Artigo – Primeiro-Ministro da Espanha, Pedro Sánchez, lidera movimento anti-direita junto com Lula, Tim Walz e dezenas de líderes progressistas, de esquerda e centro esquerda em Barcelona na Espanha. Roberto Ramalho é Jornalista. Com Jornal Expresso de Portugal, Portal Deutsche Welle da Alemanha, e Site BBC Brasil
1.Introdução
Cerca
de 15 líderes internacionais participam de encontro visando buscar resposta
comum à ascensão de "onda reacionária". Neste ano, evento coincide
com reunião da extrema direita europeia em Milão.
Entre
os esperados para participar deste encontro estavam presentes os presidentes da
Colômbia, Gustavo Petro; da África do Sul, Cyril Ramaphosa; do Uruguai, Yamandú
Orsi; do México, Claudia Sheinbaum; e o presidente do Conselho Europeu, António
Costa.
A
Alemanha foi representada no evento pelo vice-chanceler e ministro das
Finanças, Lars Klingbeil.
Disse
ele: "Estou muito grato pelo convite de Pedro Sánchez para este
encontro; é um sinal importante em um mundo cada vez mais dividido",
disse o alemão, antes de destacar a importância da solidariedade e da
cooperação internacional.
O
primeiro-ministro espanhol defendeu neste sábado a regularização de migrantes: “Espanha é filha da
migração e não vai ser mãe da xenofobia”, declarou Pedro
Sánchez, defendendo um novo movimento no mundo face aos “ultradireitistas”.
Pedro
Sánchez liderou em Barcelona a Mobilização Global de Progressistas, defendendo
que o tempo da ultradireita já passou.
E
afirmou taxativamente: “A vergonha mudou de
lado, a vergonha é deles”.
2. O evento progressista com a participação de lideranças
de esquerda e centro-esquerda de dezenas de países de todos os continentes
Durante
dois dias, progressistas de todo o mundo reuniram-se em Barcelona para saírem
da cidade espanhola com uma mensagem refrescada para mudarem o curso da
história.
Cerca de
15 líderes internacionais participam do 4° Encontro em Defesa da
Democracia, fórum lançado em 2024 pelo Brasil e pela Espanha, que neste ano
coincide com um encontro de líderes e apoiadores da extrema direita europeia em
Milão.
Destacou
Pedro Sánchez em coletiva de imprensa nesta sexta-feira ao lado de
Lula –presidente brasileiro realiza turnê na Europa, que inclui
também Portugal e Alemanha: "Hoje, essa paz
e os valores que a sustentam estão sendo claramente atacados por essa onda
reacionária, por autoritários, pela desinformação – males que ameaçam a força
de nossas instituições democráticas",
Embora
ambos os líderes tenham se destacado no cenário global por se oporem
frequentemente às políticas do presidente dos EUA, Donald Trump,
Lula negou que o encontro seja uma reunião "anti-Trump".
Os
democratas americanos acreditam que essa mudança já começou e nos Estados Unidos da
América (EUA) vai ter um novo momento em novembro, nas
midterms (eleições para a Câmara dos Representantes e para o Senado, a
meio do mandato presidencial). Pedro Sánchez, o dinamizador da
Mobilização Global de Progressistas (GPM em inglês) não tem
dúvidas: “Os ultras e as
direitas não gritam porque estão a ganhar, gritam porque sabem que o seu tempo
está a chamar”.
“Muitos
me conhecem como o tipo que não é o vice-presidente agora”, disse Tim Walz
em frente a 6500 pessoas este sábado em Barcelona.
O
discurso do democrata que perdeu as eleições americanas de 2024 juntamente com Kamala Harris foi
dos mais importantes da Mobilização Global de Progressistas (GPM em inglês)
pelo patrocínio dos americanos ao movimento que Pedro Sánchez e Lula da Silva
tentam que saia de Barcelona para fazer frente aos “autoritarismos”, à “extrema-direita” e à direita que segue o
mesmo caminho.
Mas
também pelo tom que deixou no seu discurso: para o governador do Minnesota,
Trump “é um ditador”, e o “fascismo” está espalhado pelo mundo.
