quinta-feira, 8 de dezembro de 2011


Secretária de Estado americana adverte: “ameaça com armas biológicas está crescendo”

Roberto Ramalho é jornalista 

Os Estados Unidos pediram nessa quinta-feira (08.12.11) uma maior cooperação internacional para evitar que grupos terroristas desenvolvam ou usem armas biológicas, uma ameaça que está crescendo, segundo o país.

A secretária americana de Estado, Hillary Clinton, afirmou durante uma conferência global, na Suíça, que os países devem aumentar a capacidade de detectar e de responder a surtos suspeitos de doenças infecciosas que podem ser causadas por patógenos que caíram nas mãos erradas, principalmente de terroristas.

Hillary Clinton disse que a rede terrorista Al Qaeda na Península Arábica instou "os irmãos com formação em microbiologia ou química a desenvolverem uma arma de destruição em massa", para disseminar em países como Os Estados Unidos, por exemplo. 

O tema abordado por Hilary Clinton, se deu durante uma conferência global, na Suíça, que é realizada a cada cinco anos para rever a Convenção de Armas Biológicas.


O pacto proibiu amas biológicas e com toxinas e foi ratificado por 165 países.

MENSAGEM PARA SAMARA FEITOSA E ROBERTA ACIOLI

MAIS UM SUCESSO NAS FAMÍLIAS ACIOLI-RAMALHO-BARRETO-FEITOSA. DEPOIS DA APROVAÇÃO PARA O CURSO DE PSICOLOGIA, DA MINHA ENTEADA, SAMARA FEITOSA, PARA A FITS, AGORA FOI A VEZ DA MINHA FILHA, ROBERTA ACIOLI, SER APROVADA NO VESTIBULAR DE DIREITO DA FACULDADE ITPAC, EM TOCANTINS. PARABÉNS AS DUAS. E QUE POSSAM ATINGIR SEUS OBJETIVOS, SE FORMANDO E COLOCANDO EM PRÁTICA TODA A APRENDIZAGEM ADQUIRIDA DURANTE O CURSO, EXERCENDO AMBAS AS PROFISSÕES QUE ABRAÇARAM, COM ÉTICA, CONHECIMENTO E RESPONSABILIDADE.  UM BEIJÃO NAS DUAS. SINTO MUITO ORGULHO DE VOCÊS, E FECHO O ANO COM CHAVE DE OURO. OBRIGADO, MEU DEUS!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011


Ministério Público Federal de Mato Grosso sugere construção de presídio só para corruptos
Roberto Ramalho com r7 e Jornal da Record News
O Portal r7 e o Jornal da Record News, apresentado pelo ilustre jornalista Heródoto Barbeiro, afirmam que o Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul propõe a construção de presídio só para corruptos, e faz a seguinte pergunta: Você acha que eles devem ficar em cadeia comum ou em prisão especial?
Segundo o Portal r7, o Ministério Público Federal de Mato Grosso do Sul pediu na Justiça Federal a construção de um presídio somente para corruptos, que seria viabilizada pela União.
De acordo com o Portal, a ação visa responder aos apelos da sociedade insatisfeita com os contínuos casos de desvio de dinheiro público.
O Ministério Público Federal (MPF) pede a verba de R$ 12 milhões para a construção deste presídio. Você acha que os corruptos devem ficar em cadeia comum ou em prisão especial? Opine aqui no meu Blog, comentando essa questão levantada.

