior delas, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), onde 17 desembargadores teriam recebido irregularmente R$ 17 milhões, por conta de antigos passivos salariais.

Tendo pertencido durante anos ao TJSP, Lewandowski foi um dos magistrados beneficiados por esses pagamentos. Deste modo, ao conceder liminar suspendendo a devassa que vinha sendo feita nessa Corte pelo CNJ, ele interferiu em causa na qual está envolvido. Por meio de sua assessoria, o ministro disse que não se considerou impedido de julgar o caso, apesar de ter recebido os pagamentos que a CNJ considera suspeitos, porque não era o relator do processo.

Em nota, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) apoiou Lewandowski, alegando que ele agiu "no cumprimento de seu dever legal e no exercício de suas competências constitucionais". Para o ministro Cezar Peluso, Lewandowski não tinha motivos para se declarar impedido de julgar a liminar solicitada pela Associação de Magistrados Brasileiros, cujo presidente - Nelson Calandra - é desembargador no TJSP. O ministro Peluso, oriundo do TJSP, é um dos beneficiários dos pagamentos considerados suspeitos pela Corregedoria Nacional de Justiça. Segundo a jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, ele teria recebido R$ 700 mil, em 2010.

Para Peluso, os ministros do STF não estão impedidos de julgar ações sobre o tema, uma vez que não se sujeitam ao CNJ. Em resposta, a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, alegou que não estava investigando ministros da mais alta Corte do País, mas somente os critérios utilizados pelo TJSP nos pagamentos de passivos trabalhistas. "As folhas de pagamento examinadas foram as de 2009 e 2010, quando os ministros Peluso e Lewandowski já não faziam mais parte da Justiça paulista", disse ela.

Os passivos trabalhistas do TJSP decorrem do efeito cascata causado pela aplicação indiscriminada do princípio da isonomia. O problema começou há duas décadas, quando a magistratura - invocando paridade funcional entre o Legislativo e o Judiciário - passou a reivindicar o auxílio-moradia que era pago somente a deputados e senadores.

A discussão demorou anos, os juízes e desembargadores tiveram a pretensão acolhida pela Justiça e a liberação do pagamento ficou condicionada à disponibilidade orçamentária dos tribunais. Como o número de beneficiados era alto e as sobras orçamentárias eram baixas, as quitações tiveram de ser feitas em várias parcelas de pequeno valor. No caso do TJSP, surgiram suspeitas de que os desembargadores mais antigos - que ocuparam os cargos de direção da Corte e dirigem entidades classistas - teriam recebido de uma só vez a quantia a que tinham direito, em detrimento dos demais colegas. A Corte tem 353 desembargadores e, segundo as inspeções da Corregedoria do CNJ, 17 foram privilegiados - o que fere o princípio da impessoalidade assegurado pela Constituição de 88.

Ao esvaziar o poder do CNJ e ao suspender as investigações que a Corregedoria Nacional de Justiça vinha fazendo nas Justiças estaduais, as liminares concedidas pelos ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski agravaram a crise do Poder Judiciário. Para evitar que a crise se aprofunde ainda mais, a Corregedoria Nacional de Justiça - que até agora está se saindo moralmente vencedora nesse embate - tem de enviar os processos disciplinares já abertos contra juízes para as Justiças estaduais, como recomendou o ministro Marco Aurélio, em vez de aguardar o julgamento do recurso que a Advocacia-Geral da União já interpôs contra as liminares concedidas pelo Supremo.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011


Roberto Ramalho é jornalista e advogado

Acusada por associações de magistrados, como a AMB e Ajufe, de quebra de sigilo bancário e fiscal de mais de 200 mil juízes, servidores e seus parentes, a corregedora nacional de Justiça, Eliana Calmon, negou e chamou as entidades de mentirosas.

Segundo Eliana Calmon, por trás da crise no Judiciário está um movimento corporativista para enfraquecer o Conselho Nacional de Justiça.

Disse ela enfaticamente: "Esse é o ovo da serpente".

Eliana Calmon foi a responsável pela deflagração da crise em setembro ao dizer que havia "bandidos de toga" na magistratura.

Logo após as declarações de ontem (22) feitas por Eliana Calmon a toda a imprensa brasileira, associações representativas de magistrados decidiram pedir que o Conselho Nacional de Justiça investigue a corregedora por suspeita de quebra de sigilo de juízes investigados.

Para Eliana Calmon, todavia, essas associações são "maledicentes e mentirosas”.

COMENTÁRIO:
A CORREGEDORA DO CNJ, ELIANA CALMON, TEM TODO O MEU APOIO E SOLIDARIEDADE PARA INVESTIGAR ESSES MAGISTRADOS, QUE SE ACHAM E SE ARROGAM ESTAR ACIMA DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL E DA PRÓPRIA LEI.

PORTANTO, DOUTORA, A SENHORA NÃO ESTÁ SOZINHA NESSA LUTA, E VOU ACOMPANHAR TODO ESSE DESENROLAR CUSTE O QUE CUSTAR, DOA A QUEM DOER. 


Presidente Dilma Roussef fixa salário mínimo de 622,00 reais, que será pago a partir de 1º janeiro de 2012

Roberto Ramalho é jornalista

A presidente Dilma Rousseff assinou decreto nesta sexta-feira fixando em R$ 622,00 o valor do salário mínimo a partir de 1º de janeiro de 2012.

O mínimo atual é de R$ 545,00. O novo valor passará a ser pago a partir de fevereiro, referente ao mês de janeiro.

Em novembro, o Ministério do Planejamento enviou ao Congresso proposta que corrigia o valor do salário mínimo de R$ 545,00 para R$ 622,73.

A expectativa era de que Dilma arredondasse o valor do salário mínimo para R$ 625. No entanto, ela terminou reduzindo o valor para R$ 622,00.