O
nome do presidente norte-americano até esteve mais ou menos afastado dos
discursos - ainda que tenha sido o centro de todo o encontro -, mas o
governador dos EUA foi direto ao ponto: “Temos um presidente
disposto a dar um tiro em qualquer um e a entrar numa guerra quando nem sequer
há ameaças, quando não há um plano previsto e não há alvos nucleares... Isso é
fascismo, temos de o chamar pelo nome”.
Não
estando presente no encontro, também Hillary Clinton, ex-Secretária de Estado norte-americana e
candidata à Presidência em 2016, enviou uma mensagem a encorajar o
movimento, que é “mais importante do que nunca” para “defender a liberdade, a
justiça e a igualdade”.
Muito
citado em todo o evento foi Zohan Mamdani, o presidente da Câmara de Nova
Iorque.
Em
vários discursos durante todo o GPM, Mamdani foi dado
como exemplo de que algo no mundo está a mudar e que os progressistas têm
caminho para percorrer. Não podendo estar em Barcelona por motivos
de agenda, Mamdani enviou uma mensagem em vídeo para apoiar o
movimento que Pedro Sánchez e Lula da Silva tentam impulsionar. Afirmou
o prefeito de Nova York: “Em momentos como este, em que vemos tantas crises e confrontos
em todo o mundo, é fundamental que a liderança progressista se reúna”,
disse.
E
lembrou de histórias de trabalhadores de Nova Iorque que, diz, devem estar no
centro das prioridades dos progressistas. Disse Zohan Mamdani “As desigualdades
não são exclusivas da minha cidade. Temos de fazer juntos o nosso caminho para
lutar e combater as desigualdades”, declarou.
Bernie
Sanders fez um discurso mais apaixonado, agradecendo a Pedro
Sánchez por falar contra a guerra de Trump e Netanyahu no Irão e Líbano e
contra Putin na Ucrânia. Para o senador democrata, quando os oligarcas e as
grandes companhias se juntam, os progressistas “também têm de
trabalhar internacionalmente”. Na óptica de Sanders, estamos num duplo
movimento: na política os grandes líderes estão a levar a uma “anarquia
internacional” em que o “direito internacional é ignorado” e no
plano económico, há uma “oligarquia global” de “muitos ricos que
estão cada vez mais ricos” e que evitam e contornam as leis para pagarem
impostos. No entanto, Sanders quis deixar uma mensagem de esperança:
“As pessoas estão a lutar de volta”, dando como exemplo a eleição de Mamdani,
mas também as grandes manifestações nos EUA nas últimas semanas.
O
primeiro-ministro Pedro Sánchez - que também é presidente da
Internacional Socialista – e Lula, estiveram entre os principais palestrantes na
sessão de encerramento nesse sábado. Com esses encontros, o primeiro-ministro
espanhol reforça sua oposição a Trump, com quem entrou em conflito por causa dos
gastos militares e da guerra no Irã, e ao primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, alvo de suas duras críticas, primeiro pela
guerra em Gaza e depois pela guerra desencadeada no Líbano.
Declarou
Gustavo Petro na sexta-feira em Barcelona, em
um evento organizado pela emissora pública RTVE e pela agência de notícias EFE: "Acho que a
posição espanhola está na vanguarda da Europa, ou seja, confrontando o que eles
fizeram com o Irã",
O
presidente colombiano Gustavo Petro, cujas relações com Trump melhoraram
após um encontro na Casa Branca em fevereiro e um telefonema em março, culpou
Netanyahu por ter empurrado o presidente americano para "um bloco muito destrutivo contra a humanidade".
E
concluiu afirmando: "Trump acaba em um bloco muito destrutivo contra a
humanidade, impulsionado por Netanyahu, e não o contrário. Ele é impulsionado
por Netanyahu, que tem amigos mais fortes no governo [americano] do que o
próprio Trump".
3.
Os senhores da ‘Guerra’
Na
sexta-feira, em encontro com empresários, Lula afirmou que não quer guerra com o líder chinês, Xi Jinping, o presidente russo,
Vladimir Putin, e o presidente americano, Donald Trump, ou
qualquer outro líder.