A inútil emenda do diploma de jornalista

Editorial do jornal O Globo – 07.12.2011

A Constituição brasileira é conhecida pelo excesso de detalhismo. Talvez porque grupos organizados na sociedade sempre busquem incluir na Carta dispositivos de seu interesse, nela há uma quantidade excessiva de temas que poderiam ser regulados por legislação ordinária. Mas, como o objetivo desses grupos é perpetuar benefícios, eles tentam, e à vezes conseguem, a blindagem do texto constitucional, só alterado num ritual de votações sucessivas e quórum qualificado.
Um caso exemplar é a proposta de emenda constitucional patrocinada nos corredores do Congresso por corporações sindicais com raízes no serviço público para restabelecer a obrigatoriedade do diploma de jornalista. Na semana passada, a PEC passou com sucesso pelo primeiro turno de votação no plenário do Senado, por 65 votos a sete, com apoio suprapartidário, sinal da força do lobby. Apenas o PSD fechou questão contra.
Tudo inútil, pois a manobra vai contra decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), tomada em 2009, a partir de recurso impetrado contra posição da Justiça de São Paulo. Tão logo caiu a exigência, grupos de sindicalistas começaram a agir em Brasília para viabilizar a tal PEC.
O fim do diploma veio atender a especificidades do ofício. As redações, que, antes da regulamentação da profissão, em 1969, congregavam talentos de várias formações, tiveram de se renovar limitadas a diplomados.
O julgamento do Supremo que revogou parte do decreto-lei regulamentador, baixado pela ditadura, estabeleceu uma ligação clara entre a exigência do diploma e a limitação à liberdade de expressão e do livre exercício de profissões sem possibilidade de causar prejuízos e danos a terceiros.
É descabida a tramitação da PEC do diploma porque liberdade de expressão e de imprensa é cláusula pétrea da Constituição. Não pode ser revogada, contrariada por qualquer outra lei, tampouco por uma emenda à própria Carta cujo espírito a contrarie.
Com o fim da exigência do diploma, pouco mudou nas redações (ela deixou de vigorar em 2007, por liminar). Apenas as empresas puderam contratar, sem riscos jurídicos, a colaboração de especialistas com outras formações. Nenhuma faculdade, isoladamente, é capaz de formar pessoas em condições de tratar com eficiência da enorme variedade de assuntos abordados pelas redações profissionais, todas há algum tempo multimídia.
Também não alterou a prioridade que as empresas concedem aos diplomados pelas faculdades de comunicação, instruídos no domínio de técnicas que jornais, revistas, rádios, TVs, sites etc. necessitam. Tanto que o perfil de contratação não sofreu alterações substanciais. Sem a reserva de mercado do diploma, as faculdades têm, ainda, estímulo para aperfeiçoar a qualidade do ensino, a fim de facilitar a contratação de profissionais que já são procurados pelos empregadores.
Inútil, pela base legal frágil, a PEC serve apenas para políticos fazerem um gesto a lobistas.

Nota: Comente esse editorial de “O Globo”, sua opinião é muito importante.

Roberto Ramalho é jornalista

Pesquisa feita pela Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, afirma que os homens pensam mais em sexo do que propriamente em se alimentar.

Segundo ainda a pesquisa, eles também pensam mais no assunto do que as mulheres.
Os resultados foram obtidos a partir de entrevistas com 163 mulheres e 120 homens com idade entre 18 a 25 anos, que foram divididos em grupos, tendo sido acompanhados seus pensamentos sobre comer, dormir e fazer sexo.

O estudo avaliou que, o número médio de pensamento dos homens sobre o sexo foi de quase 19 vezes por dia, enquanto esse tipo de pensamento passava cerca de 10 vezes por dia na cabeça das mulheres.

A idéia de comer passa 18 vezes pela mente dos homens, assim como o ato de dormir passa 11 vezes por dia pelos pensamentos deles.

Nos três aspectos, os homens pensam mais sobre o assunto do que as mulheres. As mulheres pensam 15 vezes por dia sobre comer e 8,5 meia sobre dormir.


Iphone começará a ser fabricado no Brasil no próximo dia 16
O iPhone, smartphone da Apple, criação do projetista falecido Steve Jobs, vítimado por um câncer, um dos maiores inventores do Século XXI, começará a ser fabricado no Brasil no próximo dia 16, segundo afirmou o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante.

Já a data para o início da fabricação do tablet iPad no país ainda não foi decidida pela Foxconn (a maior da China), embora a empresa taiwanesa tenha anunciado anteriormente a fabricação do produto para este mês.

Segundo o ministro Aloizio Mercadante, sem a produção local, o tablet da Apple continuará sendo tributado em 36%.

Em outubro, a fabricante havia estimado que produziria os iPads em sua fábrica em Jundiaí, São Paulo, até o final do ano.


Você é um líder ou um chefe? Descubra-se

Betty Costa é jornalista

Chefe tem muitos, mas um líder, verdadeiramente líder, decerto está difícil de encontrar. Inúmeras são as discussões acadêmicas para saber se um líder já nasce ou se faz líder no decorrer do processo. A questão passa, principalmente, pelas faculdades de Administração e Economia de todos os centros de ensino superiores do Brasil e do mundo. Faz-se urgente identificar essa pessoa. Procura-se desesperadamente por esse perfil. A cada dia, seu passe sobe ainda mais, haja vista o aumento da procura e a baixa na oferta. A verdade é que se procura um líder desenfreadamente. Só de observar fica fácil reconhecê-lo. É possível identificá-lo pelas qualidades de comunicativo, criativo, inteligente, contundente, objetivo, ético e, sobretudo, incansável. Sim, essas são características marcantes. Contudo, um “chefe” (termo megaultrapassado, mas que ainda se usa no mercado) também pode apresentar tais talentos. Porém, o que diferencia um líder de um “chefe”, o que o torna singular é o seu espírito de equipe, de humildade e de cooperativismo com os subordinados e demais colegas, sem pedir nada em troca, a nãos ser, claro, o compromisso e a motivação com o trabalho.