Neste
sábado, Lula repetiu esse discurso e criticou novamente o que chamou de
ineficiência das Organização das Nações Unidas (ONU).
Afirmou
Lula: "Hoje, a ONU
não representa aquilo para a qual ela foi criada. Os membros permanentes
do Conselho de Segurança, que era para garantir a
paz do mundo, viraram os senhores da guerra."
Essa
ineficácia, acrescentou, se deve à atuação dos membros permanentes de seu
Conselho de Segurança (China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia).
Disse
Lula: "Eles tomam
decisões sem consultar a ONU. Para quem [George W.] Bush pediu para invadir
o Iraque? Para ninguém. Para quem a França e a
Inglaterra pediram para invadir a Líbia? Ninguém. Que mal [Muamar] Khadafi causava ao mundo? Nenhum.
Para quem a Rússia pediu para invadir a Ucrânia? Para ninguém. São decisões unilaterais
que não respeitam o fórum do qual essas pessoas participam",
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva também criticou o funcionamento do
Conselho de Segurança, com a possibilidade de representação por embaixadores —
e não pelos próprios líderes —, além do poder de veto dos membros permanentes
sobre decisões aprovadas.
E
questionando, afirmou: "Há quantos
anos estamos tentando mudar a representação? Cadê a representação africana?
Cadê a participação do México, do Brasil, da Argentina, da Colômbia? Cadê a participação
da Índia? Tantos países importantes, como o Japão, poderiam participar. E por que não
participam?".
Por
fim, o presidente Lula citou a situação de Cuba, que, sob pressão após a prisão de Nicolás Maduro por Trump e sem apoio da Venezuela, enfrenta uma crise sem precedentes.
"Eu estou
preocupado com Cuba, mas o problema é dos cubanos, não é um problema do Lula.
Parem com esse maldito bloqueio a Cuba e deixem os cubanos viverem a vida
deles."
4. O 4º Encontro em Defesa da Democracia e a Mobilização Progressista Global (MPG), realizados em Barcelona, Espanha, em 18 de abril de 2026, culminaram com um forte posicionamento de líderes mundiais contra a ascensão da "onda reacionária" e da extrema-direita global.
- Combate à Extrema Direita: Foco central no combate ao avanço de forças políticas autoritárias e populistas de extrema direita.
- Defesa da Democracia e Multilateralismo: O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, lideraram o compromisso de proteger as instituições democráticas contra ameaças internas e externas.
- Mobilização Popular: A Mobilização Progressista Global (MPG) destacou a necessidade de unir governos, ativistas e organizações de esquerda de todo o mundo para defender a justiça social.
- Discurso de Esperança: Lula da Silva enfatizou a substituição do desalento pelo sonho e do ódio pela esperança, pedindo coerência e ação dos líderes progressistas.
- Reação ao Cenário Internacional: O encontro tratou de temas como a desinformação, o desmonte de ajuda humanitária e a necessidade de fortalecer o Estado de Direito e o multilateralismo.
5.
Conclusão
Ao
participar do fórum com líderes mundiais de esquerda neste sábado (18/4), em
Barcelona, na Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que as redes sociais precisam ser reguladas em âmbito global.
Afirmou
o presidente Lula ao lado do primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, anfitrião do evento: "Vamos ser cada
vez mais duros porque, se o Estado não agir, a gente não controla as chamadas
plataformas digitais, que, de rede social, não tem nada. Pouco social e muito
ódio, muita promiscuidade, muito sexo, muita jogatina e muito pouco social".
E
foi mais contundente dizendo: "Precisamos regular tudo o que for digital, para que a
gente dê soberania ao nosso país e não permita intromissão de fora, sobretudo
em um ano eleitoral".
E
concluiu o discurso afirmando: "Não é possível tratar como normal e como liberdade de
expressão a indústria da mentira, da violência verbal, da desinformação, como
tem acontecido no planeta."
Para
quem não sabe o que significa os termos extremismo de direita e fascismo, segue
abaixo a definição de ambos os termos, abaixo:
Abaixo estão as definições e conceitos
sobre extrema-direita, fascismo, nazismo e neonazismo, fundamentados em estudos
históricos e políticos contemporâneos.
1.
Extrema-Direita
Definição: A
extrema-direita é um espectro político localizado à direita da direita
tradicional (conservadorismo), caracterizado por posições radicais contra a
democracia liberal, o multiculturalismo e, muitas vezes, contra a igualdade
social.
Conceitos
Chave:
Nacionalismo Agressivo/Etnonacionalismo: Defesa de
uma identidade nacional homogênea, frequentemente baseada em raça ou herança
cultural, opondo-se à imigração.
Autoritarismo: Desejo por um líder forte e ordem
autoritária, rejeitando o pluralismo político.
Conservadorismo Social Extremo: Pautas
focadas na família tradicional, oposição a movimentos feministas, LGBTQ+ e
negros.
Teorias da Conspiração: Crença em "substituição
populacional" ou planos ocultos de elites/imigrantes.
2. Fascismo
Definição: Ideologia política surgida na Europa
(Itália) no início do século XX, liderada por Benito Mussolini. É um regime
totalitário que busca a subordinação total do indivíduo ao Estado.
Conceitos Chave:
Totalitarismo: O Estado controla todos os aspectos da
vida pública e privada.
Militarismo e Violência: Uso de força física, terror e censura
para eliminar opositores.
Anticomunismo e Antiliberalismo: Rejeição
veemente da esquerda e da democracia liberal.
Culto ao Líder: Centralização do poder na figura de um
"chefe" supremo.
No
Brasil, a extrema-direita e o Fascismo estão representados por partidos
políticos como o Partido Liberal, cuja liderança ainda segue com Jair Messias
Bolsonaro. Sua condenação se deu por questionar o resultado da eleição
majoritária para presidente da República perdendo para Luiz Inácio Lula da
Silva, e de anteriormente ter se reunido com os embaixadores para afirmar que
as urnas não eram confiáveis e aceitáveis, sendo condenado por tentativa de
Golpe de Estado arquitetado e tramado por ele, militares de alta patente das
Forças Armadas, membros de seu governo, entre outros, desde outubro de 2022, até
a manifestação de bolsonaristas-fascistas no dia 8 de janeiro de 2023 em
Brasília, com apoio da elite da Polícia Militar, cujos comandantes também foram
condenados e recentemente expulsos da Corporação por determinação do nobre
ministro Alexandre de Moraes, com centenas de condenados pelos atos de
depredação do patrimônio público, vandalismo, arruaça, assim como tentativa de
Golpe de Estado fracassada graças à intervenção do setor de Segurança Pública
do governo do Distrito Federal por ato do excelentíssimo presidente da
República Luiz Inácio Lula da Silva que se encontrava em Araraquara na
companhia do prefeito Edinho Silva, hoje presidente do PT.
Também,
o governador Ibaneis Rocha que havia direta ou indiretamente participado – é até
hoje bolsonarista de carteirinha, mas está alijado pelo PL para concorrer a uma
vaga de senador pelo DF - foi afastado pelo ministro Alexandre de Moraes por
algum tempo durante a tentativa de Golpe de Estado.
Hoje,
em face de Jair Messias Bolsonaro estar inelegível, seu filho, Flávio Bolsonaro,
foi indicado por ele para concorrer as eleições presidenciais desse ano como candidato
pelo Partido Liberal, cujo presidente é o ex-condenado Valdemar da Costa Neto.
Os
partidos de extrema-direita (Fascistas) são: o mencionado partido liberal, o NOVO,
o Progressistas, o União Brasil, parte dos parlamentares e filiados ao PSD, parlamentares
e filiados ao MDB, Democracia Cristã, que de cristã não tem nada e cujo
candidato é Aldo Rebelo, que estranhamente e recentemente era filiado ao
Partido Comunista do Brasil e que exerceu a função de Ministro da Defesa, cujas
Forças Armadas aceitaram e acataram seu nome sem questionar, o que opino ter
ele (Rebelo), ter revelado como funcionava o partido dito de extrema-esquerda
que estava anteriormente filiado, e outros que se afirmam de centro.
Fontes
de informação:
Jornal Expresso de
Portugal.
Portal Deutsche
Welle da Alemanha.
Site BBC Brasil.
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