No âmbito empresarial e político, a liderança se manifesta, ainda, por outro atributo: a ambição. Não somente por riqueza e poder, mas por prestígio, reconhecimento e autorrealização. É no desejo de fazer mais e melhor que a opção pela liderança começa a se delinear. Colocamos, então, um nível sobre-humano de expectativa, sobre os ombros do eleito, ufa!. Afinal, grande é a esperança de “salvação da pátria”, no profissional que reúna essas peculiaridades. Afinal, aquele que é dotado de tal capacidade deve receber uma parcela maior de responsabilidade. Com isso, está criado o menor e mais solitário espaço do mundo: o topo da pirâmide corporativa. Digo solitário, no sentido de igual talento, mas bastante movimentado, quando se fala em puxa-saquismo e “adoração” ao indivíduo que chega a tal patamar.

Entendemos, que o foco está quase sempre no líder e em seus atributos. O impasse é que muitas vezes esquecemos que essa liderança se faz por meio da equipe e da maneira pela qual o líder administra as complexas relações humanas que permeiam os processos da organização. Isso também se faz mister na identificação da liderança. O líder verdadeiro não quer no seu grupo, colaboradores omissos, puxa-sacos, fofoqueiros, interesseiros (interessados, sim), hipócritas, falsos... isso, nunca. Ele rastreia gente do bem, esforçada, com desejo de crescimento, amigo e transparente. A esses, o líder agrega ao seu time. Time esse que deve ser aguerrido e  persistente.

Ah, é bom também mostrarmos a diferença entre um líder e um gestor, já que apresentamos a sua diferença da chefia.  Acontece que o gestor gerencia resultados e o líder vai além de comandar pessoas, como já vimos. Ele busca liderar comportamentos e atitudes. É o binômio resultados e pessoas que define a essência da missão de um líder. A liderança genuína chega a ser sublime, já que perpassa o mercantilismo e o corporativismo e sela uma relação de amizade, do saber ouvir e falar na hora certa. Ao contrario do que muitos ainda querem crer, as pessoas são lideradas e não geridas. O gerenciado ou gerido são os trãmites profissionais, os diversos setores que integram uma instituição e não os funcionários.

Quando um gestor, por mais competente e bem intencionado que seja, tenta gerenciar pessoas, o resultado é catastrófico. Momento ideal para as rádios-corredores surgirem no limiar da insatisfação dentre seu corpo de servidores. É em uma concepção mais abrangente do ser humano que reside a gênese da liderança.  O fiel líder é capaz de reconhecer a natureza dinâmica e imprevisível das relações interpessoais. Não somente reconhecê-las, mas respeitá-las também, o que se configura como fundamental no exercício da lida. Ele sabe como conduzir e canalizar a energia gerada pelas emoções do dia-a-dia de forma a servir as necessidades dos acionistas (sim, isso é preciso, são eles seus patrões), porém, sem passar despercebido pelo coração das pessoas. A ordem é que nenhuma normatização, nenhuma regra possa se sobrepor às pessoas. Quando assimilamos desta maneira, a compreensão de tudo dentro da organização fica mais fácil. E não é difícil saber a razão disso. Ora, se eu respeito os direitos dos meus subordinados, receberei deles, além de tudo, gratidão. É esse o lema. Fugiu disso, corre-se o risco de naufragar no meio do “Atlântico”.




terça-feira, 6 de dezembro de 2011


Senado aprova texto-base do Novo Código Florestal em 1º turno

Roberto Ramalho é jornalista e especialista em Direito Ambiental

O Plenário acaba de aprovar em primeiro turno, com cinquenta e nove votos a favor e sete contrários, o texto-base do novo Código Florestal (PLC 30/2011), substitutivo de autoria dos senadores Luiz Henrique (PMDB-SC) e Jorge Viana (PT-AC), modificando o texto do então deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), hoje ministro do Esporte.

A votação se deu logo após os discursos dos relatores. O senador Jorge Viana pediu a rejeição de todas as emendas, prometendo anunciar, no entanto, na votação em segundo turno, as emendas de Plenário que deve acolher.

O texto aprovado traz pontos polêmicos que causam profundas divergências entre ambientalistas e ruralistas.

Uma dessas divergências gira em torno de dispositivo que suspende multas ambientais aplicadas até julho de 2008, desde que as áreas desmatadas sejam recuperadas.

Para aqueles que defendem uma lei ambiental mais rígida, a medida configura uma "anistia" a quem cometeu "crimes" ambientais. Eles também criticam o "afrouxamento" das regras de preservação do meio ambiente, como a que permite que quem desmatou até julho 2008 recomponha apenas metade da faixa de mata nativa exigida ao longo de rios com largura de até 10 metros.

O texto estabelece também disposições transitórias – visando contemplar as chamadas áreas com atividades consolidadas, com agrossilvopastoris desenvolvidas em Áreas de Preservação Permanente (APPs).

Os representantes do setor ruralista acreditam que o texto aprovado em plenário traz segurança jurídica a produtores por ser mais "aplicável" que a lei atual.

A proposta também inclui medidas que visam vincular a economia à preservação florestal.


Código Florestal vai à votação no Senado da República

Roberto Ramalho é jornalista e especialista em Direito Ambiental

O relatório final do Código Florestal deverá ser votado hoje no plenário do Senado.
Já foram protocoladas 44 emendas para modificar o texto do parecer do senador Jorge Viana (PT-AC).

Outras emendas ainda podem ser apresentadas durante a discussão da matéria, que é muito polêmica.

O governo está tentando fechar um acordo para que as emendas sejam votadas em bloco, agilizando o debate da matéria.

As principais alterações propostas pelo governo dizem respeito às regras de regularização de áreas desmatadas, e que são consideradas consolidadas.

O texto do novo Código Florestal estabelece o mês de julho de 2008 como marco para considerar irregulares as atividades de plantio e desmatamento em áreas protegidas.

As agressões ambientais ocorridas antes disso seriam "anistiadas" pela nova legislação. Parlamentares da bancada ambientalista que não aceitam essa idéia, também encaminharam emendas modificando parte do texto que "flexibiliza" normas que permeiam a utilização de Áreas de Preservação Permanente (APP).

Outra emenda que, com certeza, deverá provocar polêmica entre os parlamentares, envolve a sugestão de incluir os apicuns e salgados como áreas de interesse social, para favorecer empresas de criação de camarão.

Em entrevista à Agência Senado, o líder governista Homero Jucá disse que os principais pontos do Código Florestal já estão acordados (feito um acordo) e que as negociações evoluíram de forma positiva nos últimos dias. Segundo ela, a única preocupação será com os destaques a serem pedidos durante a análise da matéria.

Para acelerar a votação, o líder do governo no Senado Homero Jucá disse estar trabalhando em um entendimento com o relator na Comissão de Meio Ambiente (CMA), Jorge Viana (PT-AC), sobre a possibilidade das emendas e os destaques serem votados em bloco, o que agilizaria a aprovação da matéria. O líder disse que tanto Jorge Viana, quanto o relator da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), Luiz Henrique (PMDB-SC), "fizeram um grande trabalho".

Caso o Código seja aprovado no Senado, deverá retornar para a Câmara, para ser novamente analisada e depois ser encaminhada para sanção da presidente Dilma Rousseff.

Entidades não querem que Código Florestal seja votado essa tarde

Membros da Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência (SPPC) elaboraram juntamente com os da ABC um documento em que dão seu parecer técnico com o justo propósito de embasar as discussões com isenção sobre os interesses de um lado ou de outro.
Para a votação que pode ocorrer ainda essa noite, no Senado, os senadores têm em mãos a carta enviada na semana passada pela presidente da SBPC, Helena Nader.

No documento, Helena pede que a proposta do novo Código não entre em votação sem que tenham sido incorporadas as recomendações da comunidade científica brasileira.

Entre elas está à seguinte, segundo a SBPC: “As Áreas de Preservação Permanente (APPs) de cursos d’água devem ser consideradas desde o seu nível mais alto em faixa marginal. A situação existente entre o menor e o maior leito sazonal (as várzeas, os campos úmidos, as florestas paludícolas e outras) deve receber na lei, o mesmo status de proteção das APPs, pois  sua conservação garante a manutenção dos serviços ambientais”.

Numa reportagem bastante polêmica publicada hoje pelo jornal “O Estado de São Paulo”, a pesquisadora Maria Tereza Piedade, diretora do grupo dedicado às áreas úmidas do Instituto de Pesquisas da Amazônia (INPA) faz um alerta dizendo que as florestas inundáveis, ou seja, aquelas que ficam debaixo da água durante o período chuvoso amazônico, ocupam 400 mil quilômetros quadrados.

De acordo com ela, isso equivale à área do tamanho de dois estados de São Paulo. Somados os diversos tipos de áreas úmidas (várzeas, mangues), a área alagada chega a 1,5 milhões de quilômetros quadrados.

Segundo a cientista e pesquisadora, o Código Florestal não deve admitir práticas da aqüicultura em Após nos imóveis rurais com até 15 (quinze) módulos fiscais. Isto permitirá atividades de carcinicultura (criação de camarão) em áreas de mangue e qualquer outro tipo de aqüicultura, inclusive com espécies exóticas, em qualquer tipo de APP.

O módulo fiscal é uma unidade de medida determinada pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) que varia de acordo com o estado. Ele pode medir de 5 a 110 hectares.

Segundo a legislação em vigor, a definição dos limites de área e período máximo para pousio deve considerar as peculiaridades de cada bioma. Em APPs, o pousio deve ser aplicado apenas para a regulamentação das práticas agrícolas de comunidades tradicionais, respeitando as suas peculiaridades.

O termo Pousio é a interrupção da colheita por tempo determinado a fim de recuperar a fertilidade do solo.

Para ela, o novo Código Florestal não deve admitir o cômputo das Áreas de Preservação Permanente no cálculo do percentual da Reserva Legal do imóvel. Não se justifica cientificamente tal inclusão, pois as APPs e RLs apresentam estruturas e funções distintas e comunidades biológicas complementares.

O Artigo 67, §3º que trata da recomposição da Reserva Legal deve explicitar que o uso de espécies exóticas somente será permitido de forma temporária, nas fases iniciais da restauração e combinado com o uso de espécies nativas regionais.

A permissão do uso de espécies exóticas em até 50% da RL é extremamente prejudicial para as principais funções da RL: conservação da biodiversidade nativa e uso sustentável de recursos naturais, que são as motivações originais para a instituição da RL.

Esta conservação abre a possibilidade de um diferencial a favor da agricultura brasileira, como agricultura com sustentabilidade ambiental. O uso de espécies exóticas na RL vai anular esse diferencial.

Últimas informações

A sessão no Plenário do Senado está bastante acalorada e começou às 16h, prometendo ser longa e marcada por discussões mais calorosas ainda. Até o início da tarde, mais de quarenta propostas de emenda foram apresentadas e outras mais devem surgir ao longo da votação.

A senadora ruralista Kátia Abreu (PSB-TO) elogiou o novo Código Florestal e afirmou que ele será capaz de “acabar com a ditadura ambiental”, exercida, segundo ela,  por organizações não governamentais que impediam a discussão desse tema no Congresso Nacional. A senadora disse, ainda, que a redução das áreas de plantios, “como quer meia dúzia de ambientalistas xiitas”, teria como efeito imediato a inflação dos alimentos.

Também favorável ao projeto em votação, falou a senadora Ana Amélia (PP-RS) dizendo que o novo Código Florestal é fruto de um consenso nacional e não de interesses partidários, que serve como moldura para delimitar e garantir, de um lado, a produção agrícola e, do outro, a preservação ambiental.

Em seu pronunciamento, o senador Pedro Simon (PMDB-RS), afirmou que o projeto em discussão é melhor do que o construído na Câmara dos Deputados, mas contém pontos difíceis que precisam ser analisados. Segundo ele, o lado negativo é que o projeto está bom demais para quem desmatou, pois reduz as Áreas de Preservação Permanente (APPs) e não cobra a sua recomposição.

Bastante crítica, a senadora Marinor Brito, do Psol-PA, disse que o Brasil não precisaria de um novo Código Florestal se o “governo tivesse vergonha na cara” e coibisse as ações irregulares de ruralistas.

Ao encerrar seu discurso, Marinor Brito citou uma frase do escritor e teórico político Antônio Gramsci, que dizia que “Nenhum legislador pode ser visto, como indivíduo, salvo abstratamente e por comodidade de linguagem, porque, na realidade, expressa uma determinada vontade coletiva disposta a tornar efetiva a sua 'vontade', que só é 'vontade' porque a coletividade está disposta a dar-lhe efetividade”.

Frase complicada essa. Até eu que fiz essa matéria, não entendi quase nada do que ele disse. E olha que conheço um pouco da obra desse italiano, que passou grande parte de sua vida na cadeia.

Gramsci era um ferrenho defensor do comunismo.


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